Gravado na capital paulista e no Vale do Paraíba, o disco é produzido por Gabriel Olivieri (Walfredo EM Busca da Simbiosoe, Fernando Motta, Eliminadorzinho) e chega em todas as plataformas de áudio nesta quinta-feira (22)
Transformar a constância de pensamentos de uma mente inquieta em sons honestos é o que conduz o universo criativo de Sem Início Nem Fim, álbum de estreia da banda Infinito Latente. Com lançamento marcado para quinta-feira, 22 de janeiro, o disco coloca o grupo paulista no radar dos principais lançamentos da cena indie brasileira, reunindo faixas confessionais produzidas por Gabriel Olivieri. O projeto está disponível em todas as plataformas de streaming de áudio (acesse aqui).
O corpo de trabalho criado em Sem Início Nem Fim surgiu gradualmente a partir da espontaneidade do encontro entre Maira Bastos (voz) e João Dussam (voz e violão), processo que foi ainda mais amplificado pelo estímulo de uma região do interior paulista onde a arte independente é tradição. “Nós viemos de uma região que tem uma forte cultura de composição autoral. Até mesmo as marchinhas de carnaval são próprias das cidades, e isso fez a gente conhecer pessoas criativas e ter ainda mais prazer de investir no nosso som”, conta João. Os músicos Igor Sganzerla (teclado) e Pedro Sardenha (baixo) completam o quarteto.
Gravado na capital paulista e com várias sessões no Vale do Paraíba, especialmente no município de São Luís do Paraitinga, o álbum também ganhou forma a partir desse fluxo de paisagens. “O disco é sobre se jogar. Fala sobre o movimento do tempo e chegar a um lugar onde podemos experimentar o sentimento de liberdade. Por isso, há músicas que evocam sensações de mudança, desejo e paixão, além de pensamentos que estão sempre pairando na cabeça”, explica a vocalista Maira.
“Amanhãs Azuis”, faixa de abertura do disco, apresenta logo de início a atmosfera contemplativa proposta pela banda, soando como um amanhecer, tal qual o título sugere. “Fora do Ar”, um dos singles revelados anteriormente, dá continuidade à viagem emocional ao fundir elementos da MPB com o indie pop.
O existencialismo toma conta de “Fica Bem” e “Cores”, com produções que buscam reforçar a identidade sonora da banda. “Muitas das nossas canções surgiram da fórmula da MPB com voz e violão, mas quisemos trazer o contraponto da tecnologia para incluir beat, synth e essa camada etérea que representasse o resultado sensorial que queríamos alcançar”, revela Maira.
Já em “Deixa Eu” e “Gota por Gota”, a banda mostra seu lado mais romântico e explícito, dando ênfase na intensidade dos sentimentos e em pitadas de latinidade por meio de instrumentos de sopro. “De Canto” complementa esse momento mais apaixonado do disco e abre caminho para “Aqui Dentro”, primeiro single revelado, que se destaca por trazer a gravação mais íntima do álbum, permeada por uma produção lo-fi e pela performance vocal mais marcante de Maira Bastos.
“Quantas Vidas” é a faixa com maior presença do teclado de todo o disco, funcionando como um momento de calmaria do lado B. Em “Nosso Quadro”, a banda mostra seu lado mais barulhento, equilibrando uma explosão de instrumentos com a doçura da vocalista, além de incluir a frase “eu amo você” de forma catártica no refrão.
“Motivos Bonitos” finaliza a obra com uma pintura de paisagem em forma de som, unindo as vozes de Maira Bastos e João Dussam, em mais um momento em que a delicadeza das letras evidencia a autenticidade do encontro entre os músicos.
Com o disco Sem Início Nem Fim, a Infinito Latente transforma sensações cotidianas e inquietações existenciais em uma narrativa relacionável e poética, fazendo de seu som uma paisagem própria sobre o mundo.
O álbum é um lançamento do selo Retalho Music.
Ouça o disco “Sem Início Nem Fim” da banda Infinito Latente

Fonte: Eduardo Cordeiro
