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Blog Alexandre Gomes

08/02/2010

Que País é Esse?

A impunidade no Brasil é como uma doença crônica, sem cura e até mesmo sem vacina. Sei que é um assunto muito debatido em protestos, porém nunca resolvida. Muitos fazem crítica a este erro inaceitável do poder público, mas parece que estamos longe de alcançarmos o direito de vermos punidos aqueles que assolam a sociedade.

A Human Rights Watch, uma organização de defesa dos direitos humanos, criticou duramente os atos impunes na justiça brasileira. Segundo a ONG, os abusos aos direitos humanos no Brasil são significativos, pois no país há muita impunidade e há ainda a falta de acesso à Justiça. Afirmou ainda que os policiais são muito corruptos e que as condições das prisões brasileiras são muito ruins. Primeiro, discordo que os policiais são corruptos.

Não se pode julgar a corporação por uma dúzia de má policiais. Segundo, prisões são chamadas de “penitenciárias”. Isto é, para ser penitenciado, cumprir penitencia ou para ser mais claro, ser punido. O marginal não esta em colônia de férias! O que me deixa indignado é a defesa quase que paternal das pessoas que se dizem a favor dos direitos humanos. E o direto à vida das vítimas desses marginais?

Estou escrevendo tudo isso porque ontem perdi mais ainda minha fé nessa instituição. Perdi a fé nas leis que regem esse país. Perdi a fé nos homens que governam essa nação. Assistindo o telejornal, vi que a luta de uma mãe, pobre, analfabeta e catadora de papel e latinhas nas ruas de Recife no estado de Pernambuco para sustentar a família, foi em vão.

Maria Luiza do Nascimento, comemorou muito quando soube que seu filho, Alcides do Nascimento Lins, havia passado em Biomedicina na Universidade Federal de Pernambuco em 2007. Algo que foi documentado com matérias em vários telejornais e orgulho pela forma de inclusão social. Alcides se tornou “garoto propaganda” do governo pernambucano e seu rosto ficou conhecido em outdoors espalhados pela cidade.

Acontece que no último sábado (6), o jovem estudante, que se formaria esse ano, foi morto com dois tiros na cabeça. Os marginais estavam procurando um outro individuo, como não encontraram, para não perder a “viagem”, resolveram executar Lins por puro prazer. E sabe o que é mais doloroso? Não vão achar os criminosos, não estão nem ai para quem era Lins ou para quem é Dona Maria Luiza. Cairá no esquecimento e se tornará estatística da criminalidade.

O caso é que a Justiça brasileira é cega até demais! Cega, surda, muda e acima de tudo, burra ! Parece que ninguém é punido. As prisões vivem lotadas e quem comanda dentro das cadeias são os bandidos. Trabalhadores, que lutam sol a sol, dia a dia, não tem condições de ter um aparelho de celular porque sua prioridade é colocar comida na mesa e vestir suas crianças.

Os governantes deveriam olhar para baixo já que esse ano é eleitoral. Chegou mais uma oportunidade de dizer “BASTA”. Chegou nossa hora de dar o troco e mostrar de quem é esse país. Não votem naqueles que não cumpriram suas promessas, não votem em quem tem acima de dois mandatos e não fizeram absolutamente nada e acima de tudo, não votem naqueles que tem pendências com a justiça. Não elejam criminosos. Vamos fazer a faxina de cima para baixo!

Fica aqui minha indignação à morte de Alcides do Nascimento Lins. Brasileiro, batalhador, guerreiro e acima de tudo... gente! Mas que cairá no esquecimento em poucas semanas.

 

 

postado às 13:30 por Alexandre Gomes

25/01/2010

A Mulher Perfeita

Como muitos homens – e acredito que as mulheres também façam isto uma vez na vida – peguei-me pensando, alguns dias atrás, em como seria a mulher perfeita…

Não aquela Angelina Jolie, que não conhecemos e que todos queremos comer, mas a companheira ideal, lembra? Aquela pra se conviver por uma vida ou mais… será que existe? Claro que todos fazemos das nossas experiências anteriores a base para a nossa mulher perfeita – cada um com a sua, pois a minha não divido com ninguém.

A cada namorada, a cada mulher que conhecemos levamos algo conosco, senão algo que gostamos, pelo menos temos a certeza do que não queremos para nós; e isso é muito mais importante.

