Bangers Open Air – Dia 02

26/04/2026
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Memorial da América Latina
Texto por Otávio Augusto Juliano – Instagram @showsbyotavio

Fotos por Leandro Anhelli – Instagram @anhelli1980 e Rogério Talarico – Instagram @rogeriotalarico

O segundo e último dia do Bangers Open Air começou novamente ao meio-dia, com shows nacionais e internacionais (vide a grade completa com os horários abaixo), trazendo um line up bem diversificado e que abrangeu as muitas vertentes do Heavy Metal tradicional.

 

Shows – Destaques do dia

Assim como mencionado no texto que acompanha a galeria de fotos do primeiro dia do festival, é importante a ressalva inicial de que era impossível para a equipe de reportagem da rádio cobrir todas as apresentações do Bangers Open Air, em razão dos horários simultâneos e do tempo de deslocamento no local.

 

Dentre os destaques do domingo, o início da tarde ficou marcado pela presença da banda austríaca Visions of Atlantis, que mistura elementos de Power Metal com temas mitológicos e de história de piratas, destacando-se o dueto vocal de Clémentine Delauney e Michele Guaitoli. Com uma recepção calorosa, o grupo fez a abertura do palco Sun Stage, sob um forte Sol.

 

Em seguida, para aqueles que optaram por atravessar a passarela, uma excelente escolha foi acompanhar o show do Primal Fear, com seu tradicional Heavy Metal embalado por hits como “Chainbraker” e “Metal Is Forever”, além da mais recente e potente “I Am The Primal Fear”, do disco “Domination” (2025), que marcou a nova fase da banda depois das mudanças na formação.

 

Com uma extensão instalada na parte central do palco, Ralf Scheepers afirmou estar honrado em participar do festival e foi à frente muitas vezes para interagir com o público que encheu a pista do Hot Stage, com direito a coro de “Primal Fear”, logo emendado pelo vocalista com “do Brasil”.

 

Marcado sempre por uma presença forte dos bons nomes do Hard Rock da Suécia, o Bangers Open Air dessa vez apostou no Crazy Lixx para a tarde no Sun Stage, após a apresentação de Roy Khan, a voz do Kamelot.

 

Os suecos, recém-chegados do Monsters of Rock Cruise, “incendiaram” a plateia, transportando-a para a década de 80, com músicas como “Rise Above”, “XIII”, “Never Die (Forever Wild)”e a sensacional “Blame It On Love”. Danny Rexon, vocalista e principal compositor da banda, declarou que voltou do cruzeiro doente e visivelmente se mostrava gripado e com tosse, mas ressaltou a importância do evento, indicando que de maneira alguma deixaria de vir ao Brasil.

 

Em uma hora de apresentação, o Crazy Lixx representou o Glam Rock no festival, trazendo à tona suas fortes influências de Def Leppard e Mötley Crüe e referências do cinema americano oitentista, deixando uma ótima imagem em sua estreia no evento.

 

Para os fãs de Hard Rock a dificuldade ficou justamente em escolher entre o Sun Stage, no qual o Crazy Lizz estava se apresentando, e o início concomitante do show do Winger, uma das grandes atrações do final de semana, especialmente por não estar em turnê e se apresentar poucas vezes nos últimos anos.

 

Dono do sucesso absoluto “Miles Away”, uma balada que atravessa gerações, o Winger desfilou seu primor técnico por sessenta minutos, incluindo no repertório “Headed for a Heartbreak”, “Seventeen”, “Easy Come Easy Go” e “Madalaine”, para alegria geral da plateia.

 

Kip Winger veio ao Brasil com seus parceiros Reb Beach (guitarra), Paul Taylor (teclado e guitarra) e Rod Morgenstein (bateria), além de Howie Simon (guitarra), escolhido como quinto membro. Despedindo-se dos palcos, o Winger foi, sem dúvida, um dos principais destaques desta edição do Bangers Open Air, com o baixista e vocalista Kip lembrando da importância dos fãs brasileiros, os quais chamou de “os melhores”.

 

Se o Winger levou técnica, talento e precisão para o público, nem é preciso dizer que outro show de destaque foi o da dupla Adrian Smith e Richie Kotzen, que esbanjou qualidade ao anoitecer no Memorial da América Latina.

