A empresária Sharon Osbourne, viúva do inesquecível Ozzy Osbourne, finalmente encerrou uma longa e dura disputa legal com Jim Simpson, o primeiro empresário da história do Black Sabbath.
Com isso, o lendário quarteto original de Birmingham recuperou os direitos de demos raríssimas gravadas em 1969, época em que os jovens músicos ainda se apresentavam pelos clubes ingleses sob o nome de Earth.
Na verdade, o forte embate jurídico começou há alguns anos. Semanas antes da morte do Príncipe das Trevas, Simpson havia anunciado a intenção de lançar o material sob o título Earth: The Legendary Lost Tapes. A coletânea histórica estava prevista para sair em julho de 2025, mas pesadas ameaças legais feitas por Sharon impediram que o lançamento ocorresse sem a aprovação oficial do grupo.
O acordo amigável e as raízes no blues
Vale lembrar que o desfecho do caso foi revelado pela própria Sharon durante o episódio mais recente do famoso podcast The Osbournes. “Chegamos a um acordo com o Jim Simpson e a banda agora tem as suas demos de volta. Todos os quatro são donos, que é onde o material deveria estar. Tudo acabou bem. Vamos conversar sobre o que todos querem fazer com isso”, comemorou a empresária.
Agora, os fãs aguardam para saber como e quando poderão ouvir esse tesouro sonoro. A viúva explicou que as antigas gravações são fortemente orientadas ao blues clássico, soando bem diferentes da sonoridade pesada que viria a consagrar o quarteto como a banda pioneira e definitiva do heavy metal.
Além disso, a negociação rendeu frutos visuais. Sharon confirmou ter conseguido resgatar os direitos autorais das fotos originais do período em questão. “Acho que é historicamente importante para os amantes do gênero. No fim das contas, ele [Jim Simpson] fez a coisa certa para a banda”, agradeceu.
A versão do ex-empresário
Para completar o cenário desta disputa, é preciso entender o lado do produtor. Beirando os 90 anos de idade, Jim Simpson afirmou anteriormente que desembolsou dinheiro do próprio bolso para bancar as gravações em 1969, quando Ozzy, Tony Iommi, Geezer Butler e Bill Ward ainda eram apenas adolescentes sonhadores.
Por fim, o ex-empresário revelou que havia restaurado e remasterizado meticulosamente as faixas com a intenção de lançá-las pela Big Bear Records, a sua própria gravadora focada em blues e jazz. No ano passado, ele lamentou a postura agressiva do time de Ozzy ao tentar incluí-los no projeto de lançamento: “A resposta que recebi foi que eles não queriam que fosse lançado e nem ter relação com isso, além de dois e-mails muito ameaçadores de Sharon”, detalhou Simpson.
