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RUSH: Geddy e Alex detalham processo de adaptação de nova baterista

Foto:Richard Sibbald

O aguardado retorno do Rush aos palcos em 2026 tem gerado enorme expectativa. Atualmente, Geddy Lee e Alex Lifeson preparam a grandiosa turnê Fifty Something, que marca a volta do grupo após 11 anos. Para isso, eles contam com a talento da baterista alemã Anika Nilles, encarregada da difícil missão de ocupar o posto do saudoso Neil Peart.

Em uma nova entrevista ao jornal The Guardian, a dupla revelou os bastidores tensos e emocionantes dos primeiros testes com Anika, ocorridos em março de 2025.

“Não colocamos nenhuma restrição a ela”, explicou Lifeson. “Quando ela estiver confortável e confiante nos arranjos, ela está livre para aprimorá-los com seu próprio espírito”.

O choque cultural e a virada de jogo

Apesar do talento inegável da musicista, os primeiros dias de estúdio não foram fáceis. Geddy Lee foi sincero sobre suas dúvidas iniciais. “Quando começamos a tocar com ela, algo parecia errado. E eu, claro, pensei: ‘Isso não vai funcionar'”.

Segundo o baixista, o problema não estava na técnica. “Aquela viradas aparentemente impossíveis não eram um problema para ela de forma alguma. O que foi difícil foi entender uma relação entre caixa, bumbo e chimbal que é diferente do treinamento dela”, explicou.

Consequentemente, os quatro primeiros dias foram marcados por altos e baixos, com Anika enfrentando nervosismo e os efeitos do fuso horário. A insegurança fez Geddy Lee questionar Lifeson sobre o futuro da parceria. No entanto, eles decidiram ter paciência e focar na ética de trabalho e na personalidade da baterista.

“Fomos para o último dia e ela simplesmente arrasou”, comemorou Lee. Em seguida, Lifeson complementou: “Ela de repente entendeu do que estávamos falando naquela semana inteira… não sobre o aspecto técnico, mas sobre as coisas entre os grandes momentos, nas quais Neil era simplesmente incrível. Isso ‘clicou’ nela”.

Uma turnê sob intensa pressão

A turnê Fifty Something exigirá muito da nova formação. Afinal, os shows contarão com dois sets, totalizando mais de duas horas de duração, e um repertório dinâmico de 40 músicas que mudará a cada noite.

“Mesmo que estejamos enferrujados em algumas músicas, elas estão nos sulcos do cérebro em algum lugar e voltam. Mas ela está começando do zero”, avaliou Geddy Lee. “Além disso, ela está começando do zero tentando preencher os sapatos de um cara cujos sapatos são impossíveis de preencher. Então ela tem muito trabalho pela frente”.

A imensa demanda dos fãs transformou a ideia inicial de uma turnê modesta em um giro global de 58 datas. Por fim, o grupo já confirmou que passará pela América do Sul e pela Europa no início de 2027.

Por Lucas Falcão

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