O tão aguardado retorno do festival Ozzfest foi novamente discutido por Sharon Osbourne. Em uma nova entrevista concedida à revista britânica Metal Hammer, foi confirmado pela empresária — e viúva do lendário Ozzy Osbourne — que a retomada do evento está sendo fortemente planejada para o ano de 2027. O pontapé inicial da nova edição será sediado no estádio Villa Park, em Birmingham, no Reino Unido — exatamente o mesmo local onde a derradeira performance de Ozzy, o estrelado show “Back To The Beginning”, foi realizada em julho de 2025.
No que diz respeito ao line-up, um sigilo absoluto ainda é mantido por Sharon, embora tenha sido assegurado que conversas com potenciais artistas já estão sendo conduzidas e que um anúncio oficial será divulgado em breve. A intenção de que a edição britânica seja desdobrada em dois dias foi expressada por ela, seguida por mais dois dias de festival em algum local a ser definido na América do Norte. A possibilidade de que o evento volte a ser itinerante pelo país a partir de 2028 foi deixada em aberto, dependendo diretamente da demanda do público. Nomes de peso do cenário do metal foram sugeridos pela empresária, que mencionou o desejo de ver Rob Halford no palco, indicando uma possível aparição do JUDAS PRIEST.
A paixão de Ozzy por conceder palcos e visibilidade a jovens talentos foi relembrada por Sharon, sendo ressaltado que a busca por novas promessas musicais será um dos principais focos da nova edição. Conforme já havia sido declarado à revista Billboard no início deste ano, uma nova visão para a próxima iteração do festival foi concebida, incluindo a mistura de diferentes gêneros musicais. Foi prometido que o clássico espírito de “acampamento de verão” do Ozzfest, no qual rivalidades e egos entre os músicos sempre foram deixados de lado, será cuidadosamente preservado.
As antigas motivações que haviam levado ao encerramento do formato itinerante no passado também foram abordadas por Sharon. Foi revelado que, embora as bandas fossem grandes aliadas, exigências financeiras desproporcionais passaram a ser feitas por empresários e agentes cada vez mais gananciosos, tornando a operação insustentável. Como exemplo, um episódio antigo envolvendo Glenn Danzig foi citado, no qual um acréscimo de 10 mil dólares foi exigido pelo artista momentos antes de subir ao palco, uma tentativa de extorsão que foi veementemente negada pela empresária na ocasião.
Com o retorno agora iminente, foi enfatizado que, embora a ausência física do “Príncipe das Trevas” seja uma realidade, a gigantesca força da marca Ozzfest continuará sendo amparada e impulsionada por seu imortal legado na música pesada.
Por Lucas Falcão
