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ERIC SINGER revela que KISS pagou para ele ‘ficar em casa’ em 1996

Créditos: Kevin Mazur/Getty Images

Os fãs do KISS ganharam acesso a declarações reveladoras do baterista Eric Singer. Durante uma sessão de perguntas e respostas na Indy KISS Fan Expo, realizada no último domingo, 12, o músico relembrou os bastidores tensos da histórica reunião da formação original do grupo em 1996.

Sendo assim, Singer confessou que não achava que voltaria a tocar com a banda após o retorno de Peter Criss e Ace Frehley. No entanto, uma atitude estratégica e de precaução dos líderes Gene Simmons e Paul Stanley garantiu a sua estabilidade financeira naquele período.

“Eles foram legais o suficiente e me pagaram, assim como ao Bruce Kulick [guitarrista na época], para ficarmos à disposição durante aquele ano inteiro. Eles não sabiam se a turnê seria um sucesso. Acredito que o pensamento era: ‘Se não der certo com a reunião, ainda temos uma banda'”, revelou o baterista.

Na verdade, Singer levou o acordo tão a sério que chegou a recusar um convite para tocar na banda solo de Vince Neil (Mötley Crüe) no verão daquele ano para aguardar os desdobramentos no acampamento do KISS.

A instabilidade de Ace Frehley e a transição

Vale lembrar que o baterista retornou oficialmente ao grupo apenas em 2004, após as novas saídas do baterista original, Peter Criss. Logo em seguida, a banda também precisou lidar com a forte imprevisibilidade de Ace Frehley. “Ele estava se tornando cada vez menos confiável. Num minuto ele dizia ‘Sim’, no outro dizia ‘Não'”, explicou Eric.

O estopim ocorreu quando o Spaceman original se recusou a comparecer aos ensaios para um show privado em Los Angeles. Com isso, a banda convocou Tommy Thayer para assumir a guitarra de última hora, consolidando o músico no posto de forma permanente.

O peso da maquiagem clássica e as críticas

Agora, mesmo após passar décadas cravado na formação da banda, Singer ainda enfrenta certa resistência de uma parcela dos fãs mais puristas por utilizar a maquiagem clássica do Catman.

Além disso, o músico fez questão de rebater com veemência as acusações de que seria apenas um clone moldado pelos chefes. “Ouvi pessoas dizerem que me disseram para cantar, tocar e agir como Peter Criss. Isso é completamente ridículo. Nunca me pediram isso uma única vez. Olhe para qualquer um dos shows que fiz. Eu não toco nada parecido com o Peter”, cravou o artista.

Por fim, ele defendeu abertamente o direito de grandes bandas continuarem os seus legados sem a formação original, citando grupos veteranos como Styx e Foreigner como exemplos de sucesso na estrada. “Desde que os membros da banda façam justiça à música e prestem respeito às suas origens, para mim está tudo bem. É disso que se trata”, concluiu Singer.

Por Lucas Falcão

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