Quinze meses após o falecimento do lendário Ozzy Osbourne, sua viúva e empresária Sharon Osbourne concedeu uma emocionante entrevista à BBC para falar sobre o iminente lançamento cinematográfico do filme-concerto “Ozzy & Black Sabbath: Back To The Beginning”. O épico longa-metragem, que chega aos cinemas mundiais a partir do dia 28 de outubro de 2026, documenta a histórica e definitiva última apresentação ao vivo do cantor e de seus antigos companheiros da formação original do BLACK SABBATH — Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward. O concerto ocorreu em 5 de julho de 2025 no estádio Villa Park, em Birmingham (cidade natal da banda), apenas 17 dias antes da morte do inesquecível Madman.
A magnitude do evento de despedida foi sem precedentes. Apresentado pelo ator Jason Momoa e com direção musical de Tom Morello (RAGE AGAINST THE MACHINE), o show reuniu as maiores lendas do peso pesado mundial para homenagear o legado do Sabbath, contando com sets completos de gigantes como METALLICA, GUNS N’ ROSES, PANTERA, SLAYER, TOOL, ALICE IN CHAINS e MASTODON. Nos bastidores, Sharon revelou que Ozzy estava absolutamente maravilhado ao assistir a todos os seus ídolos e amigos pelos monitores. No entanto, a realização do espetáculo foi um verdadeiro milagre da determinação: duas semanas antes, a equipe médica advertiu severamente o cantor de que seu coração estava fraco demais e ele não deveria subir ao palco. “Ele disse: ‘Eu vou fazer'”, relembrou Sharon. “É incrível o que o apoio, o amor e a determinação podem fazer por alguém, porque ele era alguém que mal conseguia respirar […] Mas ele entregou, e você via nos olhos e no rosto dele que ele amou. Foi o que o fez feliz”.
Lidar com a perda continua sendo um desafio diário para a empresária. Questionada sobre como equilibra o luto com a necessidade de seguir em frente, Sharon foi franca ao admitir que a dor nunca desaparece, mas que se aprende a conviver com ela. Durante a estreia mundial do filme no The Orpheum Theatre, em Los Angeles, no último dia 14 de outubro, ela pôde sentir o poder contagiante da obra dirigida por Ben Wainwright-Pearce e Tim Van Someren, descrevendo a sessão interativa do público — com luzes acesas e cantoria — como um verdadeiro show ao vivo.
Apesar da alegria do registro comemorativo, a viúva admitiu que “provavelmente não” assistirá ao longa novamente. O impacto emocional e a lembrança dos tristes dias finais, em que o cantor ficou acamado após descobrir que teria apenas meses de vida, ainda pesam bastante. “Você não quer pensar no falecimento e nas lágrimas”, confessou Sharon, finalizando com as reconfortantes últimas palavras do Príncipe das Trevas sobre sua jornada impecável: “Eu tive uma vida tão boa… Se pudesse fazer tudo de novo, não mudaria nada. Absolutamente nada.”
Por Lucas Falcão
