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Blog Rodrigo Branco

04/07/2008

Sucesso total!!!

Amigos... ainda estou recuperando o fôlego... A festa da KISS foi um sucesso!!!

Foram meses de preparação, planejamento e muita divulgação. Claro que a ansiedade era gigantesca. Como seria a festa, será que vai dar tudo certo? São tantos detalhes a serem pensados... Por outro lado percebíamos a mesma ansiedade por parte dos amigos que nos acompanham todos os dias e se manifestavam através de mensagens eufóricas a respeito da festa.

Enfim chegou o grande dia e para alegria de todos a festa foi excelente, tudo funcionou como deveria, casa cheia, público animado, bandas afiadas, som perfeito! A confraternização foi total entre os amigos ouvintes, a equipe de profissionais da KISS e as bandas.

A festa começou animada com o NASI e uma competente banda que conta ainda com Gaspa, seu antigo companheiro de IRA! O público acompanhou em coro sucessos como Tarde Vazia, Poeira nos Olhos (dos Irmãos do Blues) e uma versão brazuca paraTrain in Vain, do The Clash. Ao voltar ao palco acompanhado do pessoal do CQC (o programa jornalístico/humorístico da Band) que compareceu para cobrir a festa da KISS, Nasi foi ovacionado pelo público e precisou mandar 'a capela' mais alguns sucessos de sua ex-banda, como Envelheço na Cidade e Pobre Paulista. 

Logo na sequência foi a vez do grupo californiano TSOL mostrar seu Rock'n'Roll enérgico e cativante, com sucessos como Sixteen, The Name is Love e o clássico Flowers by the Door. Em seguida subiram ao palco os britânicos Gene Loves Jezebel com seu som mais viajante e belas melodias, entreteram a todos com Desire, The Motion of Love, Breaking The Chain e outros sucessos que bombavam as pistas de dança nos anos 70.

Da mesma geração e cena musical do GLJ veio o Echo and the Bunnymen, ainda mais experientes que seus conterrâneos, a banda de Ian McCulloch era sem dúvida a atração mais esperada da noite. Não por acaso, o Echo é dono de hits que há cerca de 20 anos tocam sem parar em rádios de todo o mundo. E não poderiam faltar, Bring on the Dancing Horses, The Game, The Killing Moon, Lips Like Sugar, levantarm o público e botaram a galera para dançar, encerrando assim uma maratona musical que certamente trouxe ótimas recordações e deixará muitas outras. 

Parabéns KISS FM por mais esta conquista! Parabéns a todos que estiveram envolvidos na produção desta grande festa e todos aqueles que fazem esta bela Rádio ser o que é! Parabéns a todos que ouvem e prestigiam a KISS diariamente e aqueles que estiveram presentes nesta grande celebração.

O aniversário da KISS é dia 13/07, no Dia Mundial do Rock, mas a comemoração começou em grande estilo neste dia 02 de julho que já entrou para história do Rock em São Paulo.

postado às 13:47 por Rodrigo Branco

19/06/2008

Guerreiros, espadas, fadas e duendes

Com tantos shows ocorrendo no Brasil, algumas atrações passam quase despercebidas. Martin Walkyier é um nome que pode não ser familiar a maioria dos fãs de Rock, principalmente aqueles que curtem Heavy Metal e suas vertentes. Mas o fato é que Walkyier foi praticamente o fundador de um novo estilo dentro do Rock/Heavy Metal ao criar o Skyclad, em 1990.

O estilo em questão é o Folk Metal, ou seja, Heavy Metal com temática folclórica, a princípio cultura/mitologia Celta, depois surgiram grupos voltados à memória germânica/nórdica e outras culturas.

É verdade que outros já haviam abordado o tema com maior ou menor profundidade, desde a época do lendário Jethro Tull, passando pelo obscuro Bathory, até o Metal posudo do Manowar e o próprio Walkyier com o Thrash Metal do Sabbat.

Mas pode-se dizer que foi o Skyclad, surgido em 1990, a banda que definiu o Folk Metal, estilo que cresceu bastante nos últimos anos, onde se destaca o uso de violinos, flautas, gaitas, acordeons, percussões e outros instrumentos tradicionais que nos remetem a épocas medievais. É claro que as letras da banda também abordam assuntos diversos, com destaque para temas políticos e consciência social.

