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Ao vivo:

BLOG: Rodrigo Branco

Fechando Maio

01/06/2008 às 13:55:02

Amigos, praticamente não deu para atualizar o blog esta semana...

Hoje, 31/05 é data de nascimento do grande batera do Led, John Bonhan. Infelizmente ele se foi em 1980. John nasceu em 48, na Inglaterra, faleceu aos 32 anos, vítima de asfixia após vomitar dormindo, devido a grande ingestão de álcool porém sem outras drogas. Se estivesse vivo faria hoje 60 anos!


Outro que nasceu nesta data, em 44, foi o inglês Mick Ralphs, guitarrista e compositor do Mott The Hoople e do Bad Company. Ralphs que hoje completa 64 anos foi membro fundador de ambas as bandas, tornando-se um dos mais importantes guitarristas dos anos 70.

Também aniversaria hoje Scotti Hill, guitarrista fundador do Skid Row (o americano), completando 44 anos.

Já ontem, 30/05, foi a vez do guitarrista Tom Morello, do Rage Against The Machine e Audioslave. Também completou 44 anos.

Na quarta, 28, tivemos John Fogerty, o lendário vocalista do Creedence, completando 63. Ele que tá na estrada desde 1959!!! O CCR propriamente dito surgiu em 65, durou só até 72. Hoje John tá em carreira solo.


Na terça, 27, foi a vez da Susan Banet Bailon fazer 51. Se você nunca ouviu falar neste nome, experimente procurar por Siouxsie Sioux, mais conhecida como vocalista da banda Siouxsie and the Banshees.

Happy Birthday Folks!!!

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Happy Birthday!!

26/05/2008 às 00:34:25

Amigos, neste final de semana estive de folga, mas graças a famosa Lei de Murphy coincidiu de ser aniversário de caras que eu faço questão de lembrar... Então vamos a eles.

 

Hoje, 25/05, completa sessentão o dono de uma das mais belas vozes do Rock, senhor Klaus Meine, vocalista há quase 40 anos da grande banda Scorpions! Sim, quase 40! É muito, mas a maioria dos sites por aí cita a banda como tendo sido fundada em 65 e com Klaus já nos vocais, o que não é verdade. No início quem cantava era o guitarrista Rudolf Schencker. Este sim vinha atuando desde 65, mas foi só em 69 que adotou o nome Scorpions. Meine por sua vez entrou para a banda em 71, junto do irmão mais novo de Rudolf, Michael Schenker, um prodígio da guitarra aos 16 anos. Logo após esta reformulação sairia o primeiro álbum, Lonesome Crow, em 72. Antes Klaus havia passado por dois outros grupos, Copernicus e Mushroons, época em que vendia cortinas para sobreviver.

Klaus Meine, nascido em Hanover, Alemanha, canta desde os 9 anos de idade e é dono de um timbre inconfundível, o que conferiu característica única aos Scorpions. No entanto esta voz privilegiada por pouco não deixou saudades quando Klaus precisou de duas cirurgias nas cordas vocais para a retirada de calos, que o estavam fazendo perde-la. Após muito exercício de reabilitação, o resultado veio no maravilhoso álbum Blackout, de 82, onde Meine dá mais uma prova de seu poder vocal.

De lá para cá uma história de muito sucesso e diversas passagens bem sucedidas. Eu já pude vê-lo em ação com os espetaculares Scorpions em quatro oportunidades. Em breve teremos mais uma.

*Agradecimentos à Priscila Bleidorn, pelas informações!

 

 

