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Motörhead: últimos dias de Lemmy são revelados em relato emocionante

Foto: Reprodução

Dez anos após a sua partida, os detalhes sobre os dias finais de Lemmy Kilmister continuam a inspirar e emocionar os fãs. Em uma nova entrevista especial para a Metal Hammer, as pessoas mais próximas da lenda do Motörhead revelaram como ele encarou sua própria mortalidade com a mesma atitude direta que definiu sua vida.

Todd Singerman, ex-empresário da banda, ofereceu um relato robusto e emocionante sobre o momento em que Lemmy recebeu o diagnóstico de câncer terminal, em dezembro de 2015.

“Como ele encarou a morte? Como um campeão”, revelou Singerman. “Quando o médico estava em casa e nos contou, eu chorei ali mesmo. Não pude evitar. E Lemmy foi quem me consolou.”

Videogames e o Fim Tranquilo

Imediatamente após receber a notícia, a equipe de Lemmy agiu para trazer conforto ao músico. Eles organizaram o transporte de sua máquina de arcade favorita do Rainbow Bar & Grill (o famoso ponto de encontro de Lemmy em Los Angeles) para a casa dele.

Consequentemente, Lemmy passou seus últimos momentos fazendo o que gostava. Ele faleceu pacificamente enquanto dormia no dia 28 de dezembro de 2015, apenas dois dias após o diagnóstico e quatro dias após completar 70 anos.

Biff Byford, vocalista do Saxon e amigo de longa data, concordou que o final foi apropriado. “Ele morreu como viveu”, disse Byford. “Jogando a porra de um videogame. Foi rápido, pelo menos.”

A Coincidência com Ozzy Osbourne

Singerman também traçou um paralelo arrepiante entre Lemmy e Ozzy Osbourne (que, neste contexto, faleceu recentemente em 2025). Segundo o empresário, ambos compartilhavam o objetivo de tocar até o último momento possível.

“Literalmente, todo o objetivo dele [Lemmy] era cair no último show, da última apresentação, da última turnê”, acrescentou Singerman. “Ele perdeu isso por duas semanas. O mesmo com Ozzy. Ambos morreram exatamente 17 dias após o último show.”

“Não Foi uma Tragédia”

Por fim, os companheiros de banda de Lemmy rejeitam o luto excessivo. O baterista Mikkey Dee argumenta que a morte de Lemmy não deve ser vista como uma tragédia.

“É triste, mas olhe desta forma: Lemmy viveu 70 anos sob suas premissas, do jeito dele”, afirmou Dee. Já o guitarrista Phil Campbell garantiu que, se Lemmy ainda estivesse aqui, nada mudaria: “Estaríamos tocando no Motörhead… Nós nunca falávamos sobre o fim, sempre falávamos sobre o próximo álbum, a próxima turnê.”

Por Lucas Falcão

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