Companheiras todas são, cada uma à sua maneira… Então o que faria de uma mulher “comum” a minha perfeita? Sim...pele branquinha; nem muito gorda, nem muito magra; deveria ser baixinha – não tem como eu, de 1,65m querer uma mulher de 1,90m do meu lado… peito e bunda, se não fosse pedir demais – mas nunca é demais por ser perfeita… boca de veludo, um perfume que embriaga e olhos que transmitem confiança… e seneridade. Não precisa saber escutar, porque eu não falo muito, mas precisa ter idéia do que eu estou falando; concordar e discordar é o de menos, mas tem que ter idéias próprias, opinião… isso me faria acreditar que ela me escolheu por algum motivo – lógico ou ilógico. É… inteligência faz parte da minha mulher perfeita; mas não apareça uma intelectualóide, devoradora de livros, que saiba e só saiba falar de Gabriel Garcia Marquez, que tenha lido Marx em três diferentes línguas, das mostras de cinema francês que já vira, ou das obras de Renoir, Picasso e Rembrandt. Prefiro uma que saiba apenas diferenciar um quadro de Picasso de uma escultura de Michelangelo, aquela que quase implora para eu acompanhá-la a uma comédia romântica no cinema, pra ficar de mãos dadas com ela e achar aquilo, como diria uma amiga… fofo. Sim, uma que saiba indicar Madagascar, Deu a Louca na Chapeuzinho, Shrek ou Nemo, porque são engraçados e, ao mesmo tempo, são inteligentes, sem cair no ‘boring’ das películas francesas. Ela me chama para assistir O Poderoso Chefão à noite, e não acabamos de assistir, pois o clima esquenta quando Marlon Brando é baleado.

A mulher perfeita é aquela que curte festas, gosta de ir acompanhada e se diverte assim; quer liberdade para dançar, mas dança só para mim… todos olham admirados para o jeito desinibido dela dançar e ela não liga, pois geralmente está de olhos fechados ou encarando os meus; não tem medo das críticas alheias, pois sabe que só criticam aqueles que têm inveja e não podem fazer igual. Ela gosta de música eletrônica, se requebra como louca com qualquer bate-estaca mas, em casa, prefere ouvir minha interpretação de Julio Iglesias aos sussurros em seu ouvido. É aquela que pode não entender, mas respeita minhas amizades e compreende a vontade de sair apenas com eles de vez em quando; ela não exige, mas tem e aproveita o direito de sair sozinha também; e eu sempre me preocupo, pois assim como eu a encontrei, numa festa, ela pode encontrar outro; e toda vez que ela volta para mim no fim da noite, eu me sinto melhor.

Ela gosta de vinho branco doce alemão, a despeito do que diz qualquer sommelier… toma champagne italiana em taça de metal, comprada em uma feira de garagem de uma igreja por R$3,00, U$2,00 ou £1,00 É a que brinda olhando nos meus olhos, enxergando minha alma e sabendo, mesmo sem eu dizer, que meu amor por ela não tem fim, pois meus olhos dizem essas coisas. Ela é independente, mas precisa de carinho; é aquela que gosta de ter o próprio espaço mas, mesmo brigados, dormimos abraçados, de conchinha ou com a cabeça no meu peito; e eu não canso de afagar os seus cabelos, mesmo que ela esteja dormindo há mais de meia hora; ela não tem medo do hálito matutino, sabe que a amo e não é o gosto de guarda-chuva que vai atrapalhar um beijo de bom-dia…

A mulher perfeita tem uma árvore… aquela velha árvore da rua, que tem flores grandes e brancas e toda vez que ela sai de casa, tem que passar ao lado e tocar o tronco, como quem pede uma benção. Ela tem um amor grande pela natureza, entende os animais e o sofrimento nas marcas das plantas… e, sem parecer piegas, se compadece disso. Eu penso até que ela entende melhor os animais que a mim, mas isso não me importa pois os animais vão até ela e ela vem até mim. Não se dá bem com a tecnologia; tudo parece ter curtos-circuitos nas mãos dela; tem um celular de última geração para apenas tirar fotografias; e ela ama tirar fotos, mas não de aparecer nas mesmas.

Tem que gostar de esportes, entende muito mais que eu, mas não é fanática por isso; “Sair hoje? Mas hoje tem Barca x Manchester United na tv!”. Praticou duas ou três artes marciais quando menor, para aprender a se defender; pratica sua meditação enquanto eu tomo banho, ou mesmo na manhã que eu durmo até mais tarde. Alonga-se, deliciosamente, ao acordar e faz uma massagem incomparável para eu dormir. E, mesmo quando estou dormindo, ela me acorda, me seduz – e como ela sabe provocar – fazemos amor a noite toda e, na manhã seguinte, nossas energias estão renovadas, pois amor, com a mulher perfeita, não cansa, mas revigora, pois ela goza e sabe me fazer gozar.

Não fala “eu te amo” desde nosso primeiro beijo, pois não sentia isso naquela hora… sabe que uma paixão se transforma em amor com o tempo, mas que o amor nunca acaba, podendo se transformar em cumplicidade, em fraternidade… ela sabe que não se pode explicar o amor, que podemos apenas senti-lo dentro de nós… e esta falta de palavras não a deixa preocupada, pensando se eu a amo, adoro, é minha amiga ou irmã, pois tem certeza de que estes quatro sentimentos fazem parte do que eu sinto por ela.