Outro que nasceu nesta data, mas 10 anos depois, é o inglês John Willians Weller, que hoje se torna mais um cinquentão do Rock. Paul Weller, como ficou conhecido, foi responsável por bandas como The Jam (com sucessos como Town Called Mallice, That’s Entertainment, Beat Surrender) e Style Council, além de manter uma ativa carreira solo lançando álbuns inéditos até hoje. Weller é também conhecido como ‘The ModFather’, por ter sido um dos responsáveis pelo ressurgimento do estilo Mod, já utilizado antes por bandas como The Kinks, The Who e Small Faces. Mod é a abreviação de ‘Modernist’ e denominava um movimento jovem na Inglaterra das décadas de 50 e 60, caracterizado por jovens fãs de Jazz e Rhythm and Blues que se vestiam com modernos ternos italianos e andavam em motos do tipo ‘scooters’, ou lambretas, como eram chamadas por aqui. Apesar de bandas de Rock’n’Roll terem adotado o estilo, chegou a existir rivalidade entre Mod’s e Rocker’s, no entanto com o tempo ambos os estilos se fundiram, pois na origem tinham muito em comum. No Brasil o principal grupo a evocar o estilo Mod e citar as bandas pioneiras e principalmente The Jam como influência foi o Ira!, que surgiu por aqui logo após o grupo de Paul Weller lançar seu primeiro álbum, em 77. Pode-se dizer assim que Nasi e companhia fizeram parte do chamado ‘Mod Revival’.

 

 

 

 

 

Já ontem, 24/05, foi aniversário de um cara que para mim é difícil falar. A obra de Bob Dylan é tão importante e tanto já foi dito sobre ele que me sinto pouco preparado para esta tarefa. Confesso que tenho dificuldade em escrever sobre meus grandes ídolos, porque tenho a impressão de que, por mais que me esforce, não vou conseguir passar toda minha admiração. A não ser que escreva um livro, hehehe... Ainda que outro dia eu tenha falado de Raul de maneira informal, talvez seja esta a saída para também falar de Dylan sem soar repetitivo...

Fato é que ontem senhor Robert Allen Zimmerman completou 67 anos de genialidade! Salve Mestre!

 

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26/05

26/05/2008 às 21:43:22

Vários aniversariantes ilustres nesta segundona... Hoje tem festa para:

Stevie Nicks, americana, dona de uma das belas vozes do Fleetwood Mac, está completando 60 anos.

Lenny Kravitz, o multi-instrumentista americano faz 44.

Wayne Hussey, inglês, vocalista e guitarrista do The Mission e membro original do The Sisters of Mercy, faz cinquenta!

Gary Peterson, canadense, batera original do Guess Who, na banda até hoje, apesar desta não contar mais com seus principais membros. Mais um sessentão no Rock.

E hoje completaria 62 o inglês Mick Ronson, um dos grandes guitarristas dos anos 70, parceiro de David Bowie em clássicos como Ziggy Stardust. Ronsom também era um multi-instrumentista e foi ainda um importante produtor musical, faleceu de câncer em 93.

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Rock'n'Roll, boys and girls!

23/05/2008 às 13:14:03

23/05/1934 - Nasce em New York, EUA, Robert Moog, cujo sobrenome entraria para a história do RocknRoll e da música ao batizar sua grande invenção, o sintetizador (também chamado de órgão, ou apenas teclado) MOOG.
O som do MOOG ajudou a revolucionar o Rock no final dos anos 60, tendo se tornado característica comum aos grupos das décadas de 60/70. Discos como Abbey Road, dos Beatles, músicas como Lucky Man, do Emerson, Lake & Palmer (com um belo solo de MOOG) e trilhas sonoras clássicas, como do filme Laranja Mecânica, usaram e abusaram deste tipo de sonoridade.
Robert Moog faleceu aos 71 anos, em 2005, vítima de um tumor cerebral.

 

Já ontem, dia 22/05, foi aniversário do Sr. Stephen Patrick Morrissey, mais conhecido como o vocalista do The Smiths, na década de 80. Hoje aos 49 anos Morrissey conrtinua atuando em sua carreira solo, desde o fim do grupo que marcou época, em 87. Apesar de uns quilinhos extras, 20 anos depois, Morrissey continua com seu velho estilão Elvis Presley/James Dean de ser.

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Queensrÿche - Carisma e competência

20/05/2008 às 01:02:38

Quando você ouve a palavra Seattle, qual a primeira banda lhe vêm à cabeça? Nirvana? Pois é, além deles quem mais? Pearl Jam, Soundgarden, Alice in Chains?

É verdade, não se pode negar que foi o chamado ‘movimento’ Grunge que colocou Seattle definitivamente no cenário Rock. No entanto a capital do estado de Washington, ao norte dos EUA, merece ser lembrada por contribuições ainda mais importantes ao Rock’n’Roll.

