O Queen, um dos maiores nomes da história do rock, vive atualmente um período de reflexão. Em entrevistas recentes que repercutiram em julho de 2026, os integrantes e colaboradores da banda esclareceram que, embora o desejo de celebrar o legado do grupo permaneça vivo, não há planos concretos para uma nova turnê mundial.
O “fator Brian May”
Em uma entrevista recente ao programa The Rock Show with Shaun Keaveny, da BBC Radio 2, o baterista Roger Taylor foi direto ao ser questionado sobre o futuro da banda: “É uma máquina muito grande para colocar em movimento. Sinceramente, acho que depende mais de Brian [May] do que de mim. Eu adoro tocar ao vivo, sempre adorei. É uma questão de como ele se sente em relação a isso”.
A declaração de Taylor reforça que o Queen não é apenas uma banda que “sobe ao palco”, mas uma operação complexa que exige um comprometimento pleno dos fundadores. Para o baterista, o lema atual é “nunca diga nunca”, mantendo as portas abertas, mas sem forçar um cronograma.
A voz de Adam Lambert
O vocalista Adam Lambert, que tem sido a face do Queen nos palcos desde 2012, também se manifestou recentemente. Em entrevista à Smooth Radio, Lambert foi categórico ao distanciar-se da tomada de decisão: “Não há nada agendado. Eles são os chefes, eu sou o convidado. Se eles me ligarem e disserem ‘queremos fazer uma turnê’, eu direi ‘sim, com certeza, eu adoraria'”.
Lambert, que lançou seu sexto álbum de estúdio, intitulado Adam, em julho de 2026, tem focado em sua carreira solo, respeitando o tempo de descanso dos lendários músicos britânicos.
Os desafios para o retorno
Além da logística, há fatores externos que influenciaram a cautela da banda:
- Segurança nos EUA: Desde o início de 2026, Brian May tem sinalizado que não vê os Estados Unidos como um destino viável para turnês no momento, citando preocupações com o clima de insegurança e instabilidade no país.
- Posicionamento Político: O guitarrista também tem evitado grandes festivais, como o Glastonbury, citando divergências éticas e políticas, como sua oposição ao sacrifício de texugos, causa que defende há anos.
- Gestão de Energia: Com 78 anos, Brian May tem adotado uma abordagem de “viver um dia de cada vez”, evitando previsões de longo prazo e priorizando o bem-estar e a família.
O Legado continua
Apesar da pausa, o Queen não encerrou suas atividades. A banda segue como uma “entidade viva” que, quando decide se reunir, entrega produções de altíssimo nível. Como bem resumiu Taylor, a banda prefere não realizar uma “turnê de despedida” oficial, pois, como ele mesmo disse: “Nunca é realmente o fim, não é?”.
Para os fãs, o momento é de paciência. Enquanto a “máquina” do Queen não é acionada novamente, o legado da banda segue sendo celebrado através de seus registros históricos e da admiração renovada de cada nova geração.
Fique atento: se vir anúncios de “turnês do Queen” para este ano, certifique-se de verificar se não se tratam de bandas de tributo, já que não há shows oficiais confirmados para o Queen + Adam Lambert em 2026.
Por Redação Kiss FM
