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DEEP PURPLE fará turnê com o Kansas e prepara álbum inédito para junho

Foto: Jim Rakete

Na última segunda-feira, 30, as lendas britânicas do hard rock trouxeram grandes notícias para os fãs. O Deep Purple anunciou oficialmente uma grandiosa turnê pela América do Norte para o verão de 2026.

Sendo assim, a massiva excursão contará com o suporte de peso das bandas Kansas e Jefferson Starship (em datas selecionadas). O pontapé inicial da viagem acontecerá no dia 4 de agosto em Raleigh, na Carolina do Norte, estendendo-se até o dia 12 de setembro em Sparks, Nevada. A venda geral de ingressos começará nesta sexta-feira, 3 de abril.

O novo álbum e a metamorfose da humanidade

Além disso, os shows servirão como palco para divulgar o mais novo material de estúdio do grupo. Em uma entrevista recente ao Songwriting For Songwriters, o vocalista Ian Gillan confirmou que a banda está dando os retoques finais no sucessor do elogiado =1 (2024).

De fato, o disco tem lançamento previsto para junho de 2026. O frontman revelou que o conceito lírico do álbum abordará uma visão surpreendentemente positiva sobre o fim do mundo.

“É uma ideia conceitual bastante vaga sobre o fim da humanidade, mas não é tão sombria quanto parece. Na verdade, é muito otimista. É sobre a metamorfose da humanidade para um estado metafísico, nossa próxima encarnação”, detalhou Gillan, preferindo manter o mistério sobre os detalhes musicais.

O peso da idade e o medo de se tornar um constrangimento

Atualmente, o Deep Purple vive uma fase de grande renovação rítmica. A entrada do guitarrista Simon McBride (que substituiu Steve Morse em 2022) trouxe uma injeção de juventude e vigor para as tradicionais e exaustivas sessões de jam da banda. “A banda está afiada, má e faminta no momento. Eu nunca a senti tão coesa”, elogiou o cantor.

Por outro lado, a realidade implacável do tempo também assombra os veteranos. Aos 80 anos, Gillan admitiu abertamente as suas limitações físicas à revista Uncut. O músico revelou que possui apenas 30% de visão e que as coisas estão inevitavelmente mais lentas.

Por fim, o lendário vocalista refletiu com sobriedade sobre o momento exato de encerrar a impressionante carreira de seis décadas do grupo. “Acho que se eu perder minha energia, vou parar. Não quero ser um constrangimento para ninguém. Não estamos longe disso. Isso se aproxima de você — você não percebe direito”, concluiu Gillan, mantendo a dignidade intacta enquanto a música permitir.

Por Lucas Falcão

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