A morte de Kurt Cobain, ocorrida em abril de 1994, permanece como um dos episódios mais debatidos da história do rock. Embora o veredito oficial das autoridades de Seattle tenha sido suicídio, uma corrente persistente de investigadores particulares, jornalistas e especialistas em criminalística defende que novas análises forenses apontam para a possibilidade de homicídio.
A Questão da Incapacitação Física
O ponto mais debatido por peritos criminais é a concentração de heroína no organismo de Cobain.
- Nível Letal: A análise toxicológica revelou uma dose três vezes superior ao limite letal, mesmo para um usuário com alta tolerância.
- O Dilema Forense: Especialistas questionam como, após injetar tamanha quantidade da droga, Kurt teria tido coordenação motora para organizar o kit de uso, baixar a manga da camisa, empunhar uma espingarda e puxar o gatilho. Para muitos, a dose causaria inconsciência imediata ou morte por overdose antes de qualquer outra ação.
Impressões Digitais e Balística
Outro fator que alimenta as teorias de crime é a ausência de provas físicas na arma.
- Arma “Limpa”: A espingarda Remington calibre 20 não apresentava impressões digitais legíveis de Kurt Cobain no momento da perícia inicial.
- Resíduos de Pólvora: A falta de uma análise conclusiva sobre resíduos de disparo nas mãos do cantor na época do ocorrido é vista por investigadores particulares como uma falha grave no protocolo de preservação da cena.
A “Extensão” da Nota de Despedida
A carta encontrada no local do crime é frequentemente citada como prova de que algo estava errado.
- O Conteúdo: A maior parte do texto lê-se como um anúncio de aposentadoria da música, não uma despedida da vida.
- Análise Grafotécnica: Alguns especialistas em caligrafia afirmam que as últimas quatro linhas — as únicas que mencionam explicitamente a morte e a família — parecem ter sido escritas por uma mão diferente, sugerindo uma adulteração posterior.
O Contexto de Partida
Na época, Kurt planejava deixar Seattle, se divorciar e abandonar a carreira musical ativa. Investigadores como Tom Grant (detetive particular contratado pela própria Courtney Love antes do corpo ser encontrado) argumentam que esses planos criavam motivações financeiras e pessoais para que terceiros impedissem sua partida.
Apesar das inconsistências apontadas por documentários e peritos independentes, a Polícia de Seattle revisou o caso em 2014 e reafirmou a conclusão de suicídio, tratando as novas evidências apenas como circunstanciais.
