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KISS: Paul Stanley confirma que esteve “escrevendo” novas músicas

Foto: Reprodução

Paul Stanley deu aos fãs do KISS uma grande esperança. Durante um evento em Las Vegas no último domingo (16 de novembro), o vocalista revelou que novas músicas da banda são “prováveis” e que ele “esteve escrevendo”. A declaração ocorreu durante uma sessão de perguntas e respostas no “KISS Kruise: Landlocked In Vegas”. No evento, Paul Stanley, Gene Simmons, Tommy Thayer e Eric Singer conversaram com o moderador Chris Jericho, da banda Fozzy.

Quando Jericho perguntou sobre a possibilidade de material inédito para acompanhar o vindouro filme biográfico da banda (“Shout It Out Loud”) ou o show de avatares, Stanley foi direto.

“Pode haver alguma música em andamento”, disse ele. “A música, sim, parece mais do que possível. Provável.” Embora não tenha dado pistas, ele concluiu de forma enfática: “Eu só escrevo quando há um projeto – e eu estive escrevendo.”

O Legado, Avatares e Arrependimentos

A sessão aconteceu logo após o retorno do KISS aos palcos em Las Vegas, apenas dois anos após o fim de sua turnê de “adeus”. Gene Simmons, por sua vez, abordou o legado da banda, mencionando a recente devastação pela morte de Ace Frehley.

“Nós continuamos, porque o legado do KISS tem que continuar”, declarou Simmons. Ele também garantiu aos fãs: “Apesar de alguns de vocês acharem que este é o pôr do sol, eu prometo a vocês, este é o começo. Esta é a lagarta que vai se tornar a linda borboleta. Nós vimos os planos para o futuro, e isso vai explodir sua mente.”

Falando sobre os membros originais, Simmons também expressou um profundo arrependimento. O baixista admitiu que gostaria de ter sido “mais inteligente e melhor” em tentar ajudar Ace Frehley e Peter Criss a terem vidas melhores.

“Eu gostaria de ter praticado mais ‘amor duro’ (tough love) e confrontado mais as pessoas com quem nos importávamos”, disse Gene. Ele lamentou que, na época, a banda se concentrou em “continuar a turnê” por razões egoístas, como “as garotas e o dinheiro”, enquanto um “irmão” estava arruinando sua vida.

Sobrevivendo ao “Titanic”

Paul Stanley complementou a fala de Simmons, lembrando da resiliência da banda durante os anos de baixa popularidade. Ele recordou uma entrevista em que um jornalista perguntou: “Como é estar no Titanic?”. Stanley afirmou que essa provocação foi o combustível para continuar.

“Eu lembro de pensar: ‘Ninguém [mais] vai decidir quando isso acabar'”, disse Paul. “Nós é que decidimos quanto tempo isso vai durar. As pessoas que reclamam que voltamos [após a turnê de despedida] são as que nunca nos quiseram por perto em primeiro lugar.”

No entanto, apesar de falar em música nova, Stanley foi evasivo sobre futuros shows. Quando questionado se a banda tocará mais, ele foi curto: “Nós não conversamos sobre isso. O que faremos a partir deste ponto? Eu não tenho ideia.”

Por Lucas Falcão

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