Walkyier deixou o Skyclad em 2001, a banda seguiu com outro vocalista e ele com outros projetos, como The Clan Destined e o próprio Sabbat novamente.

http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendID=195494702

Skyclad (com Walkyier) – Inequality Street

www.youtube.com/watch?v=g9okEh95JAc&feature=related

Building A Ruin - Ao vivo no Wacken Open Air – 98

www.youtube.com/watch?v=wsTOEKKNHAU

Walkyier com Tuatha De Dannan, Varginha/MG – 14/06/2008

http://br.youtube.com/watch?v=FpD3g4D4GZs&feature=related

No Brasil demorou a surgir uma banda no estilo, porém quando o Tuatha De Danann apareceu no cenário, no final de década de 90, ficou claro que ali estava surgindo um grupo que iria levar o nome do Brasil além de nossas fronteiras.

Proveniente de Varginha, Minas Gerais, o Tuatha De Danann pratica um Folk Metal de primeira linha com temática Celta/Medieval e belas composições. No som do Tuatha misturam-se momentos de violão e guitarras distorcidas, suaves vocais femininos e momentos guturais, violinos e flautas doces e transversais, onde fica clara a influência de Ian Anderson e companhia. Já são 4 excelentes trabalhos na bagagem.

Tentar descrever o som do Tuatha é perda de tempo, é preciso ouvir. Uma coisa é fato, você será transportado a uma atmosfera lúdica, de seres mágicos, fadas, duendes, gnomos, tavernas, reis e cavaleiros. Em um momento pode dar a impressão de se estar dentro de um castelo medieval, como no refrão de Behold The Horned King, ou em pleno filme O Senhor dos Anéis, ou ainda em meio a uma antiga floresta caminhando ao lado do anão Finganforn, ou na Irlanda em tempos passados, como nas belíssimas instrumentais Celtia e Abracadabra...

E o melhor de tudo isto é que ambos, criador e criatura, Martin Walkyier e Tuatha De Danann estão excursionando juntos pelo Brasil! No último final de semana tocaram no já tradicional festival Roça ‘n’ Roll, de Varginha, nesta sexta é a vez de Campinas, no sábado Ribeirão Preto e domingo São Paulo recebe os pioneiros do Folk Metal em uma celebração histórica.

Na humilde opinião deste locutor/blogueiro, o Tuatha De Danann é a melhor banda de Heavy Metal brasileira em todos os tempos e a mais importante na atualidade. Não é a toa que estão conquistando enorme projeção internacional, já tendo excursionado com sucesso pela Europa e agora recebendo aqui o lendário Walkyier, pela primeira vez no Brasil, figura que dispensa elogios, um mestre.

Veja e ouça: www.tuathadedanann.com.br

The Last Words - Ao vivo no Centro Cultural São Paulo – Out. 2007

www.youtube.com/watch?v=YZuB2gacttU&feature=related

Tan Pinga Ra Tan / Finganforn – Acústico no CCSP – Jan. 2008

www.youtube.com/watch?v=l8tSk-eU6UU&feature=related

Believe: It’s True – Ao vivo no Programa do Jô

www.youtube.com/watch?v=hg5kSq00sQg&feature=related

postado às 22:22 por Rodrigo Branco

13/06/2008

Megadeth! Megadeth! Megadeth!!!

Na última sexta São Paulo recebeu mais uma vez o grande Megadeth, banda que por anos rivalizou com o Metallica pelo posto de maior nome do Thrash Metal. Tal rivalidade tinha raízes profundas, afinal Dave Mustaine, o guitarrista, vocalista e mentor do Megadeth participou do início da banda de James Hetfield, mas foi chutado devido a sua grande disposição para se chapar e causar problemas.


Isto ocorreu há 25 anos e Mustaine prometeu que criaria uma banda melhor que o Metallica. E ele conseguiu... ao menos dividir o público. Nos anos áureos de ambas as bandas havia uma clara divisão entre os fãs, uns eram do time do Metallica e outros levantavam a bandeira do Megadeth.
Com o tempo o Metallica seguiu o caminho mainstream e foi ficando cada vez mais pop, a ponto de lotar estádios. Já o Megadeth continuou uma típica banda de Metal, apesar de alguns hits radiofônicos.

