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Apagou a banda? Morrissey lança camisetas dos Smiths trocando o nome do grupo pelo seu

Foto: Reprodução/Facebook

Se existia alguma dúvida de que Morrissey enxerga a si mesmo como a força absoluta por trás dos The Smiths, ela acaba de ser desfeita — em formato de mercadoria. O icônico e polêmico vocalista iniciou a venda de uma nova linha oficial de camisetas que traz estampas clássicas da antiga banda, mas com uma alteração que pegou os fãs de surpresa: o nome dos Smiths foi totalmente removido e substituído por “Morrissey“.

O visual da discórdia (e onde encontrar)

As peças foram disponibilizadas discretamente na MPORIUM, a loja virtual oficial de mercadorias do cantor no Reino Unido. Custando £30, a linha revisita a arte de dois dos álbuns mais importantes do catálogo do grupo: Meat Is Murder (1985) e The Queen Is Dead (1986).

O impacto visual é imediato: onde originalmente lia-se o nome da banda em letras garrafais com a tipografia clássica, agora destaca-se o sobrenome do cantor. A procura foi tão intensa entre críticos e defensores que o modelo de The Queen Is Dead esgotou poucas horas após o lançamento.

Para muitos, a atitude foi vista como uma tentativa deliberada de apagar o legado e a importância dos outros integrantes — especialmente do lendário guitarrista Johnny Marr, com quem Morrissey protagoniza uma lavagem de roupa suja pública há décadas, além do baixista Andy Rourke e do baterista Mike Joyce.

Guerra de narrativas e direitos autorais

O lançamento bota ainda mais lenha na fogueira em uma relação que já estava completamente desgastada. Recentemente, o universo pop acompanhou uma troca de farpas intensa entre os ex-parceiros:

  • A versão de Morrissey: O cantor frequentemente acusa Johnny Marr de barrar projetos de relançamento, caixas comemorativas e coletâneas dos Smiths, além de supostamente ignorar ofertas milionárias para uma turnê de reunião.
  • A versão de Marr: Por outro lado, o guitarrista já declarou publicamente ter recusado propostas de retorno devido às posições políticas controversas que Morrissey adotou nos últimos anos, preferindo manter a história da banda intacta no passado.

Ao lançar um produto que “revisita” a estética dos Smiths sob o seu próprio selo solo, Morrissey parece assinar uma declaração de posse criativa sobre a obra do grupo.

A reação dos fãs

Como tudo o que envolve o universo de Moz, a novidade dividiu opiniões de forma drástica na internet. De um lado, críticos e colecionadores protestaram nas redes sociais apontando a atitude como o ápice do revisionismo histórico, defendendo que os Smiths eram uma banda de quatro pessoas geniais e não o projeto solo de um homem só.

Por outro lado, defensores ferrenhos do vocalista argumentam que as letras, a voz e a atitude dele sempre foram a alma do grupo, justificando o lançamento como um item de colecionador legítimo e histórico para quem acompanha sua trajetória.

Goste-se ou odeie-se, o ex-líder dos Smiths prova que, mesmo décadas após o fim da banda, ele ainda sabe exatamente como se manter no centro das atenções e pautar as discussões do mundo do rock.

Por Redação

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