O incansável vocalista do IRON MAIDEN, Bruce Dickinson, revelou que o primeiro single de seu aguardado oitavo álbum solo de estúdio será lançado nos próximos dez dias. O projeto, que sucederá o aclamado “The Mandrake Project” (2024), tem previsão de lançamento para o início de 2027, via BMG. A maior parte do trabalho foi gravada entre janeiro e fevereiro no prestigiado Studio 606 — de propriedade de Dave Grohl, na Califórnia — sob o comando do produtor e engenheiro de som Brendan Duffey, que também assumiu a mixagem do material em seu estúdio de alta fidelidade na Flórida.
A nova música chegará acompanhada de um videoclipe que promete não passar despercebido. Em entrevista à rádio chilena Futuro neste domingo (1º de novembro), Bruce adiantou que a produção visual carrega uma mensagem intensa e provocativa, que contou com a direção do premiado ítalo-brasileiro Leo Liberti e a participação da lenda do cinema de terror Bill Moseley. “Se você achava que teria problemas com a igreja católica, eles podem ter um problema com este vídeo”, instigou o cantor. O tema central, segundo o frontman, é um protesto contra a superficialidade moderna: “O clipe é sobre a verdade. […] Todo mundo está falando, mas ninguém está ouvindo. Ninguém está dizendo a verdade. Blogueiros, influenciadores de mídias sociais, políticos… Alguém, por favor, pode dizer a verdade? E então as pessoas ouvirão”.
O vigor autêntico do novo disco reflete a forte postura de Dickinson contra a padronização tecnológica na arte. O vocalista criticou duramente o uso de Inteligência Artificial na música, afirmando que a ferramenta “não tem alma” e apenas “rouba e copia” a criatividade humana. Como resposta prática, o processo de gravação do álbum foi inteiramente orgânico e livre de qualquer sample ou artifício digital. Acompanhado de sua banda, Bruce encarou sessões exaustivas de 12 horas diárias ao longo de três semanas no estúdio, resultando na impressionante marca de 18 faixas gravadas — algumas das quais ficarão de fora do corte final para evitar que o lançamento se torne um álbum duplo.
A nova empreitada fortalece a revitalizada fase solo do cantor, que já confirmou a enigmática turnê europeia “PsychoGod” para o verão e o outono de 2027. Além da entrosada banda de apoio — formada pelos guitarristas Chris Declercq e Philip Näslund, a baixista Tanya O’Callaghan, o tecladista Mistheria e o baterista Dave Moreno —, o registro em estúdio brilhará com colaborações ilustres. O álbum trará parcerias com o filho mais velho do cantor, Austin Dickinson (ex-RISE TO REMAIN e AS LIONS), e contará com percussões gravadas pelo guitarrista brasileiro Andreas Kisser, do SEPULTURA.
Por Lucas Falcão
