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BRUCE DICKINSON: Vocais de novo álbum solo são finalizados

Foto: Rogério Talarico

As gravações dos vocais para o próximo álbum solo de Bruce Dickinson, lendário cantor do IRON MAIDEN, foram oficialmente concluídas. O lançamento do vindouro disco, que sucederá o aclamado “The Mandrake Project”, está previsto para o início de 2027 e será globalmente distribuído pela gravadora BMG.

A maior parte do oitavo álbum da carreira solo do vocalista foi gravada entre os meses de janeiro e fevereiro no Studio 606, complexo localizado na Califórnia que é administrado por Dave Grohl. A produção do trabalho foi encabeçada por Brendan Duffey, profissional que anteriormente já havia sido o responsável pela elogiada reedição e masterização de “More Balls To Picasso”, lançada em julho de 2025. Agora, as essenciais sessões de mixagem e masterização do novo material serão conduzidas por Duffey em seu estúdio de alta tecnologia localizado em Jupiter, na Flórida.

Na última sexta-feira (31 de julho), uma fotografia ao lado do produtor foi compartilhada por Bruce em suas redes sociais, registrada diretamente da cabine de voz do estúdio. Na mensagem que acompanhou a publicação, a finalização dos vocais foi celebrada pelos dois profissionais, e as despedidas temporárias da chamada “Doom Room” foram oficializadas, marcando o embarque do produtor para a etapa de mixagem no estado floridiano.

Detalhes adicionais sobre o projeto musical já haviam sido revelados pelo cantor durante a San Diego Comic-Con, realizada no mês passado. Em uma entrevista concedida ao apresentador Steve Harkins, foi confirmado que uma colaboração especial com seu filho mais velho, o músico Austin Dickinson (conhecido por ter sido o vocalista das bandas de metal RISE TO REMAIN e AS LIONS), foi incluída no repertório. Além disso, foi antecipado que algumas prévias sonoras do disco serão disponibilizadas ainda este ano para o público, e a gravação de quatro a cinco videoclipes promocionais está sendo executada ao longo do mês de agosto.

No último mês de abril, uma declaração contundente já havia sido dada à revista Rolling Stone sobre a sonoridade do registro. Foi revelado pelo astro britânico que 16 faixas foram registradas em um intenso período de apenas três semanas. A abordagem adotada nas sessões foi exaltada pelo frontman, sendo afirmado que o material foi gravado de forma 100% ao vivo, em uma clara e orgulhosa oposição à atual “geração da Inteligência Artificial”.

O trabalho instrumental não contou com a participação do antigo parceiro Roy “Z” Ramirez, mas foi inteiramente executado pela atual banda de turnê de Dickinson. As linhas sonoras foram gravadas pelo tecladista Mistheria, pelo baterista Dave Moreno (também conhecido por seu trabalho com o BODY COUNT), pela baixista Tanya O’Callaghan (ex-integrante do WHITESNAKE) e pelos guitarristas Chris Declercq e Philip Näslund. Para adicionar ainda mais peso ao projeto, percussões especiais foram tocadas pelo experiente guitarrista Andreas Kisser, do SEPULTURA.

A estética do novo material, segundo foi descrito por Bruce à Metal Hammer no ano passado, será pautada por intensos contrastes dinâmicos. Foi prometido que momentos acústicos, criados para “puxar as cordas do coração”, serão harmoniosamente divididos com arranjos que apresentarão um peso avassalador, garantindo que a condução de cada faixa seja ditada puramente pela força da história que está sendo contada.

Por Lucas Falcão

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