Estranho falar da mulher perfeita… a cada pessoa que conhecemos subimos um degrau na escada da nossa perfeição; e continuamos, apesar de sabermos que esta escada ultrapassa o infinito, pois essa perfeição macroscópica, simplesmente, não existe… difícil falar de alguém que amamos e deixamos de lado por motivos imperfeitos.

Texto : Maurício Eder ( Não sei quem é, mas o texto é bom)

 

postado às 11:47 por Alexandre Gomes

10/01/2010

Minhas Promessas para 2010

Mais um ano começa e é tempo de renovar as promessas feitas para nós mesmos e não cumprimos. “Esse sera diferente!” - É a frase usada por estes dias, pelos menos nos trinta primeiros dias. Faz-se prognósticos, promessas e claro que também entro no clima. Hoje parei pra pensar o que devo incluir e excluir da minha rotina, tanto que organizei uma lista do que entra e o que sai. Bora lá!

Vou cuidar mais do corpo e da mente. Musculação e natação estão dentro, sem esquecer os livros que estão empilhados na mesinha do quarto esperando a minha atenção. Quero mais tempo para o ócio, tempo para não fazer absolutamente nada. Quero ter mais paciência - prometo não me irritar com o trânsito de São Paulo as 18h das Marginais (Tietê e Pinheiros)... não tem valido a pena.

Vou dirigir menos e caminhar mais. Adoro viajar! Quero poder fazer a passeio, porque a trabalho já faço isso constantemente. O foda dessas viagens à trabalho é que nunca conheço nada! Continuarei dedicado ao meu trabalho de comunicador, isso entra! Mas quero trabalhar menos. Não vou permitir que ele me roube certos tempos, como tem acontecido. Deixei de ver pessoas maravilhosas por conta do corre-corre dos “freelas” que rolam foram da rádio...isso sai!

Escrever mais e buscar melhorar nas coisas que escrevo. Sei, sei...ninguém é perfeito, mas já cometi cada erro (tanto de “analize” quanto de português). Vou buscar me aperfeiçoar...isso entra.

Tentar ganhar algum pudor. Confesso que tenho a boca suja pra caramba e falo o que acho sem nenhum “filtro”. Tentar me comportar... isso entra. Outra coisinha que tem obrigação de entrar nessa lista...abandonar preconceitos – alguns ainda insistem me acompanhar.

Tatuagem. Eu quero mais uma e aumentar a que tenho no braço...isso entra

Descomplicar. Curtir mais minha casa e a minha família. Apreciar a lua. Ela é sempre inspiradora. Outro dia viajando (olha ai a viagem viu?) de ônibus para Jaú (interior de SP) a noite, fui um bom tempo pensando na vida e olhando aquele céu maravilhoso, estrelado e com uma lua cheia, maravilhosa reinando absoluta na madrugada.

Ter menos pressa. Desacelerar. Aprender a dançar, aprender a cantar e com certeza, aprender a tocar violão...puts, como gosto do som do violão! Deliciar-me com as minhas músicas preferidas. Mudar o visual...isso também entra...oras, porque não?

Concluir aquele projeto. Qual? Os que estiverem pendentes. Conviver mais com os amigos. Quero ir em um luau... nunca fui! Aproveitar o que São Paulo tem de bom. Surpreender-me. Resignar-me com o que não tem mais jeito... isso estão dentro!

Modificar o que me deixa indignado. Aguçar minha sensibilidade. Curtir os afetos. Passar mais tempo com meus dois sobrinhos que amo muito. Fugir dos rancores. Também quero inovar. Terminar a faculdade de jornalismo e fazer aquele curso que vai me dar prazer... também estão dentro da lista.

Ir mais ao cinema e assistir boas peças teatrais. Assistir, novamente, e tantas vezes quantas forem possíveis, “Trair e coçar é só começar”... sai da sala leve de tanto rir...

Hum...acho que já está de bom tamanho. São promessas. Eles servem para transmitir segurança. Mas não tenho nenhuma certeza sobre o cumprimento delas, pelo menos de todas. Não há problema. Isso não assusta. No final de 2010, volto a prometer.

 

postado às 09:28 por Alexandre Gomes

21/12/2009

Outro Natal

Mais um Natal se aproxima. Esse ano, aqui no blog da Kiss, já escrevi sobre vários assuntos e todos ligados a reflexão. Tentando de alguma forma fazer o leitor parar para olhar em sua volta.

De coração, não sei se atingi o objetivo, mas acredite que sempre tive essa intenção. Mais um ano que passamos juntos. Eu aqui, do lado de cá do rádio e você ai, paciente, ouvindo e batalhando para fazermos um dia melhor que o outro.Queria escrever algo bacana sobre essa data para fecharmos esse ano de 2009 em clima de festa. Mas não da.

