O mundo do rock testemunhou um momento inacreditável no último domingo, 07 de junho. O RUSH deu o pontapé inicial na sua aguardadíssima turnê “Fifty Something” com um show eletrizante no lendário Kia Forum, em Los Angeles.
A noite, carregada de pura nostalgia e celebração às cinco décadas de história da banda, marcou o retorno definitivo de Geddy Lee e Alex Lifeson aos grandes palcos. Mas todas as atenções da noite — e uma dose gigante de respeito — estavam voltadas para o banco da bateria.
A Nova Batida do Rush: Anika Nilles
Substituir o incomparável e eterno “Professor” Neil Peart parecia uma missão impossível, mas a fenomenal baterista alemã Anika Nilles provou que a música do Rush continua em mãos (e baquetas) magistrais.
Conhecida mundialmente por sua técnica cirúrgica, groove inabalável e domínio de compassos compostos, Nilles não tentou apenas copiar Peart; ela honrou o legado do mestre com uma precisão milimétrica, ao mesmo tempo em que trouxe sua própria energia e identidade para o palco.
“Não estamos aqui para substituir o insubstituível”, disse Geddy Lee, visivelmente emocionado, ao saudar o público. “Estamos aqui para celebrar a música que nos uniu. E não poderíamos fazer isso sem a força dessa força da natureza na bateria.”
O repertório da turnê Fifty Something foi um banquete para os fãs de todas as eras do Rush. A química entre Lee, Lifeson e Nilles ficou evidente logo nos primeiros acordes.
- Abertura avassaladora: O show começou com a energia lá no alto com “The Spirit of Radio”.
- O Teste de Fogo: Músicas complexas como “Tom Sawyer” e a instrumental “YYZ” arrancaram lágrimas e aplausos de pé de um Kia Forum completamente lotado, provando que o entrosamento do trio está afiadíssimo.
- Momento Épico: Uma execução monumental de partes selecionadas da suíte “2112”, que mostrou que Alex Lifeson continua extraindo riffs transcendentais de sua guitarra.
O show em Los Angeles foi apenas o cartão de visitas. A turnê Fifty Something promete ser uma das mais marcantes do ano, provando que o Rush não está apenas revivendo o passado, mas mostrando que o rock progressivo de alto nível ainda tem muita lenha para queimar.
Se a estreia serve de termômetro, os fãs ao redor do mundo podem se preparar: o Rush está de volta, diferente, mas tão poderoso e vital quanto antes.
Por Redação