Se bem me lembro esta foi a sexta vez da banda no Brasil, desde o Rock In Rio II, em 91. Eu vi as últimas cinco e sempre tive a impressão de que cada novo show é mais fraco que o anterior. Isto de certa forma é um processo natural, mas não obrigatório. Acontece que Dave Mustaine continuou com seus imbróglios ao longo dos anos, o que culminou em internações para desintoxicação, um problema nos nervos do braço que quase lhe custou a capacidade de tocar e a companhia dos antigos parceiros de banda. Assim foram-se Marty Friedman, um espetacular guitarrista que somava grande qualidade ao grupo, o baixista David Ellefson e o batera Nick Menza, a formação mais importante do grupo, como antes já haviam ido Cris Poland e Gar Samuelson, da formação original, Jeff Yong e Chuck Behler, da formação posterior...

Todas estas mudanças e problemas somados a discos 'mais fracos' lançados nos últimos dez anos, e mais várias mudanças de formação, tiraram parte da antiga pegada e peso do Megadeth. É verdade que Mustaine continua matador com suas palhetadas ultra rápidas, solos cortantes e vocais rasgados, mas o show soou-me um tanto burocrático, ainda mais para quem não acompanhou de perto os últimos trabalhos da banda, já que foram tocadas várias músicas destes álbuns, em um setlist menor do que de costume para o restante da turnê. No início Mustaine parecia um tanto apático no palco, parado em frente ao microfone, com os cabelos na cara, emendando as três primeiras músicas sem olhar para a platéia. E justo quando parecia que a coisa iria esquentar, eis que o lado encrenqueiro da estrela do show resolve reaparecer. Em um momento digno de Caetano Veloso, o vocalista/guitarrista reclamou do som, gritou com o técnico, abandonou o palco abruptamente, voltou e tornou a abandonar o cenário. Tudo sem dar a mínima para a platétia que assistia chocada. A tal paralisação durou mais de 20 minutos, onde os técnicos resolveram 'repassar' o som. Sinceramente nunca vi nada igual em centenas de shows em que fui nos últimos 20 anos. Tudo bem ser profissional e exigir qualidade de som, porém uma satisfação mínima às 5 mil pessoas que pagaram para lhe ver não custa nada...


Após a cena, o som melhorou, mas não o humor de Mustaine, e foi bom ouvir novamente clássicos absolutos como Hangar 18, In My Darkest Hour, Peace Sells, Holly Wars e os mega-hits A Tout Le Monde, cantada em coro pelo público e Symphony of Destruction, com o tradicional grito 'Megadeth' partindo da plateia no ritmo do riff matador da música.
Enfim, após tantos anos de convivência e adoração da banda pelos fãs brasileiros, acho que merecíamos um pouco mais...



Ah, e o título de maior banda da história do Thrash Metal no fim vai para... o Slayer! Hehehe... Banda que aliás chegou a emprestar o poderoso guitarrista Kerry King ao Megadeth no comecinho de carreira. Mas ao contrário dos seus conterrâneos, o Slayer nunca aliviou seu som, nunca tentou ser mainstream, não flertou com as novidades, nem com o eletrônico. Ao contrário, até hoje continua soando cada vez mais... Thrash Metal!



Peace Sells... But Who's Buying?
http://www.youtube.com/watch?v=tFIJuP4kTh0

A Tout Le Monde
http://www.youtube.com/watch?v=Od1_XWsps88&feature=related

Symphony of Destruction (Megadeth, Megadeth, Megadeth!!!)
http://www.youtube.com/watch?v=cgG5OKFeEzc&feature=related

postado às 00:18 por Rodrigo Branco

02/06/2008

Adeus King of Jungle Beat!!!

02 de junho de 2008, esta data entra para a história do Rock'n'Roll como o dia da perda de um gênio.


Hoje o mundo perde um dos criadores do Rock'n'Roll, Bo Diddley!


Nascido Ellas Otha Bates, em McComb, Mississipi, em 1928, Ellas adotaria o sobrenome de sua mãe adotiva, McDaniel, com o qual ficaria conhecido. Mas foi o apelido adquirido nas ruas da violenta Chicago, no anos 40, que o ajudaria a criar o ritmo que revolucionaria o mundo. Ali nascia a lenda Bo Diddley, que após ouvir John Lee Hooker usou o talento para a música, descoberto nas aulas de violino na infância, para criar seu prórprio estilo de tocar guitarra.

