Surgido no início dos anos 1980, o Barão Vermelho teve um papel importante na consolidação do rock brasileiro, marcando gerações com sua mistura de Rock e Blues, além de letras carregadas de emoção.
Foi a banda que revelou ao país o saudoso compositor e cantor Cazuza, parceiro criativo de Roberto Frejat, justamente aquele que viria a assumir posteriormente os vocais da banda, de 1985 em diante.
Com mais de 40 anos de carreira, ainda que com alguns períodos de pausa, o Barão Vermelho celebrou sua trajetória no último sábado, com sua formação original em São Paulo, no agora chamado Nubank Parque (ex-Allianz Parque).
O “Encontro – Formação Original”, como foi batizada essa volta, reuniu os integrantes Roberto Frejat, Guto Goffi, Maurício Barros e Dé Palmeira em uma “viagem” pelos grandes clássicos do Barão Vermelho, em mais de duas horas de apresentação e 31 músicas no repertório.
Uma noite verdadeiramente especial e inesquecível, com estrutura imponente e um grande palco, com telões que focavam nos integrantes de forma individualizada durante todo o show.
Nem é preciso dizer que “Bete Balanço”, “Por Você”, “Puro Êxtase” e “Maior Abandonado”, que abriu a apresentação, fizeram a alegria da plateia. Em uma mescla de sucessos da fase em que Cazuza era vocalista e da era Frejat, vale o destaque para “Todo Amor Que Houver Nessa Vida”, do primeiro disco de estúdio, de 1981, que no sábado teve participação do falecido vocalista original em vídeo, em um momento de forte emoção.
Além das composições da própria banda, o que já renderia um show completo, o Barão Vermelho fez diversas homenagens no repertório, contando com a participação de Ney Matogrosso, assim como já havia ocorrido no Rio de Janeiro.
Com Ney, a banda executou a trinca “Poema”, “Jardins da Babilônia” e “Blues da Piedade”, contando ainda com o retorno do vocalista para o bis, para “Por que a gente é assim” e “Pro Dia Nascer Feliz”. Dentre sucessos da Rita Lee, Bezerra da Silva, Legião Urbana, Raul Seixas, dos trabalhos solo de Cazuza, dentre outros (vide setlist completo abaixo), o lendário guitarrista Luis Carlini, falecido recentemente, também acabou homenageado em “Ovelha Negra”, com sua imagem no telão.
“Nossa, muito bom ver a formação original. Vou passar o próximo mês ouvindo Barão” foi a frase ouvida por este repórter na pista do estádio, por uma emocionada e animada fã que chorava em meio ao show.
Desde a reunião dos Titãs para apresentações no então Allianz Parque, a produtora 30e reascendeu a paixão do público brasileiro por ver bandas nacionais nos grandes palcos do país e a geração que cresceu ouvindo bandas como Barão Vermelho certamente agradece.
Sábado foi mais uma dessas nostálgicas noites. Vida longa ao nosso Rock nacional!
Agradecimentos à 30e pela atenção e credenciamento da equipe da rádio.
Setlist:
Maior Abandonado
Pedra, Flor e Espinho
Pense e Dance
Política Voz
Tão Longe de Tudo
Bete Balanço
Ponto Fraco
Meus Bons Amigos
Tente Outra Vez (Raul Seixas)
O Tempo Não Pára (Cazuza)
Poema (Ney Matogrosso)
Jardins da Babilônia (Rita Lee)
Blues da Piedade (Cazuza)
Down em Mim
Todo Amor Que Houver Nessa Vida
Codinome Beija-Flor (Cazuza)
Por Você
Amor Meu Grande Amor (Angela Ro Ro)
Vem Quente Que Eu Estou Fervendo (Erasmo Carlos)
Malandragem Dá Um Tempo (Bezerra da Silva)
Torre de Babel
Declare Guerra
Cuidado
Não Me Acabo
Quando o Sol Bater na Janela do Teu Quarto (Legião Urbana)
Puro Êxtase
Bis
Bilhetinho Azul
Ovelha Negra (Rita Lee)
O Poeta Está Vivo
Por Que a Gente é Assim?
Pro Dia Nascer Feliz
