O vocalista do Iron Maiden, Bruce Dickinson, voltou a criticar o uso excessivo de celulares em shows, afirmando que a prática prejudica a experiência tanto para a banda quanto para os fãs. Em entrevista ao Appetite For Distortion Podcast, ele classificou a mania como “uma falha da humanidade”.
“É como uma infestação, uma doença terrível. As pessoas sentem a necessidade de olhar o mundo através de um dispositivo estúpido em vez de viver o momento. Você entrega seus sentidos a esse pequeno fascista na sua mão. Coloque-o no bolso e olhe ao redor. Veja as pessoas, sinta a música, viva o show”, declarou o cantor.
Dickinson destacou que prefere se apresentar para uma plateia conectada emocionalmente, e não para “um bando de androids distraídos com telas”.
A fala vem em sintonia com o pedido oficial do Iron Maiden para que fãs evitem filmar a turnê mundial Run For Your Lives. A banda não proíbe os celulares, mas pede bom senso para que a experiência seja coletiva. O próprio empresário, Rod Smallwood, publicou um comunicado reforçando o pedido:
“Queremos que os fãs vivam o show em primeira mão. O excesso de celulares atrapalha não só a banda, mas também quem está ao lado tentando aproveitar a apresentação.”
O vocalista citou o exemplo da banda Ghost, que recentemente realizou uma turnê com shows no-phone usando os famosos pouches da Yondr. Segundo ele, a diferença na atmosfera foi “impressionante”.
Apesar de reconhecer a dificuldade de controlar plateias de dezenas de milhares de pessoas, Dickinson insiste que os fãs compreendam o impacto: “O show dura mais de duas horas, seu braço vai cansar. Qual é o sentido de pagar caro para olhar para uma telinha?”
O Iron Maiden segue na estrada com a turnê Run For Your Lives, que passou pela Europa neste ano e continua com datas pelo mundo em 2025 e 2026.
Por Lucas Falcão
