Paul Stanley, vocalista e guitarrista do KISS, revelou que “I Was Made For Lovin’ You” é oficialmente a maior música da carreira da banda. A declaração veio em uma publicação feita em seu perfil no X nesta terça-feira (26 de agosto), onde o músico comemorou o feito da faixa lançada em 1979.
“A maior música do KISS de todos os tempos é I Was Made For Lovin’ You, com 1,3 bilhão de streams no Spotify até o fim de agosto e cerca de 850 mil streams diários! Incrível, obrigado!”, escreveu Stanley.
Um sucesso polêmico
Apesar de seu enorme êxito comercial, a faixa sempre dividiu opiniões. Muitos fãs não aprovaram a batida disco incorporada à sonoridade do grupo, enquanto Gene Simmons, baixista e cofundador do KISS, nunca escondeu seu desconforto com a canção.
Em entrevistas, Simmons chegou a afirmar que odiava cantar o refrão da música por achar sua melodia caricata:
“Eu me sinto cantando como a minha avó. Até hoje detesto tocar essa música. Mas estádios inteiros enlouquecem quando começamos, então é impossível ignorar.”
Ainda assim, o impacto da faixa é inegável. Ela alcançou o top 10 em diversos países, foi nº 1 na Holanda e ficou em 2º lugar nas paradas da França, Alemanha, Suíça e Áustria. Nos EUA, atingiu a 11ª posição na Billboard e se tornou o segundo single de ouro da carreira da banda, vendendo mais de 1 milhão de cópias.
Desmond Child e a criação do hit
A canção foi coescrita por Paul Stanley, Desmond Child e Vini Poncia. Em depoimento, Child explicou que a ideia era unir guitarras pesadas a uma batida dançante de “quatro por quatro”, típica da disco music dos anos 70.
O compositor admitiu ter ficado magoado quando a banda fez comentários negativos sobre a faixa anos depois, mas destacou que acabou se reconciliando com Simmons. Hoje, a música é reconhecida como um dos maiores hinos do KISS e peça obrigatória nos shows da banda.
Um clássico que transcende gerações
Para Stanley, o sucesso de I Was Made For Lovin’ You também é explicado pelo alcance atemporal da faixa:
“Mesmo em festivais de metal na Europa, com públicos cheios de spikes e caveiras, quando tocamos essa música todo mundo canta junto. Ela transcende estilos e gerações.”
Por Lucas Falcão
