Na última segunda-feira, 16, uma notícia comercial bizarra agitou os fãs de hard rock. O ex-guitarrista do KISS, Vinnie Vincent, anunciou uma estratégia no mínimo incomum para o lançamento de seu aguardado álbum Guitarmageddon. Sendo assim, ele ofereceu o disco completo de forma exclusiva pela exorbitante quantia de US$ 2 milhões (cerca de R$ 10 milhões na cotação atual).
De acordo com o site Ultimate Classic Rock, o comprador milionário terá acesso direto e antecipado a 10 músicas finalizadas em formato master. Além disso, o pacote inclui arquivos de arte originais, pôsteres e layouts de capa para versões físicas em CD ou vinil. Consequentemente, quem desembolsar essa fortuna poderá agir como uma verdadeira gravadora independente, decidindo se o álbum será lançado integralmente ou faixa por faixa.
Amarras contratuais e modelo de negócios
No entanto, o acordo milionário possui condições rigorosas. O comprador não receberia automaticamente os cobiçados direitos autorais das composições. De fato, essa questão exigiria uma negociação jurídica totalmente separada. Ademais, qualquer estratégia de marketing ou distribuição precisaria da aprovação rigorosa e prévia do próprio Vinnie Vincent.
A tática lembra uma das manobras mais raras da indústria musical: o álbum Once Upon a Time in Shaolin, do grupo de rap Wu-Tang Clan, que também foi vendido como peça única por US$ 2 milhões em 2015.
O fracasso inicial e os ataques aos fãs
Anteriormente, o músico tentou uma abordagem diferente que não obteve o resultado esperado no mercado. Ele planejava vender cada música separadamente por 200 dólares. Porém, cada faixa só seria produzida e enviada se a meta de mil unidades vendidas antecipadamente fosse atingida. Como o modelo fracassou e não atraiu compradores suficientes, o guitarrista decidiu reformular a oferta para o valor milionário.
Atualmente, Vincent argumenta que o modelo restrito busca proteger o seu trabalho árduo contra a pirataria e os downloads ilegais. Em relação aos fãs que criticaram os altos valores, o músico perdeu a paciência e não poupou ofensas. Ele afirmou que os críticos são “emocionalmente perturbados” e tentam boicotar sua plataforma de vendas.
“São os mesmos chorões que não veem problema em pagar US$ 500 para um artista que faz playback por um tijolo de uma casa demolida por ele, ou US$ 1.000 por um par de meias usadas e suadas. Mas vocês choram e reclamam como bebês quando o VV [Vinnie Vincent] vende algo a um preço que não gostam? Cresçam!”, disparou o artista em um comunicado.
Por fim, o lendário projeto Guitarmageddon segue sendo um mistério aguardado há décadas. Mesmo com a demanda do seu público fiel, o guitarrista adotou uma postura realista e inflexível: ele prefere manter o álbum trancado no cofre a lançá-lo sem a compensação financeira que considera justa.
