O Queens of the Stone Age retorna hoje com um novo single, “Easy Street“, lançado pela Matador Records. Apresentada ao vivo no ano passado durante a aclamada turnê Catacombs e ansiosamente aguardada pelos fãs, esta é a primeira música inédita da banda desde o álbum In Times New Roman (2023).
A musicalidade é serena e perfeitamente imperfeita: violão, sintetizadores psicodélicos e uma faixa rítmica que respira por conta própria. Sob a superfície, encontram-se arestas cruas e um humor mordaz. Apresentando a cantora Nikki Lane, cujos vocais chegam como cascalho e mel com a aspereza de Wanda Jackson, a sua voz inverte o roteiro sonoro ao contrastar com a linha vocal principal mais suave do vocalista Josh Homme.
“É uma música meio engraçada. É como bater a ponta do cotovelo, onde é engraçado porque dói e dói porque é engraçado. Você está falando sério, mas é engraçado”, conta Homme. “Nós a fizemos do jeito que você faria uma demo. Sem metrônomo [click track], erros deixados lá. Ela acelera, diminui, as palmas não são ótimas, mas também não são ruins, e uma palma ruim adiciona essa coisa humana que você não pode fingir.”
Ele continua: “Não é apenas sobre bobagem. É sobre entender a imperfeição da sua vida. A música, assim como a sua vida, está nos erros. Suas imperfeições são imbatíveis.”
“Easy Street” (que foi produzida por Homme e Michael Shuman) chega acompanhada de um videoclipe oficial dirigido por Tony Wolski e Christopher Gruse, baseado em uma história e ideia de Homme. O filme abre com um vocalista machucado e espancado tentando fugir de um grupo heterogêneo de perseguidores, incluindo os membros da banda vestidos como eles mesmos — um Juggalo, um Papai Noel de shopping, um entusiasta de roupas de couro e, claro, um cowboy chique puxando um cavalo minúsculo. No entanto, a história subverte as expectativas com uma reviravolta surpresa que honra os próprios “excluídos” que muitas vezes rejeitamos.
Fonte: Valter Fragoso (For Music)
