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Rock na Paulista: São Paulo negocia shows com U2 e Rolling Stones

Foto: Reprodução/Facebook

São Paulo quer provar que o “asfalto” também pode ser palco de espetáculos lendários. Em um movimento audacioso para consolidar a capital paulista como o epicentro do entretenimento na América Latina, o prefeito Ricardo Nunes avançou nas negociações para trazer um megashow gratuito à Avenida Paulista em setembro de 2026.

A iniciativa mira o sucesso retumbante de eventos recentes no Rio de Janeiro, mas com a identidade urbana e vertical que só a principal avenida paulistana possui.

O “Line-up” dos Sonhos

A gestão municipal trabalha com nomes que transcendem gerações. O objetivo é um artista com apelo de “estádio” para um público estimado em milhões:

  • U2: A banda irlandesa é a prioridade número um, visando repetir o impacto visual de suas turnês tecnológicas.
  • The Rolling Stones: Após o histórico show em Copacabana (2006), os Stones são vistos como a escolha segura para atrair turistas de todo o continente.
  • Bruno Mars: O “queridinho” do Brasil corre por fora como uma alternativa pop de altíssimo engajamento.

O “X” da Questão: O Entrave Jurídico

Não basta apenas contratar a banda; é preciso vencer a burocracia. Desde 2007, um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) restringe grandes eventos na Paulista devido ao impacto nos hospitais da região e no direito de ir e vir dos moradores.

No entanto, um aditamento recente ao acordo com o Ministério Público abriu uma brecha histórica: a prefeitura agora possui autorização para um evento extraordinário de grande porte em 2026, desde que respeitados rigorosos protocolos de segurança e emissão de ruídos.

O Bilionário Retorno Econômico

O investimento, que deve contar com forte patrocínio da iniciativa privada, não é por acaso. A expectativa é que o evento movimente R$ 4 bilhões, impulsionando:

  1. Hotelaria: Ocupação máxima não apenas na região central, mas em toda a malha metropolitana.
  2. Turismo: Atração de voos internacionais e fretamentos de ônibus de todo o Brasil.
  3. Comércio Local: De ambulantes a restaurantes de luxo, o impacto é capilarizado.

Logística e Segurança

Diferente da Praia de Copacabana, a Avenida Paulista é um corredor estreito cercado por prédios. O planejamento envolve o uso de telões de alta definição espalhados por toda a extensão da via e um sistema de som de última geração para evitar o “delay” auditivo. Caso a logística na Paulista seja vetada por órgãos de segurança de última hora, o Campo de Marte permanece como o plano de contingência oficial.

O Veredito: Se concretizado, o evento não será apenas um show, mas um marco na gestão cultural de São Paulo, desafiando a lógica urbana para entregar um presente histórico à população.

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