Uma noite para celebrar a carreira do guitarrista Zakk Wylde, unindo três nomes ligados ao guitarrista: sua banda Black Label Society, seu projeto em homenagem ao Black Sabbath, o Zakk Sabbath, e ainda Dark Chapel, grupo liderado pelo fiel escudeiro e parceiro de Wylde, o guitarrista Dario Lorina (também integrante do BLS).
Black Label Society
Formada em 1998 por Wylde, então guitarrista da banda de Ozzy Osbourne, o Black Label Society se consolidou como um dos grandes nomes do Heavy Metal e do Southern Metal.
Combinando riffs pesados, grooves influenciados por blues, solos virtuosos e momentos de baladas mais introspectivas, a carreira do chamado BLS traz obviamente também muitas influências da experiência vivida por Wylde ao lado de Ozzy, graças a uma longa parceria e amizade.
Wylde construiu com o BLS sua própria identidade, registrada em diversos álbuns como “Sonic Brew” (1998), “Mafia” (2005) e “Doom Crew Inc.” (2021). Em 2026, o grupo lançou o excelente “Engines of Demolition”, seu 12º álbum de estúdio, que conta com “Name In Blood”, faixa que já nasceu como um clássico da banda e foi tocada ao vivo logo no início da apresentação.
Com os integrantes trajando os tradicionais coletes com o nome da banda nas costas, o BLS esbanjou peso e qualidade em noventa minutos de show, com direito aos sucessos “Funeral Bell”, “Stillborn”, “Suicide Messiah” e ainda uma versão de “No More Tears”, do Ozzy Osbourne. Aliás, em homenagem ao falecido vocalista, Zakk também tocou “Ozzy’s Song”, última faixa do mais recente disco, composta em memória a seu grande amigo.
Wylde, que troca de guitarra praticamente a cada canção do show, sentou-se ainda ao piano para dedicar “In This River” aos também falecidos Dimebag Darrell e Vinnie Paul (Pantera), em um momento de pura emoção.
Já em “Fire It Up”, bolas infláveis foram jogadas para a plateia, ficando marcada mais uma passagem do BLS por São Paulo de maneira incrível na lembrança dos fãs, assim como já havia ocorrido no festival Bangers Open Air neste ano de 2026.
Mais cedo – Zakk Sabbath e Dark Chapel
Fazendo jornada dobrada, Zakk Wylde trouxe novamente a São Paulo seu projeto criado em homenagem à banda Black Sabbath. Com o sugestivo nome de Zakk Sabbath, o tributo ganhou corpo a partir de 2014, ano de sua criação.
Ao lado do baixista John DeServio e Jeff Fabb (seus colegas de BLS), o Zakk Sabbath apresentou um set curto, mas com destaque para a clássica “Children of the Grave”, além, é claro, de “N.I.B” e “War Pigs”, para agitação geral.
Zakk não é muito de falar ao microfone, mas interage com a plateia por meio de gestos e é um verdadeiro “showman” empunhando sua guitarra, sempre rendendo ótimas fotos e vídeos para os fãs.
Se o trabalho foi dobrado para John e Jeff, Dario não ficou de fora dessa dupla jornada, ainda que não tenha participado do Zakk Sabbath: O guitarrista abriu a noite com sua banda Dark Chapel.
Com uma sonoridade que combina riffs pesados, grooves arrastados, muito peso e atmosferas sombrias do grunge, a banda apresentou no repertório canções de seu álbum de estreia, “Spirit in the Glass”, lançado em 2025, sendo uma excelente oportunidade para o público conhecer melhor o trabalho de Dario na posição de vocalista, à frente da banda.
Agradecimentos a Liberation e Tedesco Mídia (Erick Tedesco) pela atenção e credenciamento da equipe da rádio. Fotos de divulgação/assessoria de imprensa.
Setlist Dark Chapel:
Afterglow
Hollow Smile
Sign of Life
Hit of Your Love
All That Remains
Ain’t no Sunshine (Bill Withers)
Setlist Zakk Sabbath:
Children of the Grave (Black Sabbath)
Snowblind (Black Sabbath)
Orchid (Black Sabbath)
Fairies Wear Boots (Black Sabbath)
Bassically (Black Sabbath)
N.I.B. (Black Sabbath)
War Pigs (Black Sabbath)
Setlist Black Label Society:
Funeral Bell
Name in Blood
Destroy & Conquer
A Love Unreal
Heart of Darkness
No More Tears (Ozzy Osbourne)
In This River
The Blessed Hellride
Set You Free
Fire it Up
Suicide Messiah
Ozzy’s Song
Stillborn