Primeiro porque não se tem muito mais o que dizer. Há mais de dois mil anos que tentam dizer, mas homem nenhum ouve...

Só sei que estou cansado daquele ritual básico natalino; peru, farofa com frutas, maionese com frutas, molhos com frutas, saladas com frutas. Me pergunto... quem foi o fdp que começou com essa história de frutas em tudo quanto é coisa ?

 

Sem esquecer do cansaço de andar mil quilômetros atrás de presentes pra todos: parentes, amigos, amigo secreto (de tão secreto nunca nos falamos), é uma montanha de gente.

E para piorar, todos que conheço fazem aniversário em dezembro! É dose! Haja grana e a tal da ‘lembrancinha’ vai tomando corpo...

As lojas, com suas ofertas descaradas, levam muita gente a trocar seu celular, sua geladeira, sua televisão, seu pc, seu carro... Tudo no Natal, quando nossa sensibilidade fica à flor da pele. Como não presentear se o apelo comercial, se o marketing de vendas está funcionando com todas as baterias ligadas? Como não presentear se a tradicional canção de Natal mexe com toda a nossa estrutura emocional? A gente quer dar o mundo a todos. No Natal somos só ‘emoção’.

Quando era criança adorava montar a árvore de Natal e hoje não tenho paciência. Poderia ser mais simples, menos trabalhoso.

As pessoas ficam tão ligadas com os festejos que se esquecem do lado humano. Vendo TV outro dia, , perguntaram a um menino de 6 anos em Porto Alegre, que presente ele pediria ao Papai Noel.
- Não quero presente, só quero que as águas baixem.

A criança com água pela cintura, sem casa e o repórter, sem nenhuma sensibilidade, faz uma pergunta tão sem sentido.


É difícil assumir o que pensamos. Ainda mais quando 99% da população esta nessa vibração natalina. Talvez sinta nesse momento que estou esquecendo minha infância, velhos sonhos de criança, ilusões de um mundo melhor, os Natais de minha família. O sentido do Natal dura o tempo suficiente do peru ser devorado. No dia 26 de dezembro tudo volta ao normal. E no dia 2 de janeiro...tudo igual. Acho que também estou esgotado de tudo isso, dessa ilusão.


E o nosso papai-noel, todo encasacado, morrendo de calor, no dia 26 sai voando! E nós ficamos com as calças na mão, endividados, esperançosos e tentando acreditar que aquele ano sim, tudo sera diferente. Sei que o sentido do Natal não é esse que descrevo, mas na prática é.


Talvez o que me emocione, ainda, seja o ‘Natal Luz’ de Gramado e o ‘Sonho de Natal, em Canela, onde a festa é um show de emoção, com orquestras, tenores, danças... Uma emoção que não arranca nosso couro. Que alegra os olhos e bate no coração. Nessas festas coletivas, sinto que emana o que o ser humano tem de mais nobre; a arte pura que cada um traz dentro de si.

 

Mesmo depois de tudo isso, lhe desejo um Feliz Natal (de coração) e que 2010 seja o principio de suas realizações!

 

postado às 13:16 por Alexandre Gomes

28/11/2009

Mais uma dose, é claro que estou afim!

Outro dia, preso no trânsito louco de São Paulo, me peguei pensando em cada detalhe de minha vida. Nossa! Quantas coisas passou pela minha cabeça. Momentos tristes, solitários  e amargos . Perdas incontáveis. E isso quer dizer perdas de todos os sentidos. Amigos, parentes, irmão... Trabalhos que apostei que dariam certo e mergulhei de cabeça até descobrir que meu perfil não era o que o contratante queria. Foda isso! Mas faz parte desses momentos tristes e de aprendizado de nossas vidas.

 

Mas a vida é tão maior que isso, tão deliciosa, mágica e rápida, como um cometa passando na velocidade da luz... É brilhante, iluminada que se você dedicar um momento apenas para apreciar o quanto é valiosa, entra em êxtase profundo, desejado, marcante e inesquecível. Claro que para cada pessoa tem um sabor diferente, cada um determina seu sabor e no final, dependendo do tempero acrescentado será o melhor prato já experimentado.

 

Falei certa vez  que o amor tem sabor. E tem mesmo! Só quem experimentou isso sabe do que estou falando. Um sabor diferenciado, exala um perfume pelos poros ao ponto de sentirmos nas narinas.

