Uma intensa troca de farpas públicas foi protagonizada recentemente por Kelly Osbourne e Dee Snider (TWISTED SISTER). A filha do lendário Madman criticou duramente o vocalista, acusando-o de “tentar diminuir” as habilidades e conquistas de seu saudoso pai, Ozzy Osbourne, após declarações polêmicas de Snider questionarem as reais contribuições do ícone do heavy metal como compositor, além de incluírem uma clara indireta à viúva e empresária do cantor, Sharon Osbourne.
O atrito teve início nas redes sociais quando um fã relembrou as contribuições fundamentais do falecido Lemmy Kilmister (MOTÖRHEAD) no aclamado álbum “No More Tears” (1991), no qual Lemmy é creditado como coautor de faixas de imenso sucesso, como “Mama, I’m Coming Home”, “Hellraiser”, a faixa-título e “I Don’t Want To Change The World”. Em resposta à publicação, Snider disparou: “Eu sei muito sobre a verdade nos bastidores. Digamos apenas que a Sharon não gosta de dividir”.
A discussão se aprofundou quando outro usuário apontou que o baixista Bob Daisley alegava ter escrito grande parte das letras do mesmo disco antes de ser demitido definitivamente da banda de Ozzy. Snider foi ainda mais incisivo em sua tréplica: “Grande parte? Que tal TODAS as letras? Ozzy sempre teve baixistas escrevendo suas letras. Geezer Butler escreveu todas as letras do BLACK SABBATH. Daisley escreveu as dos dois primeiros álbuns solo (tenho quase certeza de que ele foi pago para escrever em outros discos, mas não foi creditado) e Lemmy escreveu outras”. Posteriormente, o músico tentou amenizar o tom argumentando que, embora muitos cantores não componham suas próprias canções, eles têm o dom de torná-las suas através de suas interpretações.
As alegações rapidamente despertaram a fúria de Kelly Osbourne. Através do recurso Stories de seu Instagram, o legado de seu pai foi ferozmente defendido em uma primeira publicação: “O legado do meu pai como músico, compositor, cantor e líder de banda fala por si só. Seus amigos, aqueles que trabalharam com ele, aqueles que o amaram e os milhões de fãs ao redor do mundo que continuam comprando seus discos sabem exatamente o que ele significou, o que ele contribuiu e o que ele deixou para trás. Seu legado viverá eternamente”.
Na sequência, um texto ainda mais longo e contundente foi publicado por ela, no qual a própria relevância de Snider na indústria musical foi atacada de forma direta. Citando que o último grande sucesso do Twisted Sister (“We’re Not Gonna Take It”) foi lançado há mais de 40 anos, Kelly classificou a atitude como “espetacularmente sem classe”, ressaltando a covardia de alvejar alguém que não está mais vivo para confrontar tais alegações. A filha de Ozzy descreveu o cantor como “um homem delirante com uma vingança”, questionando o seu real conhecimento sobre a vida privada da família Osbourne.
A devastadora diferença de magnitude entre as duas carreiras também foi ressaltada por Kelly, que contrastou o sucesso de Snider nos anos 1980 com as seis décadas de influência global ininterrupta de Ozzy. “É difícil não se perguntar se a tentativa de Snider de menosprezar meu pai é simplesmente uma maneira de fazer as pessoas falarem sobre ele novamente”, pontuou. “Tentar tornar meu pai menor não tornará Dee Snider maior. Isso apenas lembra a todos da enorme diferença entre seus legados e prova ainda mais o quão irrelevante Snider é para a indústria”, cravou.
Diante da massiva repercussão e do duro golpe desferido por Kelly, uma retratação apaziguadora foi rapidamente publicada por Snider na plataforma X (antigo Twitter). Tentando colocar um ponto final na polêmica de forma amistosa, o vocalista recuou: “Para deixar claro, EU NÃO TENHO NADA ALÉM DE AMOR PELO OZZY. Ele sempre foi adorável comigo. O Black Sabbath mudou a minha vida! Como compositor, é que eu posso ser um pouco sensível em relação a questões de créditos e royalties.”
Por Lucas Falcão
