A baixista Jennifer Finch, ícone do rock alternativo e membro fundamental do L7, faleceu aos 59 anos após lutar contra uma forma agressiva de câncer no cérebro. A banda norte-americana confirmou a triste notícia no último sábado (18 de julho) através de um comunicado oficial no Instagram.
“Com o coração muito pesado, anunciamos que nossa amada colega de banda, amiga e colega encrenqueira Jennifer Finch faleceu hoje. Ela teve uma longa e corajosa luta contra o câncer no cérebro e era amada por muitos amigos maravilhosos, colegas musicais e fãs em todo o mundo. Nós amamos você, Jennifer”, declarou o grupo.
Em uma segunda declaração, os integrantes ressaltaram o legado incomensurável da artista. “Estamos despedaçados pela perda de nossa amada colega de banda, irmã e amiga (…). Jennifer era uma verdadeira original que viveu inteiramente sob seus próprios termos, e o impacto que ela causou na música, na arte e em todos que tiveram a sorte de conhecê-la não pode ser medido. Nós a amamos além das palavras e a carregaremos conosco para sempre. Descanse em poder, nossa querida amiga.”
A doença de Finch tornou-se pública apenas na semana anterior ao seu falecimento, quando a banda e amigos lançaram uma campanha no GoFundMe para auxiliar nos altos custos médicos e de reabilitação após “múltiplas cirurgias e graves complicações”. A forte mobilização da comunidade musical arrecadou quase US$ 400 mil. Devido à saúde fragilizada, a musicista já havia se afastado da atual turnê de despedida do L7, a The Last Hurrah Tour.
Trajetória e legado no underground
Nascida em Los Angeles em 1966, Finch iniciou sua trajetória na cena musical com o Sugar Babydoll, tocando ao lado de futuras lendas do rock alternativo como Courtney Love (líder do Hole) e Kat Bjelland (Babes In Toyland).
Ela ingressou no L7 em 1986, consolidando a atitude e o peso do grupo. Finch gravou os quatro primeiros álbuns da banda, incluindo o aclamado Bricks Are Heavy (1992), disco que furou a bolha do underground e gerou o hit global “Pretend We’re Dead”.
Após deixar o quarteto em 1995, ela continuou ativa na música liderando projetos como o OtherStarPeople, no final dos anos 90, e as bandas The Shocker e Sex In Progress, a partir de 2002. Além de sua contribuição musical, Finch construiu uma sólida carreira como fotógrafa, ofício que iniciou ainda na adolescência documentando a visceral cena punk de Los Angeles no início dos anos 80. A artista retornou ao L7 em 2014, quando a banda encerrou um longo hiato, permanecendo na formação até o fim de sua vida.
Por Lucas Falcão