Sabe aquele sabor especial que em algum lugar do mundo você conseguiu sentir e jamais esqueceu? Sei lá, quem sabe aquele beijo desejado e roubado, aquele abraço apertado de quem você almejava receber, aquele pôr do sol que te encantou, aquela água depois de muitas horas sem beber que você enfim tomou, aquele banho beeem gelado em um dia ensolarado, aqueles quilinhos que perdeu ou o presente que você queria muito e ganhou quando menos esperou. Percebeu onde esta a magia da vida?

 

Observe a vida, observe as pessoas. Aprenderá muito pela janela do carro por exemplo. Preso no trânsito e observando a janela dos prédios, os clientes nas lojas, as pessoas no ponto esperando o ônibus e é ai que nos damos conta do quão é engraçado o fato de que em um minuto muitas vidas estão fazendo coisas diferentes em lugares diferentes e talvez em uma mesma situação. É a vida pulsante.

 

Sabe, é triste ver pessoas se perguntando: Por que estou aqui? De onde vim, e pra onde vou? Existe vida após a morte? Por que eu sofro tanto? Por que me falta isso ou aquilo? Eu já fui uma dessas pessoas, já tive minhas crises existenciais e sei bem como é isso. E assumo.. é foda!  A decepção é culpa dos nossos sonhos! Verdade! Esperamos muito de nós, dos outros, do destino e quando a expectativa não é correspondida sofremos muito com a amarga insatisfação.

 

Outra coisa. Vale ter um amor para derramar suas lágrimas do que jamais ter amado, vale mais arriscar do que jamais ter tentado, é melhor fazer lágrimas do que jamais ter amado. Faça o que lhe da na telha! Quebrou a cara com alguém? Bola para frente! Saiba que aquela pessoa esta em outra vibração, tocando a vida e vivendo novos amores enquanto você esta ai, arrastando correntes.

 

Viva a sua história por mais obstáculos que tenha. Ela é um presente seu, é sua e não há nada comparável. Tome a vida até o último gole, mesmo que seja amargo. Beba em grandes doses como se fosse uma bebida predileta. Faça a sua história valer à pena, ainda que não tenha recursos para ostentar porque todos os dias nossas vidas vão escapando aos poucos entre os dedos, como grão de areia... e isso acontece toda hora, todo minuto, todo segundo... o tempo todo. Por tanto, guarde cada minuto, cada sensação, congele as cenas felizes para relembrar a vida quando chegar as armadilhas do tempo. Pule, grite, dance... siga a trilha sonora da sua vida e embale conforme a música, mas faça a sua coreografia e respeite os ensinamentos que o mundo lhe aplica.... e tire proveito de cada situação.

 

 

postado às 16:14 por Alexandre Gomes

19/11/2009

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...

Se insistirmos em permanecer
 nela mais do que o tempo
necessário, perdemos a alegria e o
sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas,
 terminando capítulos. Não importa o nome que
damos, o que importa é deixar no passado os momentos
da vida que já se acabaram.

Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?

Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu...

Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.

Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.

As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...

Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.

Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.

Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se. Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.

Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais. Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal". Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!

Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.

Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante. Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.

Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és...

E lembra-te:

Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão"

Fernando Pessoa

 

 

postado às 11:55 por Alexandre Gomes

11/11/2009

Há Luz no Escuro

Recebi uma crônica maravilhosa que faço questão de postar aqui. São textos assim que nos revelam detalhes, secredos escondidos em olhares perdidos do nosso dia-a-dia. Obrigado Karen por compartilhar com a gente esses momentos únicos de nossas vidas.

 

No apagão da última terça-feira, dia 10 de novembro, eu pensei em como a energia elétrica atrelada às tecnologias de comunicações e entretenimento separam as pessoas. Isso mesmo, separam. Veja você que eu mesma não me lembrava da última vez que jantei na companhia dos meus pais à mesa, não me lembro sequer da última vez que havíamos parado os 4 – meus pais e meu irmão mais novo -, para termos uma conversa juntos.

A tecnologia faz com que uma pessoa não fique incomunicável com outra, sim, isso não há como negar. Mas pela comodidade de se pegar o telefone e ligar para alguém para atualizar a conversa, saber como foi o dia de fulano ou daquele outro, muitas vezes deixamos de ir visitá-lo. Afinal, o dia de uma pessoa profissionalmente ativa é muito cansativo. Não trata-se apenas de trabalhar, mas de enfrentar no mínimo 2 horas, muitas vezes 4, para ir e voltar do trabalho todos os dias. Percurso esse em que estamos sujeitos a acidentes, assaltos, se não vividos, presenciados, e stress, muito stress. Chegar em casa e pensar em sair novamente para visitar um amigo ou parente, tem sido uma rotina cada vez menos presente na vida das pessoas.

