Depois dos shows realizados no festival Monsters of Rock, Judas Priest e Queensrÿche tiveram uma data extra em São Paulo, agendada para o domingo. A experiência agora seria em um ambiente menor e fechado, diferente de um grande estádio de futebol, como o Allianz Parque. A Kiss FM conferiu como foram as apresentações.
O público que lotou a pista do Vibra São Paulo se dividia entre os que já haviam ido aos shows do dia anterior e estavam repetindo a dose, e aqueles que deixaram apenas para assistir as duas bandas fora do festival.
Seja qual for a decisão, quem escolheu presenciar o Judas Priest e o Queensrÿche no último domingo não se arrependeu. Felizes e afortunados aqueles que lá estiveram, assim como este que vos escreve.
O Queensrÿche foi o primeiro a subir ao palco, pontualmente às 20hs, com o som em altíssimo volume. Embora o repertório não tenha se repetido na integralidade, também não trouxe canções cujas ausências foram sentidas no sábado, como “Jet City Woman” e “Silent Lucidity”.
Das doze canções tocadas no domingo, duas delas foram novidade em relação ao show do dia anterior no Monsters of Rock: saíram do setlist “The Mission” e “Nightrider” e entraram “Breaking the Silence” e “The Lady Wore Black”.
Em uma hora de apresentação, o Queensrÿche mais uma vez provou porque segue coeso e entrosado com essa formação que conta com Todd La Torre no vocal. Com ele já são quatro discos de estúdio lançados e a certeza de uma escolha certeira para esse papel que outrora já pertenceu ao igualmente talentoso, mas polêmico, Geoff Tate.
A confiança de Michael e Eddie é tanta na capacidade de La Torre interpretar com maestria os sucessos do passado, que canções da fase de 2012 em diante não são sequer incluídas no repertório, ao menos para shows de duração mais curta, para festivais ou aberturas, como foram os casos de sábado e domingo.
Judas Priest
Um verdadeiro privilégio poder presenciar o Judas Priest ao vivo em uma casa de shows fechada e com tamanha proximidade dos “Metal Gods”. Estar tão perto de uma lenda como o Judas Priest e ouvir clássicos como “Breaking the Law” e “Riding on the Wind” já logo no início do show é algo para se apreciar e mais do que isso, é para se agradecer pela oportunidade.
O Judas Priest já havia tocado neste mesmo local ao lado do Pantera em 2022, em shows adicionais ao festival Knotfest Brasil, como bem lembrou Rob Halford: “parece que foi ontem que estivemos por aqui!”, falou o vocalista.
Para o setlist desta segunda noite em São Paulo, a única novidade ficou por conta de “Saints in Hell”, do disco “Stained Class” (1978), quando o palco foi tomado por luzes vermelhas e imagens de cobras, morcegos e, é claro, “santos no inferno”, tudo que é mencionado na letra da música.
O restante do repertório seguiu à risca o que foi apresentado no Monsters of Rock, ainda que em um palco menor. O gigante tridente iluminado foi posicionado acima da banda, descendo durante a execução de “Invicible Shield”, faixa-título do álbum mais recente e muito elogiado pela crítica especializada, lançado em 2024.
Foi inclusive antes de tocar essa canção que Halford recordou que o Judas Priest está há cinco décadas fazendo Heavy Metal e citou o nome dos discos lançados ao longo dessa extensa carreira (com exceção apenas daqueles gravados pelo ex-vocalista Tim “Ripper” Owens).
Em um domingo de Páscoa, o vocalista ainda apareceu trajando uma tiara com orelhas de coelho no momento final do show, que foi fechado com maestria e em clima de festa ao som de “Living After Midnight”.
No telão, ficou a mensagem “The Priest Will Be Back” (“O Judas Priest estará de volta”). Fica a torcida para que voltem logo mesmo.
Agradecimentos à Mercury Concerts e Catto Comunicação (Denise e Simone) pela atenção e credenciamento da equipe da rádio.
Setlist Queensrÿche
Queen of the Reich
Operation: Mindcrime
Walk in the Shadows
Breaking the Silence
I Don’t Believe in Love
Warning
The Lady Wore Black
The Needle Lies
Take Hold of the Flame
Empire
Screaming in Digital
Eyes of a Stranger
Setlist Judas Priest
Panic Attack
You’ve Got Another Thing Comin’
Rapid Fire
Breaking the Law
Riding on the Wind
Love Bites
Devil’s Child
Saints in Hell
Crown of Horns
Sinner
Turbo Lover
Invincible Shield
Victim of Changes
The Green Manalishi (With the Two Prong Crown) (Fleetwood Mac)
Painkiller
Bis
Electric Eye
Hell Bent for Leather
Living After Midnight
