O capítulo mais turbulento da história recente do Heavy Metal brasileiro finalmente chegou a um desfecho feliz. Após nove anos marcados por trocas de farpas públicas, disputas judiciais e distanciamento, Rafael Bittencourt e Edu Falaschi estão oficialmente reconciliados.
A paz foi selada presencialmente na última quarta-feira (04), preparando o terreno emocional para o aguardado show Angra Reunion, que celebrará a formação da era “Rebirth” e “Temple of Shadows” no festival Bangers Open Air 2026, em abril.
“Sem Plateia, Sem Armaduras”
A iniciativa de colocar tudo em pratos limpos resultou em uma conversa longa e profunda. Segundo Rafael Bittencourt, guitarrista e fundador da banda, o encontro durou cerca de quatro horas. O foco não foi a música ou os negócios, mas o perdão.
“Ficamos quatro horas a sós. Sem plateia. Sem armaduras. Falamos de mágoas guardadas, de sentimentos mal resolvidos… Os dois interessados em algo raro: o perdão”, escreveu Rafael em suas redes sociais.
Ele descreveu o momento como uma “oportunidade abençoada” de reencontrar não apenas um ex-colega de banda, mas um amigo que ajudou a moldar sua própria identidade. “Pedimos desculpas um ao outro. Pelos desgastes. Pelos desrespeitos… Saí dali mais leve. Mais inteiro. Mais em paz”, completou.
“Ressignificar a História”
Edu Falaschi também celebrou o momento, compartilhando a mesma foto do encontro. Para o vocalista, a conversa serviu para curar feridas que o tempo, sozinho, não conseguiu fechar.
“Perdoar não é apagar a história, é ressignificá-la… A evolução real, em todos os níveis, começa quando a gente decide não carregar mais pesos que já cumpriram seu papel”, refletiu Edu.
O cantor agradeceu a Rafael pela franqueza e expressou “gratidão eterna” pelo legado que construíram juntos no Angra, demonstrando orgulho do passado e otimismo para o futuro próximo.
O Papel do Festival Bangers Open Air
Ambos os músicos fizeram questão de creditar a produção do festival Bangers Open Air como catalisadora dessa reconciliação. Rafael citou nominalmente a produtora Damaris Hoffmann, admitindo que, sem o convite para o show de reunião, talvez ainda estivesse carregando “esse peso no peito”.
Com as arestas aparadas e os corações leves, o caminho está livre para que o show de abril seja não apenas uma execução técnica de clássicos, mas uma verdadeira celebração de amizade e superação.
Por Lucas Falcão