A internet, ainda mais que o telefone, coloca as pessoas em contato umas com as outras. Lá, não apenas a voz da pessoa, mas também a imagem, estática ou transmitida por meio de cameras online, estão disponíveis para que qualquer mortal tenha acesso de casa ou de um estabelecimento lan house. Jovens passam 2, as vezes 3 anos em intercâmbio fora do país para então visitar os pais uma vez nas férias. A saudade agora é amenizada pelos recursos que a tecnologia traz ao nosso dia-a-dia. Parentes, tios, mães, irmãos e filhos separados por estados, marcam encontros e desdobram conversas não na sala de suas casas, mas em chats, "salas" de bate-papo on line. É incrível o que podemos fazer hoje em dia sem termos que nos esforçar muito.

A falta de energia elétrica da última noite, colocou meu irmão de 19 anos e eu, com 26 anos de idade, deitados na mesma cama que nossos pais (iluminados apenas pela luz da lua que entrava pela janela e a luz das velas acesas), conversando sobre os mais variados assuntos por duas horas inteiras. Eu nunca havia, nem de longe, me colocado em uma cena familiar assim. Nem em pensamento. Foi muito divertido! Percebi que moro com meus pais há mais de 25 anos e não os conheço direito. Sentamos na mesma sala todas as noites, assistimos aos mesmos programas sempre, mas a TV a nossa frente nos entretem. Não precisamos conversar. Ela nos entretem ao mesmo tempo em que nos separa. Estamos todos juntos, ali, no mesmo ambiente, porém separados por uma força maior.

A tecnologia une as pessoas, mas o faz a distâncias cada vez maiores.

(Karen Silveira)

 

postado às 15:11 por Alexandre Gomes

11/10/2009

Basta de passeata!

O mundo vive com medo e apreensivo. Ir à escola, faculdade, trabalho e até mesmo namorar tornou-se uma incógnita. Em algumas metrópoles uma aventura digna de qualquer filme de ação hollywoodiano. Em outras, uma epopéia. No Rio de Janeiro e São Paulo, suspense.
Emoções é o que não faltam. Sirenes, correrias de policiais e marginais e claro, bala zunindo para todo quanto é lado. Alguns chamam de bala perdida. Eu a chamo de bala “encontrada”.
Não da mais para ficar alheio a tudo e dar de ombros. Não adianta mais grades nas janelas e o nosso toque de recolher. Sim! Nós, pessoas comuns, temos horário para nos enfiarmos em casa e amedrontados rezando para que nenhum delinqüente – mesmo “de menor” – invada nossos lares e faça barbaridades com as pessoas que amamos.
Nesses últimos anos, os noticiários tornaram-se mais desumanos. Nas TVs pipocaram programas policiais mostrando os detalhes de cada crime cometido. Contamos aterrorizadas, as vítimas nos trens de Madri, inocentes em Beslan e a insensatez em Bagdá. São Paulo parou com os ataques do PCC e ainda nos damos o privilegio de chorar os mortos no Líbano. No Rio de Janeiro a atrocidade tomou forma e virou novela nos telejornais quando o menino João Helio foi arrastado pelas ruas da capital fluminense. E mesmo depois de tanto tempo, continuamos contabilizando nomes de vitimas de guerra civil não declarada.
Até quando vamos aceitar passivamente esse massacre de pessoas do bem? Para alguns utópicos, basta vestir camiseta branca, algumas faixas escrito “BASTA!” que tudo ira se resolver.
Odeio passeata! Odeio flores colocadas em praias! Odeio pessoas fazendo a figura de uma pomba com as mãos! Odeio ver uma multidão soltando balões vermelhos simbolizando os mortos! Odeio ver o quanto estão fazendo de idiota uma sociedade inteira.
ONG’s bancadas pelo governo - veja até que ponto chegamos - deveriam ter um papel melhor na sociedade ao invés de usar a paz como fachada. Tem a obrigação de conscientizar cada cidadão a votar decentemente.
Chega de enganar o ser humano fazendo acreditar que parar o trânsito da Avenida Paulista aqui em São Paulo ou Avenida Brasil no Rio de Janeiro, irão sensibilizar nossos governantes e assim, forçarão a todos a sentarem apressados em torno da constituição para mudar regras e leis. Engano!
Há alguns anos, vemos na mídia a afirmação de que “o desarmamento diminui a violência”. Trata-se de um embuste, de uma expressão de pau, empurrada goela abaixo em toda a população brasileira que redundou na aprovação de uma criminosa e ineficiente Lei federal, que restringe ao máximo o uso de arma de fogo. Criminosa, porque expõe as pessoas de bem, desarmadas, à sanha dos bandidos. Ineficiente, porque não consegue desarmar os bandidos, pelo contrário, incentiva-os ao crime, por não haver, teoricamente, resistência da população que não pode mais se defender com uma arma na mão, nem dentro de casa. Não é a arma de fogo, em si, que mata alguém. É o ser humano, que tanto pode matar com uma pistola, uma faca, um porrete, com qualquer coisa que tiver às mãos, inclusive estrangular alguém com os próprios dedos.
Em 1990, a cidade de Nova York nos Estados Unidos, tinha um dos índices de criminalidade mais alto de todos os estados americanos. A população mudou o modo de votar e passou a eleger políticos com características semelhantes, com propostas de segurança semelhantes e assim foi criado o “tolerância zero”. Em pouco menos de 10 anos, Nova York se tornou a cidade mais segura de toda a América do Norte. Perceberam? Não foram passeatas e muito menos flores nas areias de uma praia famosa que mudou o quadro da criminalidade. E sim, a participação de todos para o único objetivo. Reduzir a criminalidade

