O The Who está em sua turnê de despedida, intitulada “The Song is Over – The North American Farewell Tour”, que passa pelos Estados Unidos e Canadá entre agosto e setembro. No entanto, para o guitarrista Pete Townshend, a atual fase da banda soa mais como um “tributo” do que como uma continuação legítima da história do grupo.
Em entrevista à AARP, Townshend declarou:
“É mais uma marca do que uma banda. Roger [Daltrey] e eu temos um compromisso com a música e com a história do que criamos. Mas a verdade é que estamos celebrando. Somos uma banda tributo ao The Who.”
Segundo o músico, essa percepção vem tanto da ausência dos colegas falecidos Keith Moon (bateria) e John Entwistle (baixo), quanto da resposta do público, que não demonstra interesse em novidades:
“O público nos idolatra pelo que fizemos anos atrás. Eles não se interessam por nada novo. Para Roger e para mim, é difícil sentir algo diferente de sermos uma banda tributo ao The Who.”
O adeus aos palcos
Apesar do tom crítico, Townshend reconhece que a turnê tem um caráter especial de celebração. Ao lado de Daltrey, o guitarrista ressaltou que tocar na América do Norte sempre foi marcante para a trajetória do grupo desde 1967.
Roger Daltrey também comentou a despedida:
“Não é fácil encerrar a grande parte da minha vida que foi fazer turnês com o The Who. Obrigado por estarem conosco e ansiosos para vê-los pela última vez.”
O legado do The Who
Formada nos anos 1960, a banda é considerada uma das mais influentes do rock, responsável por clássicos como “My Generation”, “Baba O’Riley” e “Pinball Wizard”. Ao longo da carreira, o grupo vendeu mais de 100 milhões de discos em todo o mundo.
Ainda que a atual turnê seja anunciada como uma despedida, o nome “The Song is Over – The North American Farewell Tour” abre margem para especulações de que shows em outras partes do mundo ainda possam ocorrer.
Por Lucas Falcão