Tal estilo, rápido, repetitivo, hipnótico, recebeu a alcunha de Jungle Beat, uma batida selvagem para os padrões da época. Algo que levava as platéias ao êxtase.

Estas características fizeram de McDaniel mais do que um artista de Blues, o transformaram em um dos autênticos pais do Rock'n'Roll, uma vez que já praticava no início da década de 50 o tipo de som que viria a explodir alguns anos depois. Seus clássicos 'Bo Didlley' e I'm a Man, de 1954, serviram de inspiração para todas as gerações posteriores. Esta última tão parecida com Mannish Boy, de Muddy Waters, que não se sabe ao certo quem copiou quem... Aliás, a rivalidade entre ambos, tanto como Bluesman, como progenitores do Rock'n'Roll, é um capítulo à parte.

Outro clássico de autoria de Diddley, Who Do You Love, recebeu dezenas de versões ao longo das décadas, The Rolling Stones, Yardbirds, The Doors, The Band, Patti Smith, George Thorogood, The Woolies, são apenas alguns dos grandes nomes a reverenciar o mito.

Diddley atravessou cinco décadas na estrada com sua emblemática guitarra quadrada, modelo fabricado artesanalmente por ele próprio, e o chapéu preto. Foi homenageado muitas vezes, teve grandes músicos tocando em seus discos e homenageou tocando com outros artistas, recebeu um Grammy, entrou para o Rock'n'Roll of Fame e etc. No ano passado sofreu um infarto que deixou sequelas. Hoje um novo infarto fulminou o músico de 79 anos.

Sempre polêmico, Diddley já surgiu rivalizando com os grandes de sua época. Pouco antes de morrer, apesar da idade avançada, continuava com a língua afiada. Talvez se ressentisse por não ser devidamente lembrado. Costumava lembrar que outros pioneiros, como Little Richard e Elvis Presley só viriam a aparecer dois ou três anos depois dele, sendo portanto ele, Bo Diddley, o verdadeiro Pai do Rock'n'Roll. Também não fazia média ao falar de seu descontentamento com os rumos da música negra nos EUA, a qual ele também influenciou com intensidade. Dizia odiar o chamado 'gangsta rap' e sua apologia ao luxo e a violência. Ou seja, Bo Diddley viveu e morreu como um autêntico Rocker!


Descanse em paz, Mestre!!!


Veja uma mostra do poder de Bo Diddley ao vivo!

HEY, BO DIDDLEY!!!

http://br.youtube.com/watch?v=zBAJXyF1HVc&feature=related

postado às 21:00 por Rodrigo Branco

02/06/2008

As Pedras continuam Rolando

Já dizia o velho ditado, 'pedras que rolam não criam limo'. Os maiores expoentes desta máxima, exemplo vivo, os Rolling Stones estão há quase meio século (!!!) na estrada, com vitalidade invejável.

Uma destas pedras rolantes que mantém o Rock'n'Roll acesso até hoje, está completando hoje 67 anos!

Curioso é que o senhor Charles Robert Watts sempre foi o Stone mais comportado, mas jamais largou o posto que ocupa na bateria da maior banda de todos os tempos, desde seu surgimento em 1962.

Enquanto Mick Jaggers se esbaldava com a mulherada (ou não...rs), Keith Richards se entupia de substâncias chapantes, Brian Jones pirava em suas viagens liségicas, entre outros, Charlie Watts sempre se comportou com um bom garoto, um homem casado e fiel e por fim um gentleman, admirador e também músico de Jazz.

Chega a ser contraditório, mas Watts é dono de uma classe e postura ao tocar que a primeira vista ninguém diria que aquele distinto senhor de cabelos brancos é o baterista dos Rolling Stones!


Ontem foi a vez de outra pedra dar mais uma volta em sua rolagem eterna. Uma pedra um pouco mais jovem, no entanto tão impressionante quanto, afinal o senhor Ronald David Wood completou 61 esbanjando fôlego e disposição em cima do palco.