 

postado às 10:29 por Alexandre Gomes

11/10/2009

Amordaçados

Exitem coisas que só valem uma vez. A segunda, geralmente é decepcionante. Filmes por exemplo. As continuações são frustrantes. É justamente isso o que aconteceu na Praça da Sé, na Catedral de São Paulo, no dia 23 de outubro, um domingo cinzento e chuvoso, no ato de homenagem aos 30 anos do assassinato de Vladimir Herzog por agentes da ditadura de 64 e pela paz. Para quem já leu a história de Herzog, conhece o cenário naquela sexta-feira, 31 de outubro 1978. São Paulo estava inquieta e cheia de disse-me-disse e ameaças. Falava-se do ato público na Catedral meio que no boca-a-boca, sobre uma possível invasão policial da praça para impedir e prender todos que estivessem no local. Mesmo assim, com a cidade sitiada, muita gente foi a Praça - 8 mil pessoas, segundo vários livros. Existe uma frase popular - e verdadeira - muito conhecida, "a história quando se repete é como farsa". Essa foi a sensação de muitos que participaram do primeiro movimento e que compareceram na Praça trinta anos depois. Políticos de tudo quanto é legenda - PT, PMDB, RDB, CDB - e por ai vai. Aproveitadores usando um ato histórico de grande importância para nossa sociedade para bancar de bom moço com intenções no pleito municipal. Mas a entrega do prêmio foi bem diferente. Noite de primavera paulistana. Céu limpo, temperatura amena e um leve sopro de vento. Esse é o cenário que testemunha mais uma entrega do prêmio Vladimir Herzog no teatro da PUC – TUCA. Cheguei em cima da hora para pegar os jornalistas de nome e renome para uma entrevista. Não seria a primeira, mas sim uma das mais importantes entrevista até o momento na minha carreira estudantil.

 

