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AMON AMARTH: Novo single épico antecipa o lançamento do álbum ‘The Allfather Awakens’

Foto: Tomas Gidén

Os titãs suecos do death metal melódico, AMON AMARTH, estão de volta com “Eight Legs Of Thunder”, um novo e esmagador hino inspirado em Sleipnir, o lendário cavalo de oito patas do deus Odin. Conduzida por um riff principal galopante e um refrão poderoso feito para ser cantado em uníssono, a faixa mergulha fundo na mitologia nórdica. No entanto, o videoclipe que a acompanha subverte as expectativas ao transportar o conto ancestral para um cenário inusitado: um faroeste americano moderno, repleto de caubóis, picapes, estradas abertas e uma sequência surreal onde o próprio corcel mítico se manifesta.

A visão criativa do videoclipe foi detalhada pelo diretor Dariusz Szermanowicz: “Queríamos quebrar o molde tradicional dos videoclipes de metal mais uma vez. Fundimos a vibração crua e empoeirada de um faroeste moderno com a mitologia épica e sombria do corcel de Odin. É um passeio cinematográfico de alta octanagem, repleto de tensão de caubói, ação e um toque de humor negro. Não queríamos apenas fazer um clipe; queríamos entregar um nocaute visual”.

“Eight Legs Of Thunder” serve como a última prévia antes da chegada oficial do aguardado décimo terceiro álbum de estúdio do grupo, intitulado “The Allfather Awakens”, que será lançado no dia 2 de outubro via Metal Blade Records. Assim como em trabalhos anteriores, a figura de Odin (o “Pai de Todos”) serve como a espinha dorsal das composições. Contudo, a banda esclarece que não se trata de um álbum conceitual rígido, mas sim de uma coleção de contos épicos de conflito e sacrifício. O novo single sucede os lançamentos da furiosa “Gjallarhorn” e da ousada “Upphaf” (a primeira incursão acústica da carreira do grupo).

Nova abordagem em estúdio

Para dar vida às dez faixas de “The Allfather Awakens”, o quinteto adotou uma metodologia de trabalho inédita em sua trajetória. O material foi concebido em duas sessões de gravação espaçadas — entre a primavera de 2025 e março de 2026 — no estúdio do produtor Jacob Hansen, na Dinamarca. Em vez de esperar o fim das turnês, o grupo começou a compor na estrada. A principal mudança, no entanto, ocorreu na execução: o foco foi direcionado para uma música de cada vez. “Gravamos uma música inteira até que cada faixa estivesse totalmente concluída — bateria, guitarras e vocais. Só então começávamos a próxima”, revelou o guitarrista Olavi Mikkonen. Em termos de sonoridade, a banda também optou por uma pegada menos moderna nas guitarras, trocando os amplificadores 5150 por clássicos da Marshall.

A lealdade e a união que mantêm o Amon Amarth como uma das forças mais consistentes do metal mundial há mais de três décadas também se refletem em seu formidável impacto cultural. Pioneiros do famoso Viking row (onde o público senta no chão e simula remar um barco viking em sincronia, fenômeno iniciado no Bloodstock de 2009 e que chegou a ser visto até mesmo nas arquibancadas da Copa do Mundo de 2026), a banda segue em ascensão.

Para a temporada de outono, o lançamento do álbum será acompanhado por uma grandiosa produção de palco inspirada no lendário Salão Dourado de Odin. Além disso, uma massiva turnê norte-americana ao lado do DETHKLOK e do CASTLE RAT já está agendada para 2026, provando que, após mais de 30 anos, a marcha criativa e pesada do Amon Amarth continua longe de alcançar o seu limite.



Por Lucas Falcão

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