Muitos não sabem, mas foi esta cidade que viu nascer um dos maiores gênios da música, o expoente máximo da guitarra, James Marshall Hendrix, nascido Johnny Allen Hendrix, mais conhecido apenas como Jimi. Seattle ainda deu ao mundo o clássico Heart, que depois migraria para o vizinho Canadá, e finalmente um dos pais do Heavy Metal melódico e do Prog Metal, o Queensrÿche.

Na última sexta-feira no Credicard Hall o vocalista e fundador da banda, Geoff Tate, fez questão de lembrar sua origem, como o clima chuvoso que lhe valeu o apelido de Rain City, além do apelido Jet City (devido a influência da Boeing), o que serviu de pretexto para a banda executar Jet City Woman, faixa do álbum Empire, de 1990, um dos mais importantes do grupo.

Bastante falante, Tate interagiu com a platéia durante todo o show, sempre falando muito mais do que estamos habituados em shows de Rock. Dono de uma belíssima voz grave, distribuiu simpatia enquanto poupava o gogó para mais uma canção que lhe exigia alcançar as mais altas notas, coisa que faz com perfeição. Em alguns momentos usou efeitos na voz e interpretou falas assustadoras em tons cavernosos.

A banda por sua vez demonstrou grande capacidade técnica, executando clássicos com competência. The Lady Wore Back, Eyes of a Stranger, Breaking the Silence, Best I Can, Empire, a rara Last Time in Paris, NM156, além de outras mais recentes. Faixas dos álbuns Queensrÿche, Warning, Operation Mindcrime I (1988) e II (2006). Teve espaço ainda para levantar o público com Neon Knights, clássico da fase Dio do Black Sabbath, incluído no álbum de covers lançado pela banda no ano passado.

Em 27 anos de estrada, Geoff Tate, ao lado do guitarrista Chris Degarmo (atualmente fora do grupo), ajudaram a criar o chamado Heavy Metal melódico e o Prog Metal. Grandes bandas como Helloween, Dream Theater e Angra já citaram o Queensrÿche como referência, afinal eles foram pioneiros na criação de música pesada porém melodiosa e extremamente bem executada.

Esta influência é ainda maior nos vocalistas que citam Geoff como grande influência, do lendário Michael Kiske a André Matos. Aliás, vendo Tate no palco é impossível não lembrar do ex-Víper, Angra e Shaaman, (atualmente em carreira solo), desde os timbres vocais, ao vestuário e postura de palco.

No show um momento curioso, ao final da tradicional parada antes do ‘bis’, um dos guitarristas voltou ao palco com uma típica guitarrinha daquelas usadas por músicos baianos e executou um trecho do clássico chorinho ‘Brasileirinho’. Teve gente pensando que era uma canja do Armandinho, hehehe... Mas valeu o esforço do rapaz. Além disto o tradicional ‘oubrigadoo’ em ‘portinglês’ e uma bandeira brasileira desfraldada por toda a banda ao final da apresentação, logo após a esperada balada Silent Lucidity que encerrou o espetáculo com direito a ‘playbacks’ das partes faladas da música, incluindo a voz feminina, tal qual ouvimos no rádio. Um show irrepreensível.

www.queensryche.com


Best I Can - Ao vivo em São Paulo - 16/05/2008

http://br.youtube.com/watch?v=VuBobiox0KI

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Hail Headbangers!!!

14/05/2008 às 21:58:13

Neste domingo tivemos uma maratona metálica em São Paulo, a grande final do W. O. A. Metal Battle – Brasil 2008. Trata-se de mais uma edição de um festival que começa a se tornar tradicional e dá novo ânimo ao cenário underground brasileiro.

Pelo segundo ano consecutivo participei do evento, organizado pela revista Roadie Crew, como jurado. No ano passado estive no júri da etapa santista, neste ano fui convidado para a etapa final ocorrida no Manifesto Rock Bar, ao lado de representantes da mídia especializada, gravadoras e músicos. Entre os presentes membros da banda Angra e até o pessoal do Queensrÿche pintou por lá.

