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MÖTLEY CRÜE: Ex-guitarrista perde direitos de turnê e deve devolver US$ 750 mil

Foto: Reprodução / YouTube

A longa e pública batalha judicial entre o Mötley Crüe e seu guitarrista fundador, Mick Mars, chegou a um veredito definitivo. Segundo comunicado oficial dos advogados da banda, o grupo obteve uma “vitória decisiva” na arbitragem legal, desmontando todas as reivindicações feitas pelo músico.

A decisão não apenas isenta a banda de irregularidades financeiras, mas também expõe que as graves acusações de Mars sobre a integridade artística do grupo eram infundadas.

O Fim dos Lucros de Turnê para Mars

O cerne da disputa financeira girava em torno do desejo de Mick Mars de continuar recebendo 25% dos lucros das turnês perpetuamente, mesmo após sua aposentadoria dos palcos em outubro de 2022 devido à Espondilite Anquilosante.

No entanto, o árbitro do caso, o Honorável Patrick Walsh, decidiu totalmente a favor da banda. A decisão baseou-se em um acordo de 2008 — ironicamente exigido pelo próprio Mars na época — que estipula que qualquer membro que pare de fazer turnês perde o direito à renda gerada por elas.

O Veredito Financeiro:

  • Mars perdeu o direito de receber lucros de turnês das quais não participa.
  • A banda agiu corretamente ao removê-lo como oficial e diretor das empresas do grupo.
  • Mars foi condenado a devolver mais de US$ 750.000 em adiantamentos de turnê não recuperados.
  • Mesmo considerando o valor das ações que Mars ainda possui, o saldo final do julgamento é favorável ao Mötley Crüe.

A Polêmica do Playback: Acusações Retiradas

Talvez o ponto mais danoso para a imagem da banda tenha sido a campanha pública de Mars, alegando que Nikki Sixx (baixo) e Tommy Lee (bateria) não tocavam ao vivo e usavam faixas pré-gravadas.

Durante o processo, essas acusações ruíram. A defesa da banda apresentou gravações extensas das apresentações ao vivo. O golpe final veio do próprio especialista em tecnologia musical contratado por Mick Mars. Após analisar as evidências, o perito confirmou que a banda realmente tocava ao vivo.

Confrontado com os fatos, Mick Mars foi forçado a admitir sob juramento que suas declarações eram falsas e retratou-se formalmente.

“Esta disputa era sobre proteger a integridade e o legado de uma das bandas de maior sucesso da história do rock”, declarou Sasha Frid, advogado do grupo. “Com o árbitro rejeitando todas as alegações… a banda foi totalmente vindicada — legalmente, financeiramente e factualmente.”

Contexto: Aposentadoria e Substituição

A disputa começou logo após Mars anunciar que não poderia mais fazer turnês devido à sua condição degenerativa de saúde. Enquanto ele acreditava que manteria seu status de membro assalariado e acionista principal, a banda seguiu o contrato vigente, trazendo John 5 para assumir as guitarras na estrada.

Nikki Sixx já havia comentado sobre o sentimento de traição em entrevistas anteriores: “Dizer que ele tocou em uma banda que não tocava [ao vivo] é uma traição à banda que salvou a vida dele… É ridículo.”

Com o encerramento do processo, o Mötley Crüe segue sua trajetória com a imagem limpa pela justiça, enquanto Mars enfrenta um revés financeiro e reputacional significativo.

Por: Lucas Falcão

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