Na entrada do TUCA encontrei o jornalista Ricardo Kotsho. Paulista de 60 anos, quarenta deles dedicado ao jornalismo. Dono de um estilo inconfundível e mestre na arte maior da sua profissão — a reportagem. Em suas andanças como jornalista, Kotscho viajou o país todo, sempre ajudando a contar a história recente do Brasil. No nordeste cobriu o desastre aéreo que matou o ex-presidente Castello Branco, em 1967. Na capital paulista, cobriu o traumático incêndio do edifício Andraus, em 1972. Já no planalto, investigou as mordomias de que gozavam superfuncionários, na série de matérias que o projetou como jornalista, em 1976, e lhe rendeu o primeiro prêmio Esso – Kotsho possui três desses. Sua participação ativa na campanha das Diretas, em 1984 também não poderia deixar de ser lembrada. Sempre atuante, Ricardo Kotscho foi um dos indicados ao prêmio Vladimir Herzog. Numa conversa descontraída, falou que não esperava receber a indicação muito menos o prêmio. “É legal porque não é um prêmio que você se inscreve” declara o jornalista. “Parece que ganhou na loteria sem ter comprado o bilhete, sem ter jogado, entende?” conclui Koscho. O jornalista ainda completa dizendo que fica contente em saber que a votação do prêmio é feita pelos colegas de profissão e é isso que faz toda a diferença em receber algo assim. Com uma votação criteriosa onde mais de quinhentos jornalistas votam para decidir quem leva o cobiçado troféu, não pelo valor material, mas sim pelo valor simbólico que o emprega. Esse foi o 30° prêmio Vladimir Herzog. E de todos que Ricardo Koscho já presenciou, declara que não se lembrar das matérias, mas não esquece que foram em 1981 e 1983, edições onde o jornalista foi premiado. Exerceu a profissão no período mais negro da nossa história brasileira. Afirma que nunca foi ameaçado de morte por causa das suas idéias e matérias. “Não, nunca sofri ameaças. Eu sempre fui muito cagão, medroso e isso foi bom, porque me manteve longe dos conflitos diretos (risos)” declara o jornalista. Mesmo não recebendo ameaças, Koscho foi orientado a morar fora por um tempo. Foi para Alemanha depois de denunciar a morte de um operário. “Depois de escrever uma matéria denunciando a morte do líder operário Manuel Fiel Filho, alias, a morte dele era semelhante a do Herzog. Então, sai do Brasil por um tempo e continuei ajudando a denunciar os crimes aqui no país.” Afirma Ricardo. O movimento de pessoas entrando no TUCA era grande e lá dentro já iniciava a cerimônia ao som do Hino Nacional em ritmo de samba. Foram feitas homenagens aos jornalistas já falecidos, casos de Perseu Abramo e Lourenço Diaféria – este morto em setembro deste ano - antecedendo a entrega dos troféus aos premiados em nove categorias. Além do 30º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, o Sindicato também promoveu o 4º Prêmio Vladimir Herzog de Novos Talentos, voltado para estudantes de Jornalismo de São Paulo. Houve homenagem à família Teles pela vitória na ação que obriga o Estado a responsabilizar o comandante do DOI CODI de São Paulo entre 1970 e 1974, coronel reformado do Exército, Carlos Alberto Brilhante Ustra, pela série de torturas a que membros da família foram submetidos. Um momento marcante é a critica do Ministro Vanucchi sobre a posição da Advocacia Geral da União e colocou publicamente a sua posição a respeito da responsabilização dos crimes de tortura durante a ditadura militar. “Nosso Governo, por determinação do próprio presidente Lula, tem desenvolvido uma série de ações voltadas para o direito à memória e à verdade. E a manifestação jurídica da Advocacia Geral da União, sem desqualificar ou condenar sua atribuição que é defender a União, evidentemente produziu uma peça que tem uma manifestação de posições que são inaceitáveis para os direitos humanos, que colidem com a posição minha, com a posição do Ministério da Justiça, de vários outros ministérios.”, argumentou.“Vou levar ao presidente a idéia de que isso tem de ser superado, com a unificação de uma posição clara.” afirmou. “Quando a AGU tiver de fazer uma manifestação como essa, não pode adiantar pontos de vista, como dizer que a tortura é crime prescritivo, porque o Governo não tem posição sobre isso.”, concluiu o ministro. Outro momento de comoção foi a chegada de Clarice Herzog no teatro. Aplaudida desde a entrada até o momento que se sentou para assistir, mais uma vez, a homenagem a seu companheiro do passado. Atenta a tudo sempre calada, ficou difícil de decifrar o que se passava no pensamento daquela mulher depois de 30 anos de um crime covarde

 

postado às 10:24 por Alexandre Gomes

25/07/2009

São mudanças

  

Preconceitos! Sempre existiu e parece que sempre irão existir. É impressionante o que a ignorância, falta de informação e até mesmo cultura para não aceitar a diferença e a diversidade.

Como os pecados, eles dividem-se em capitais e veniais. Existem aqueles que dão cadeia e aqueles leves, chamados por quem os pratica de atitude, ponto de vista, opinião, jeito de pensar, cultura e tantos outros nomes.

Um deles é contra as escolas públicas. Me diz, quem é que por livre e espontânea vontade matricula o filho no ensino público? Isso hoje, porque bons anos atrás, grandes profissionais de hoje - médicos, advogados, engenheiros e etc - estudaram em escolas públicas. Mas atualmente é vergonhoso ser aluno de uma dessas instituições. Deixaram o sistema se degradar e o descaso e corrupção foram maiores que o interesse em manter a qualidade educacional.

Fumantes - quem aguenta? Até uma lei especifica para eles entrou em vigor no Estado de São Paulo. Isso nos dias de hoje, porque fumar já foi um charme. O cinema vendia o galã ou a mocinha como sex symbol com um cigarro entre os dedos. Mas nunca falaram que vários desse atores morreram de câncer, como David McLean, garoto propaganda da Marlboro.

Preconceitos são mutáveis. Aparecem e somem conforme o amadurecimento social. O exemplo disso é a cachaça!

Alguns anos atrás era bebida de pobre, bebum, pé de cana e por ai vai. Mas atualmente alguns restaurantes de granfinos servem como aperitivo. Inclusive existem eventos para degustação dessa típica bebida brasileira. Algumas custam muito mais do que qualquer garrafa de wisky de 12 anos.

Entramos um século cheio de mudanças de comportamento. Abriram espaços para os gays, moças solteiras não virgens não precisam mais esconder sua condição (pelo contrário, há o preconceito se for virgem após os 15 anos), negros ocupam cada vez mais cargos importantes e o respeito devidamente merecido.

São mudanças! Não importam se são positivas ou negativas. São simplesmente mudanças de uma sociedade em evolução.

Vejo isso como uma metáfora do sangue. Existem na mesma família tipos sanguíneos diferentes - A, B, AB e O. Essa é prova viva de Deus que a diversidade existe e nós, simples mortais, devemos somente respeita-la.

postado às 12:58 por Alexandre Gomes

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