O clássico atemporal “Crazy Train”, lançado originalmente em 1980 por Ozzy Osbourne, alcançou oficialmente a impressionante marca de um bilhão de streams no Spotify. Com o feito histórico, a faixa foi incluída no badalado “Billions Club” da plataforma, uma playlist criada em 2020 que reúne todas as canções que ultrapassaram a casa do bilhão, feito que garante ao artista o envio de uma cobiçada placa comemorativa.
A icônica faixa junta-se agora a um seleto grupo de hinos do rock e do heavy metal que também atingiram a marca, compondo uma lista que já soma mais de 1.300 músicas globais. Entre os gigantes do rock que dividem esse espaço, destacam-se sucessos como “Nothing Else Matters”, “Enter Sandman” e “Master Of Puppets” do METALLICA, “Dream On” do AEROSMITH, “Eye Of The Tiger” do SURVIVOR, “Last Resort” do PAPA ROACH, “Duality” do SLIPKNOT, “Paradise City” do GUNS N’ ROSES, “Bring Me To Life” do EVANESCENCE e “Jump” do VAN HALEN. A enorme força comercial de “Crazy Train” também é frequentemente atestada por sua onipresença na cultura pop, tendo sido licenciada para obras como “Megamente” e “Magic Mike”, além de séries icônicas como “The Office”, “Os Simpsons” e o próprio reality show “The Osbournes”.
A música serviu como um dos grandes pilares de “Blizzard Of Ozz”, o aclamado disco de estreia da carreira solo de Ozzy, concebido logo após a sua conturbada demissão do BLACK SABBATH. O trabalho marcou a breve, porém lendária, parceria do cantor com o saudoso prodígio da guitarra Randy Rhoads. Em fevereiro de 2019, o álbum foi certificado com quíntupla platina nos Estados Unidos, acumulando mais de cinco milhões de cópias vendidas.
Em 2011, “Blizzard Of Ozz” e seu sucessor “Diary Of A Madman” (1981) ganharam reedições definitivas e remasterizadas a partir das fitas analógicas, sendo disponibilizadas em um luxuoso box set que contava com um livro de 100 páginas, um documentário e uma réplica detalhada da clássica cruz de Ozzy. Uma importante correção histórica foi feita nesses relançamentos: as faixas originais de baixo e bateria, gravadas por Bob Daisley e Lee Kerslake, foram finalmente restauradas, após terem sido controversamente apagadas e regravadas em uma reedição de 2002 ordenada pela empresária Sharon Osbourne, em retaliação a disputas legais por royalties.
Por Lucas Falcão
