...

Bon Jovi retorna a Wembley em noite emocionante

Foto: Alice Chérie Hansson | David Bergman

O Bon Jovi voltou ao Wembley Stadium, em Londres, para uma série de shows carregados de emoção, celebração e, principalmente, redenção. Cinco anos depois de uma apresentação no mesmo local que expôs as dificuldades vocais enfrentadas por Jon Bon Jovi, o cantor retornou ao estádio inglês diante de cerca de 90 mil pessoas, dando início a uma série de três shows com ingressos esgotados.

A banda abriu a apresentação com “With a Little Help From My Friends”, dos Beatles, em uma homenagem aos fãs que permaneceram ao lado de Jon durante seu período de recuperação.

Apesar da possibilidade óbvia de construir um repertório inteiramente baseado nos grandes clássicos dos anos 1980 e 1990, o Bon Jovi optou por uma setlist que percorreu diferentes fases de sua carreira. Das 22 músicas apresentadas, sete vieram da era de maior explosão comercial da banda, enquanto o repertório também contemplou material lançado nos anos 2000 e 2010.

E foi justamente ao revisitar uma das fases mais marcantes de sua carreira que Jon Bon Jovi protagonizou um dos momentos mais impressionantes da noite. Durante “Hey God”, faixa do álbum ‘These Days’, de 1995, o vocalista mostrou uma potência que remete diretamente à sua melhor fase nos anos 1990. Com uma interpretação forte, rasgada e impactante, Jon entregou uma performance que provocou arrepios nos fãs presentes e se transformou em um dos grandes destaques do show.

Canções como “You Give Love a Bad Name” continuam provocando uma reação imediata do público, enquanto faixas mais recentes, como “Legendary”, naturalmente não alcançam o mesmo nível de euforia. Ainda assim, a plateia permaneceu envolvida durante toda a apresentação, mostrando que a conexão entre Bon Jovi e seus fãs vai muito além dos grandes sucessos do passado.

Mais do que uma simples volta aos palcos, o show em Wembley teve um evidente caráter de superação pessoal para Jon Bon Jovi. O cantor parecia determinado a provar a si mesmo que ainda era capaz de ocupar aquele palco e entregar uma apresentação à altura da história construída pela banda.


Foto: Alice Chérie Hansson | David Bergman

Durante “Always”, uma das músicas mais emocionais do repertório, milhares de vozes se uniram à de Jon, criando um daqueles momentos em que a dimensão do estádio parece desaparecer e a relação entre artista e público assume o protagonismo.

Com uma produção grandiosa, visual sofisticado e uma execução segura, o grupo entregou uma noite de rock de estádio em sua forma mais clássica.

Por  Juliana Carpinelli (Big Rock N’ Roll)

Seraphinite AcceleratorOptimized by Seraphinite Accelerator
Turns on site high speed to be attractive for people and search engines.