O baterista brasileiro Eloy Casagrande confirmou que já finalizou a gravação de todas as suas partes de bateria para o aguardado novo álbum do SLIPKNOT. Em uma recente entrevista ao The Downbeat Podcast, comandado por Craig Reynolds, o músico de 35 anos revelou que o trabalho em estúdio foi concluído com sucesso nas últimas semanas. O futuro disco cheio sucederá “The End, So Far” (2022) e marca a estreia oficial de grandes lançamentos do grupo em seu próprio selo, a (sic)est Records, após o fim da parceria de duas décadas e meia com a Roadrunner.
Detalhando sua imersão na complexa engrenagem criativa dos gigantes de Iowa, Eloy explicou que o processo teve início no final de 2025 através da troca de riffs e batidas à distância com o guitarrista Jim Root. A colaboração evoluiu organicamente para intensas jam sessions de três a quatro horas diárias no estúdio, inicialmente apenas com Root e o percussionista M. Shawn “Clown” Crahan. Posteriormente, as sessões englobaram o núcleo central da banda — incluindo Mick Thomson, Alessandro “VMan” Venturella e Michael Pfaff. Sob a atenta observação do produtor Matt Wallace e a firme direção artística de Clown, a banda extraiu, recortou e lapidou as melhores ideias desses improvisos para construir a base das novas composições.
Uma das grandes marcas do iminente registro será a recusa plástica em favor da autenticidade sonora. Eloy fez questão de gravar a maioria das músicas em takes completos e contínuos, abraçando as imperfeições humanas e descartando os excessos de edições digitais (punch-ins ou overdubs). “No futuro álbum, as pessoas vão ouvir as músicas novas e elas são 100% reais”, garantiu o brasileiro. “Não sou uma máquina, não sou perfeito. […] Hoje em dia você vê adolescentes começando a tocar e eles acham que o que ouvem num disco é a realidade. E não é. Nunca é. Então eu estava tentando manter a honestidade, como numa situação de vida real.”
Essa mesma abordagem visceral ditou o ritmo de “Arsenal”, single lançado em setembro. Nascida a partir de uma demo básica do vocalista Corey Taylor, a faixa teve suas baterias completamente reimaginadas por Eloy de última hora — a pedido de Clown — para soar mais agressiva e hipnótica, sendo cravada no estúdio em apenas um take. Diante da recepção dividida por parte de alguns fãs devido à estrutura do refrão, Jim Root defendeu o lançamento. O guitarrista esclareceu que “Arsenal” foi disponibilizada como uma faixa isolada apenas para entregar novidades rápidas aos fãs, frisando de forma categórica que a música “não é representativa” da direção musical profunda do restante do álbum.
O novo fôlego criativo pavimenta o caminho para a turnê mais ambiciosa da carreira do Slipknot. A banda confirmou a grandiosa “(Sic)est Stadium Tour” para 2027, uma massiva rota global por estádios que terá início em julho no lendário Wembley Stadium, em Londres — contando com MARILYN MANSON, LORNA SHORE e HATEBREED. A excursão seguirá pela América do Norte com suporte direto do BRING ME THE HORIZON e, para a alegria dos fãs sul-americanos, já tem cinco gigantescas apresentações confirmadas para o mês de setembro na América do Sul.
Por Lucas Falcão
