Paul Stanley e Gene Simmons abriram o jogo sobre o ambicioso espetáculo de avatares do KISS. Previsto para estrear em Las Vegas no ano de 2028, o projeto promete revolucionar o mercado de entretenimento ao vivo com a construção de uma arena totalmente projetada para abrigar a atração.
O projeto nasce de uma parceria de mais de 300 milhões de dólares com a Pophouse Entertainment, a mesma empresa sueca responsável pelo sucesso do “ABBA Voyage”. O acordo transferiu para a companhia os direitos sobre o catálogo musical, imagem e as icônicas maquiagens da banda. Para garantir que a tecnologia de ponta funcione perfeitamente, a produção investirá cerca de 200 milhões de dólares em um espaço customizado.
“Você precisa construir uma arena para garantir que o assento de cada pessoa tenha a distância e o ângulo de visão perfeitos”, explicou Stanley. Ele ressaltou, no entanto, que o público dificilmente conseguirá ficar sentado, pois a proposta é entregar uma experiência mentalmente arrebatadora e totalmente imersiva.
Músicas inéditas e experiência 4D
O novo show não se apoiará apenas na nostalgia. Gene Simmons confirmou que a atração contará com um roteiro cinematográfico e diretores de peso. O setlist fará uma viagem pelos grandes clássicos, mas trará uma surpresa: músicas inéditas. “Nós já temos essas músicas prontas”, garantiu o baixista.
A proposta criativa vai muito além dos hologramas tradicionais ou dos avatares gigantes apresentados no último show da banda no Madison Square Garden, descritos agora como apenas um “protótipo inicial”. A versão final trará as personas clássicas da banda em uma “montanha-russa 4D” que atacará todos os sentidos do público. Segundo Simmons, se um dragão virtual aparecer cuspindo fogo, a plateia sentirá o calor real e o cheiro de enxofre no local.
Críticas à Sphere
Apesar do forte apelo tecnológico, os líderes do KISS descartaram a utilização da badalada Sphere de Las Vegas. Stanley criticou o formato do local, afirmando que a megaestrutura de LED acaba ofuscando os artistas no palco. “Lá, a banda fica do tamanho de um selo postal […] As telas são incríveis, mas eu quero que a banda importe”, cravou o vocalista.
A ideia do KISS e da Pophouse é criar uma conexão emocional mais íntima com os fãs, permitindo que a tecnologia sirva à atitude “maior que a vida” que sempre definiu a banda, e não o contrário.
