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BRIO inaugura uma nova fase do RANCORE

crédito - Tauana Sofia

Depois de uma turnê com shows esgotados, banda lança seu quarto disco autoral pela Balaclava Records, trazendo novas sonoridades em letras que discutem a dualidade da existência e a luta pela sobrevivência.

Referência no rock alternativo, a banda RANCORE volta a lançar um disco autoral depois de um hiato de 15 anos. BRIO traz uma nova fase  para a banda paulistana, mais diversa e chega dia 30 de abril nas plataformas digitais pela Balaclava Records. 

Depois de uma maratona de lançamentos e muitos quilômetros percorridos, a banda optou por uma pausa em 2014, em pleno auge. Foram três anos seguidos de turnês intensas e sem brigas ou desavenças, eles decidiram parar. Neste período, Teco Martins (vocal), Candinho Uba (guitarra), Gustavo Teixeira (guitarra), Rodrigo Caggegi (baixo) e Ale Iafelice (bateria) tiveram outras vivências, alguns mudaram de cidade, outro de país, mas nunca deixaram de trabalhar com a música.

“Esse tempo longe da banda também fez com que olhássemos com mais entusiasmo essa nova oportunidade de fazer música juntos. A banda voltou em 2023 para apenas um show de reencontro, mas a afinidade e energia foi tão intensa que esse show virou uma mini tour, que virou uma turnê longa e agora um disco novo. No momento estamos muito empolgados em compartilhar esse, que acreditamos ser, de longe, o melhor disco da nossa carreira”, destaca Teco Martins, cantor e compositor da banda.

As músicas começaram a ser feitas no meio de 2024, num processo dividido em etapas, iniciando com jams com os quatro instrumentistas em São Paulo. As ideias mais avançadas eram levadas para imersão no estúdio Alvorada, localizado numa zona rural de Itupeva, onde produziam os sons e gravavam baixo e bateria, ao lado do produtor Guilherme Chiappeta, que também produziu Liberta e pré-produziu Seiva. Guitarras e vozes eram gravadas em diversas ocasiões. As músicas seguiam então para mixagem com Daniel Pampuri, em Los Angeles e a masterização ficou por conta de Fernando Rocha, no El Rocha, em São Paulo. O processo repetiu até a banda ter as 10 faixas que compõem BRIO.

É um disco com muitas camadas sonoras e narrativas, que abrem a possibilidade para diversos pontos de vista e interpretações sobre o que está sendo tocado/falado. As letras flertam com opostos complementares, com a dualidade da existência, frio/calor, vida/morte, céu/chão. O TAO, a Física (tanto a Quântica quanto a do Caos), Hermes Trismegisto e Mestre Irineu também estão presentes como influências. Temas sensíveis como a luta pela sobrevivência e a paternidade/maternidade nesse mundo tão violento.

As influências musicais são inúmeras, como bandas de pós punk dos anos 70/80 com uma tendência a explorar mais ritmo (The fall, Pil, Suburban lawns e Feelies), shoegaze e bandas/artistas que usam guitarras com textura mais densa como My Bloody Valentine, Deftones e Bowery Electric. Liricamente, o disco tem referências a bandas punk de São Paulo dos anos 80 como Cólera e Olho Seco.

A sonoridade atual da banda vem de um processo longo e natural. “Começamos muito novos, com poucas referências. Mais tarde, começamos a sacar e gostar mesmo do hardcore, entre outras coisas. Nesse ponto, nosso som já tinha mudado. Há uma preocupação nossa em ter autenticidade. Acredito que hoje isso é mais forte que nunca, nosso som nunca foi tão nosso. Mas também não queremos nos desvincular do passado totalmente, para que não só os discos, mas a obra geral mostre alguma coesão. É um desafio e tanto” complementa o guitarrista Candinho.  

Fonte: Valter Fragoso (For Music)

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