W. O. A. é a abreviação de Wacken Open Air, ou seja, o principal festival de Metal da atualidade, um dos mais importantes do cenário Rock mundial, que ocorre anualmente na cidade de Wacken, Alemanha, desde 1990.

A edição deste ano terá como atração principal o Iron Maiden, além de Nightwish, Avantasia, Kreator, Exodus e outras dezenas de bandas, entre lendas do metal e grupos atuais, em três dias de evento. Dentre bandas de todo o mundo, destaque para o nosso Torture Squad, banda paulistana, um dos grandes nomes do cenário Metal brasileiro. O Torture foi o grupo vencedor do Metal Battle do ano passado.

E o que vem a ser o Metal Battle? Como o nome diz trata-se de uma batalha de bandas cuja vencedora ganha o direito de se apresentar como uma das atrações da edição seguinte do Wacken, além da gravação de um CD e uma excursão pelas etapas européias do Metal Battle do ano seguinte.

Os grupos brasileiros tem mostrado sua competência em terras alemãs, em três edições faturamos duas, além do Torture Squad, os mineiros do Tuatha de Danann entraram como banda convidada em 2005 e faturaram a primeira edição. O outro representante brazuca foi o grupo baiano Malefactor, na edição de 2006.

Desta vez nossa representante será mais uma banda paulistana, Threat, que tudo indica tem grandes chances de se consagrar no evento. Donos de um metal moderno, com guitarras empolgantes e nítidas influências de Pantera, Suicidal Tendencies, Biohazard e grupos do gênero, o Threat empolgou público e júri, vencendo com larga vantagem excelentes grupos vencedores de etapas ocorridas em todo o país, Acre, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, Bahia, Pernambuco, Ceará, Distrito Federal, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo, que contou com etapas na capital, Campinas, Santos e Ribeirão Preto.

O Wacken Open Air 2008 ocorrerá entre os dias 31/07 e 02/08, onde o Threat disputará a final mundial do Metal Battle com bandas de vários cantos do mundo. Se vencer poderá se apresentar no palco principal da edição 2009. Estaremos torcendo por isto. De qualquer maneira este é um nome que você deve guardar, pois ainda vai ouvir falar muito deles.

Além do Threat outras atrações se destacaram no evento de domingo, o Hard Rock competente do Voodoo Shine, de Jaguariúna, vencedores da etapa de Campinas; Khallice, vencedores da etapa de Brasília, que executou um Prog Metal de alta qualidade e capacidade técnica; Prophecy, vencedores do Rio de Janeiro e seu empolgante Thrash Metal ‘old-school’ e a lenda santista Vulcano, pioneiros do Metal brasileiro, reverenciados por todos os presentes, incluindo membros das bandas concorrentes.

Apresentaram-se ainda Chainsaw Distaster, de Ipatinga, vencedores da etapa de Belo Horizonte, Steel Warrior, de Itajaí, vencedores da etapa de Blumenau, Camos, vencedores da etapa de Curitiba, Obskure, vencedores da etapa de Fortaleza, Hibria, vencedores da etapa de Porto Alegre, Decomposed God, vencedores da etapa de Recife, Necrofobia, vencedores da etapa de Ribeirão Preto, Survive, vencedores da etapa de Rio Branco, Insantification, vencedores da etapa de Salvador.

Evidentemente todos apresentaram shows de qualidade, afinal chegaram até a final e merecem nossos parabéns.

Parabéns também aos organizadores deste grandioso evento, precisamos de mais iniciativas como esta na cena rock brasileira.

www.roadiecrew.com.br

www.wacken.com

 

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Conversa p'ra boi dormir... Toca Raul!!!

04/05/2008 às 17:38:03

Na última quarta-feira Titio Marco Antonio entrevistou Roberto Seixas no Alternativa Kiss. Peguei o papo já no meio, o suficiente para mergulhar em um mundo que é totalmente meu, apesar de as vezes a rotina enfastiante me fazer esquecer disto...

