O baterista brasileiro Eloy Casagrande confirmou que o SLIPKNOT está profundamente imerso em estúdio trabalhando no sucessor de “The End, So Far” (2022). Em uma recente entrevista à emissora colombiana Radiónica, o músico de 35 anos revelou que a banda está gravando “muitas e muitas músicas” sob uma atmosfera criativa extremamente leve e natural. Focados puramente na integridade artística e fugindo das pressões de mercado, o grupo vive um excelente momento interno. “Estamos fazendo música de verdade. Não estamos pensando em negócios. Não estamos pensando se as pessoas vão gostar ou não. Estamos fazendo o que acreditamos ser o certo”, declarou Eloy.
Assumir as pesadas baquetas que um dia pertenceram ao falecido Joey Jordison poderia ser uma tarefa intimidadora, mas Eloy garantiu que o Slipknot não estava em busca de uma mera réplica de seu baterista original. Desde os primeiros ensaios, o percussionista e fundador M. Shawn “Clown” Crahan o instruiu a focar na energia e na atitude, em vez de se preocupar com a perfeição milimétrica das notas antigas. “Eles não querem outro Joey na banda. Deixaram isso muito claro desde o primeiro dia”, explicou Casagrande. “Eles querem que eu seja eu mesmo (…) Queriam alguém com personalidade que pudesse trazer novas ideias”.
Essa exigência por autenticidade abriu caminho para que o músico injetasse parte de sua bagagem rítmica brasileira no som brutal da banda. Ele relembrou, de forma bem-humorada, que durante os primeiros ensaios Clown chegou a alertá-lo de que, apesar de suas raízes, eles eram uma banda pesada. O cenário, contudo, evoluiu rapidamente: hoje, o próprio Clown incentiva a inclusão de elementos do Brasil nas gravações. “Mesmo quando estou tocando metal extremo ou death metal, é impossível não trazer essa influência”, detalhou o baterista. “Eu ainda tenho aquele groove, o tempero brasileiro por trás, e isso é algo de que não consigo me livrar”.
O intenso foco no próximo disco ganha contornos mais claros semanas após o lançamento de “Arsenal”, em setembro deste ano. A faixa, que marcou a estreia do Slipknot por seu próprio selo, a (sic)est Records, dividiu opiniões entre os fãs por sua abordagem mais direta. Em resposta, o guitarrista Jim Root já havia esclarecido publicamente que o polêmico single não integrará o novo álbum e não representa a direção sonora do material inédito que está sendo meticulosamente lapidado pelo grupo no estúdio.
Enquanto a nova obra ganha forma, o Slipknot também se prepara para a maior excursão de sua extensa carreira. A gigantesca “(Sic)est Stadium Tour” percorrerá estádios globais ao longo de 2027, tendo seu grande pontapé inicial marcado para 3 de julho no lendário estádio de Wembley, em Londres (com abertura de MARILYN MANSON, LORNA SHORE e HATEBREED). Após cruzar a América do Norte com o BRING ME THE HORIZON e um forte rodízio de convidados, a turnê desembarcará na América do Sul no mês de setembro para a realização de cinco aguardados shows.
Por Lucas Falcão