Ronnie não é membro original dos Stones, mas tá na banda há 32 anos, desde 76. O namoro já vinha de antes, Ron já havia colaborado em It's Only Rock'n'Roll, em 74, ao passo que os Glimmer Twins, Jagger & Richards, participaram do primeiro solo de Mr. Wood, I've Got My Own Album To Do, no mesmo ano. Em 75 a parceria continuou, após Mick Taylor ter deixado o grupo. A porta ficou então escancarada para a entrada de Ronnie nos Stones, o que só não havia ocorrido antes pelo simples fato de ele ser membro dos Faces, ao lado de Rod Stewart, que na época era uma das maiores bandas inglesas em atividade. Porém ao final do ano os Faces anunciam seu fim e desta maneira foi questão de tempo para Wood ser anunciado oficialmente um Stone, condição que não largou mais.

Antes ele ainda havia sido membro do Jeff Beck Group e do The Birds! Não os famosos pássaros americanos, mas sim um grupo homônimo inglês, onde Ron estreiou seus acordes em 1964.

Keep on Rollin' Folks!!!

postado às 18:57 por Rodrigo Branco

01/06/2008

Fechando Maio

Amigos, praticamente não deu para atualizar o blog esta semana...

Hoje, 31/05 é data de nascimento do grande batera do Led, John Bonhan. Infelizmente ele se foi em 1980. John nasceu em 48, na Inglaterra, faleceu aos 32 anos, vítima de asfixia após vomitar dormindo, devido a grande ingestão de álcool porém sem outras drogas. Se estivesse vivo faria hoje 60 anos!


Outro que nasceu nesta data, em 44, foi o inglês Mick Ralphs, guitarrista e compositor do Mott The Hoople e do Bad Company. Ralphs que hoje completa 64 anos foi membro fundador de ambas as bandas, tornando-se um dos mais importantes guitarristas dos anos 70.

Também aniversaria hoje Scotti Hill, guitarrista fundador do Skid Row (o americano), completando 44 anos.

Já ontem, 30/05, foi a vez do guitarrista Tom Morello, do Rage Against The Machine e Audioslave. Também completou 44 anos.

Na quarta, 28, tivemos John Fogerty, o lendário vocalista do Creedence, completando 63. Ele que tá na estrada desde 1959!!! O CCR propriamente dito surgiu em 65, durou só até 72. Hoje John tá em carreira solo.


Na terça, 27, foi a vez da Susan Banet Bailon fazer 51. Se você nunca ouviu falar neste nome, experimente procurar por Siouxsie Sioux, mais conhecida como vocalista da banda Siouxsie and the Banshees.

Happy Birthday Folks!!!

postado às 13:55 por Rodrigo Branco

26/05/2008

26/05

Vários aniversariantes ilustres nesta segundona... Hoje tem festa para:

Stevie Nicks, americana, dona de uma das belas vozes do Fleetwood Mac, está completando 60 anos.

Lenny Kravitz, o multi-instrumentista americano faz 44.

Wayne Hussey, inglês, vocalista e guitarrista do The Mission e membro original do The Sisters of Mercy, faz cinquenta!

Gary Peterson, canadense, batera original do Guess Who, na banda até hoje, apesar desta não contar mais com seus principais membros. Mais um sessentão no Rock.

E hoje completaria 62 o inglês Mick Ronson, um dos grandes guitarristas dos anos 70, parceiro de David Bowie em clássicos como Ziggy Stardust. Ronsom também era um multi-instrumentista e foi ainda um importante produtor musical, faleceu de câncer em 93.

postado às 21:43 por Rodrigo Branco

26/05/2008

Happy Birthday!!

Amigos, neste final de semana estive de folga, mas graças a famosa Lei de Murphy coincidiu de ser aniversário de caras que eu faço questão de lembrar... Então vamos a eles.

 

Hoje, 25/05, completa sessentão o dono de uma das mais belas vozes do Rock, senhor Klaus Meine, vocalista há quase 40 anos da grande banda Scorpions! Sim, quase 40! É muito, mas a maioria dos sites por aí cita a banda como tendo sido fundada em 65 e com Klaus já nos vocais, o que não é verdade. No início quem cantava era o guitarrista Rudolf Schencker. Este sim vinha atuando desde 65, mas foi só em 69 que adotou o nome Scorpions. Meine por sua vez entrou para a banda em 71, junto do irmão mais novo de Rudolf, Michael Schenker, um prodígio da guitarra aos 16 anos. Logo após esta reformulação sairia o primeiro álbum, Lonesome Crow, em 72. Antes Klaus havia passado por dois outros grupos, Copernicus e Mushroons, época em que vendia cortinas para sobreviver.