 

O projeto que vai se consolidando já com dois álbuns de estúdio gravados e um EP, contou com os músicos brasileiros Julia Lage (baixo) e Bruno Valverde (bateria) para abrilhantar ainda mais o show.

 

Impecável no palco, o quarteto passou por canções lançadas pelos músicos nos trabalhos de 2021 e 2025, valendo ressaltar “Got A Hold On Me”, “Black Light” e “Scars”, com diversas mudanças vocais e solos intercalados entre os dois lendários guitarristas.

 

Das carreiras individuais de cada um Kotzen parecia ter a intenção de cantar “You Can’t Save Me”, que vinha sendo executada na turnê, mas em uma rápida conversa entre os músicos e provavelmente devido a um pequeno atraso no início, a composição acabou ficando de fora do setlist. Somente “Wasted Years”, do Iron Maiden, foi tocada, para vibração geral dos fãs da Donzela de Ferro ali presentes.

 

Neste mesmo palco, o Angra se reuniria mais tarde para um show histórico e certamente impensado até pelos próprios músicos algum tempo atrás. Foi necessário superar desavenças internas para que essa reunião fosse viabilizada e a coroação da banda veio com a escalação como headliner do festival, com direito a efeitos visuais de grande porte.

 

O final da noite de domingo no Hot Stage foi apoteótico e memorável, com o Angra se apresentando com a formação atual, com Alírio Netto nos vocais, além de oficializar a despedida do vocalista Fabio Lione e a reunião da formação com Edu Falaschi (vocal), Kiko Loureiro (guitarra) e o Aquiles Priester (bateria).

 

Dividida em atos, a apresentação matou a saudade dos fãs da chamada era do disco “Rebirth” (2001) e mostrou a nova cara do Angra, colocando todos juntos no palco para o final ao som de “Carry On”, sem não antes tocar sucessos do calibre de “Angels Cry”, “Lisbon”, “Carolina IV” e “Nova Era”, dentre outros.

 

Quem escolheu terminar a noite de domingo do outro lado da Memorial do América Latina certamente também não se arrependeu. Udo Dirkschneider, ex-vocalista do Accept, deu uma verdadeira aula de Heavy Metal ao executar na íntegra o disco “Balls To The Wall” (1983) e algumas faixas adicionais, como “Princess of the Dawn” e “Burning”.

 

Ao lado de Peter Baltes, ex-baixista do Accept, Udo entregou um dos grandes shows do festival para seus fãs, que tomaram conta de todo o espaço do Sun Stage, espalhando-se entre as árvores e ao longo do corredor que levava às lojas e ao Waves Stage mais ao fundo.

 

Anúncio para 2027

Tendo se firmado como um festival muito querido e esperado pelos fãs de Heavy Metal, sempre entre os meses de abril e maio, o Bangers Open Air segue carregando sua identidade própria e entregando shows de nomes importantes da música mundial, fazendo parte do calendário anual dos metaleiros do Brasil.

 

A edição de 2027 já foi confirmada para os dias 24 e 25 de abril e os ingressos no formato “blind tickets”, sem o anúncio prévio das bandas, estão à venda.

 

Agradecimentos à produção do evento e à Agência Taga pela atenção e credenciamento de toda a equipe da rádio.

 

Bandas – Domingo 26/04

Palco “Ice Stage”

12h00 – 12h40: Project46

13h50 – 14h45: Nevermore

16h05 – 17h05: Winger

18h25 – 19h40: Within Temptation

 

Palco “Hot Stage”

12h50 – 13h40: Primal Fear

14h55 – 15h55: Amaranthe

17h15 – 18h15: Smith/Kotzen

19h45 – 22h00: Angra Reunion

 

Palco “Sun Stage”

12h00 – 13h00: Visions of Atlantis

13h40 – 14h40: Roy Khan

15h20 – 16h20: Crazy Lixx

17h00 – 17h50: Noturnall

18h30 – 19h30: Krisiun

20h15 – 21h45: Dirkschneider

 

Palco “Waves Stage”

12h00 – 12h50: School of Rock

13h20 – 14h00: Clash Bulldog’s

14h30 – 15h20: Chaos Synopsys

15h50 – 16h40: Malvada

17h10 – 18h10: Trovão

18h40 – 19h40: Silver Dust

20h10 – 21h10: Paradise in Flames

21h40 – 22h40: Ambush

Fonte: Redação Kiss FM

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