Klaus Meine, nascido em Hanover, Alemanha, canta desde os 9 anos de idade e é dono de um timbre inconfundível, o que conferiu característica única aos Scorpions. No entanto esta voz privilegiada por pouco não deixou saudades quando Klaus precisou de duas cirurgias nas cordas vocais para a retirada de calos, que o estavam fazendo perde-la. Após muito exercício de reabilitação, o resultado veio no maravilhoso álbum Blackout, de 82, onde Meine dá mais uma prova de seu poder vocal.

De lá para cá uma história de muito sucesso e diversas passagens bem sucedidas. Eu já pude vê-lo em ação com os espetaculares Scorpions em quatro oportunidades. Em breve teremos mais uma.

*Agradecimentos à Priscila Bleidorn, pelas informações!

 

 

Outro que nasceu nesta data, mas 10 anos depois, é o inglês John Willians Weller, que hoje se torna mais um cinquentão do Rock. Paul Weller, como ficou conhecido, foi responsável por bandas como The Jam (com sucessos como Town Called Mallice, That’s Entertainment, Beat Surrender) e Style Council, além de manter uma ativa carreira solo lançando álbuns inéditos até hoje. Weller é também conhecido como ‘The ModFather’, por ter sido um dos responsáveis pelo ressurgimento do estilo Mod, já utilizado antes por bandas como The Kinks, The Who e Small Faces. Mod é a abreviação de ‘Modernist’ e denominava um movimento jovem na Inglaterra das décadas de 50 e 60, caracterizado por jovens fãs de Jazz e Rhythm and Blues que se vestiam com modernos ternos italianos e andavam em motos do tipo ‘scooters’, ou lambretas, como eram chamadas por aqui. Apesar de bandas de Rock’n’Roll terem adotado o estilo, chegou a existir rivalidade entre Mod’s e Rocker’s, no entanto com o tempo ambos os estilos se fundiram, pois na origem tinham muito em comum. No Brasil o principal grupo a evocar o estilo Mod e citar as bandas pioneiras e principalmente The Jam como influência foi o Ira!, que surgiu por aqui logo após o grupo de Paul Weller lançar seu primeiro álbum, em 77. Pode-se dizer assim que Nasi e companhia fizeram parte do chamado ‘Mod Revival’.

 

 

 

 

 

Já ontem, 24/05, foi aniversário de um cara que para mim é difícil falar. A obra de Bob Dylan é tão importante e tanto já foi dito sobre ele que me sinto pouco preparado para esta tarefa. Confesso que tenho dificuldade em escrever sobre meus grandes ídolos, porque tenho a impressão de que, por mais que me esforce, não vou conseguir passar toda minha admiração. A não ser que escreva um livro, hehehe... Ainda que outro dia eu tenha falado de Raul de maneira informal, talvez seja esta a saída para também falar de Dylan sem soar repetitivo...

Fato é que ontem senhor Robert Allen Zimmerman completou 67 anos de genialidade! Salve Mestre!

 

postado às 00:34 por Rodrigo Branco

23/05/2008

Rock'n'Roll, boys and girls!

23/05/1934 - Nasce em New York, EUA, Robert Moog, cujo sobrenome entraria para a história do Rock'n'Roll e da música ao batizar sua grande invenção, o sintetizador (também chamado de órgão, ou apenas teclado) MOOG.
O som do MOOG ajudou a revolucionar o Rock no final dos anos 60, tendo se tornado característica comum aos grupos das décadas de 60/70. Discos como Abbey Road, dos Beatles, músicas como Lucky Man, do Emerson, Lake & Palmer (com um belo solo de MOOG) e trilhas sonoras clássicas, como do filme Laranja Mecânica, usaram e abusaram deste tipo de sonoridade.
Robert Moog faleceu aos 71 anos, em 2005, vítima de um tumor cerebral.

 

Já ontem, dia 22/05, foi aniversário do Sr. Stephen Patrick Morrissey, mais conhecido como o vocalista do The Smiths, na década de 80. Hoje aos 49 anos Morrissey conrtinua atuando em sua carreira solo, desde o fim do grupo que marcou época, em 87. Apesar de uns quilinhos extras, 20 anos depois, Morrissey continua com seu velho estilão Elvis Presley/James Dean de ser.

postado às 13:14 por Rodrigo Branco

20/05/2008

Queensrÿche - Carisma e competência

Quando você ouve a palavra Seattle, qual a primeira banda lhe vêm à cabeça? Nirvana? Pois é, além deles quem mais? Pearl Jam, Soundgarden, Alice in Chains?

É verdade, não se pode negar que foi o chamado ‘movimento’ Grunge que colocou Seattle definitivamente no cenário Rock. No entanto a capital do estado de Washington, ao norte dos EUA, merece ser lembrada por contribuições ainda mais importantes ao Rock’n’Roll.

Muitos não sabem, mas foi esta cidade que viu nascer um dos maiores gênios da música, o expoente máximo da guitarra, James Marshall Hendrix, nascido Johnny Allen Hendrix, mais conhecido apenas como Jimi. Seattle ainda deu ao mundo o clássico Heart, que depois migraria para o vizinho Canadá, e finalmente um dos pais do Heavy Metal melódico e do Prog Metal, o Queensrÿche.

Na última sexta-feira no Credicard Hall o vocalista e fundador da banda, Geoff Tate, fez questão de lembrar sua origem, como o clima chuvoso que lhe valeu o apelido de Rain City, além do apelido Jet City (devido a influência da Boeing), o que serviu de pretexto para a banda executar Jet City Woman, faixa do álbum Empire, de 1990, um dos mais importantes do grupo.

Bastante falante, Tate interagiu com a platéia durante todo o show, sempre falando muito mais do que estamos habituados em shows de Rock. Dono de uma belíssima voz grave, distribuiu simpatia enquanto poupava o gogó para mais uma canção que lhe exigia alcançar as mais altas notas, coisa que faz com perfeição. Em alguns momentos usou efeitos na voz e interpretou falas assustadoras em tons cavernosos.

A banda por sua vez demonstrou grande capacidade técnica, executando clássicos com competência. The Lady Wore Back, Eyes of a Stranger, Breaking the Silence, Best I Can, Empire, a rara Last Time in Paris, NM156, além de outras mais recentes. Faixas dos álbuns Queensrÿche, Warning, Operation Mindcrime I (1988) e II (2006). Teve espaço ainda para levantar o público com Neon Knights, clássico da fase Dio do Black Sabbath, incluído no álbum de covers lançado pela banda no ano passado.

Em 27 anos de estrada, Geoff Tate, ao lado do guitarrista Chris Degarmo (atualmente fora do grupo), ajudaram a criar o chamado Heavy Metal melódico e o Prog Metal. Grandes bandas como Helloween, Dream Theater e Angra já citaram o Queensrÿche como referência, afinal eles foram pioneiros na criação de música pesada porém melodiosa e extremamente bem executada.

Esta influência é ainda maior nos vocalistas que citam Geoff como grande influência, do lendário Michael Kiske a André Matos. Aliás, vendo Tate no palco é impossível não lembrar do ex-Víper, Angra e Shaaman, (atualmente em carreira solo), desde os timbres vocais, ao vestuário e postura de palco.

No show um momento curioso, ao final da tradicional parada antes do ‘bis’, um dos guitarristas voltou ao palco com uma típica guitarrinha daquelas usadas por músicos baianos e executou um trecho do clássico chorinho ‘Brasileirinho’. Teve gente pensando que era uma canja do Armandinho, hehehe... Mas valeu o esforço do rapaz. Além disto o tradicional ‘oubrigadoo’ em ‘portinglês’ e uma bandeira brasileira desfraldada por toda a banda ao final da apresentação, logo após a esperada balada Silent Lucidity que encerrou o espetáculo com direito a ‘playbacks’ das partes faladas da música, incluindo a voz feminina, tal qual ouvimos no rádio. Um show irrepreensível.

www.queensryche.com


Best I Can - Ao vivo em São Paulo - 16/05/2008

http://br.youtube.com/watch?v=VuBobiox0KI

postado às 01:02 por Rodrigo Branco

KISS FM - DEPOIS DE UM ROCK SEMPRE VEM OUTRO ROCK
SÃO PAULO 102,1 MHz - CAMPINAS 107,9 MHz - BRASÍLIA 94,1 MHz
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