 

Não me lembro bem quando começou, só sei que foi arrebatador. Um dia alguém me emprestou uma fita (sim, era uma coisa que existia antigamente) e aquilo mudou minha vida. Na época eu gostava de Rock, mas Raul conseguiu ampliar de tal maneira meus horizontes que minha visão sobre o Rock nunca mais foi a mesma. E apesar de nos mostrar caminhos musicais bem diversos, o Rock é tão presente na obra de Raul, as vezes mais na atitude que no som, que minha paixão pelo estilo só se fortaleceu, ao passo que aprendi a digerir melhor as fusões, que Raul fazia como ninguém!

 

Sem falar que Raul me mostrou Dylan e sua complexa genialidade, me ensinou a venerar e respeitar os pioneiros do RocknRoll e me iniciou nas Ciência Ocultas, ampliou e intensificou meu interesse na Ufologia, me trouxe referências históricas, filosóficas, místicas, religiosas...

 

Ouvindo Roberto Seixas falar e cantar (acompanhei todas, em coro!), fico pensando como alguém, Raul, conseguia falar tão bem aquilo que todos sentem e ao mesmo tempo ser complexo, transcendental e obscuro. É por isto que Raul causa paixões ainda hoje tantos anos após ter nos deixado órfãos...

 

Ouvir Raul é algo mágico, é o remédio para minha tristeza, a inspiração para o trabalho, o combustível para o dia. Tem dias que só Raul me faz sorrir, e eu rio a toa ouvindo Raul, porque só ele conseguiu ser tão sutil e direto, sublime e truculento, claro e obscuro, completo. Raul é Alpha e Ômega.

 

É fácil perceber a importância da obra de um artista quando ela evolui junto com o pensamento de quem a absorve. Toda vez que ouço Raul encontro algo novo, as vezes um letra que me pareceu hermética durante anos de repente se desabrocha e o sorriso vem logo. Outras vezes passo muito tempo meditando sobre certas frases até chegar a uma conclusão, ou não...

 

Raul era mestre em dizer verdades. Certas frases dele são notórias, outras nem tanto, mas todas geniais. Uma das minha preferidas está na música Conversa Pra Boi Dormir, do álbum Abre-te Sésamo, lançado em 1980. Esta letra maravilhosa deixa algumas questões no ar, ao passo que joga outras na cara. Acho sensacional quando ele diz ao final;

 

"Falou que Deus não quis dar asa à cobra
Seria um bicho ameaçador 
Mas tem uma peste delas avoando
Que o diabo fez, enquanto Deus marcou"

 

Sensacional!!! Mais direto impossível, este mundo tá mesmo cheio de cobras com asas, canhestramente disfarçadas, é verdade.

 

Viva Raul dos Santos Seixas!!! Eterno Raulzito!!! 

 

 

Eu Também Vou Reclamar - Raul Seixas

http://www.youtube.com/watch?v=MqQq_ykY_j0&feature=related

 

 

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Na última quinta tivemos mais um feriado. Em São Paulo o Dia do Trabalho (ou seria do Trabalhador?) foi comemorado como sempre com um grande evento com mega estrelas da música brasileira, evidentemente ao custo de altos cachês... Enquanto isto na França estavam ocorrendo grandes manifestações em prol de melhorrias aos mesmos trabalhadores... Viva o Brasil!!!

 

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Pedras que rolam não criam limo!

30/04/2008 às 22:44:18

Há exatos 25 anos, em 30 de abril de 1983, o mundo perdia um gênio da música. Talvez o nome mais importante do Blues, ele ajudou não apenas a conquistar respeito ao tradicional ritmo negro do sul dos EUA, como gerou o filho pródigo, o RocknRoll!


Muitos são chamados de pais do RnR, mas se a paternidade do estilo é uma obra conjunta, a raiz comum por trás desta revolução tem um nome, Mckinley Morganfield, o mito Muddy Waters!


Naturalmente todos os grandes bluesman até a década de 40 tem sua parcela de contribuição. Do lendário Robert Johnson, passando por Son House, Big Bill Bronzy, até John Lee Hooker, Howlin Wolf e tantos outros mestres. Mas foi Waters quem resolveu botar fogo na coisa. Até então o Blues tinha uma pegada rural, onde predominavam os violões acústicos, como o conhecido Delta Blues. Então no final da década , Muddy, dono de uma voz grave e profunda, na estrada desde 41, resolveu eletrizar de vez o som, sendo considerado depois o pai do chamado Blues de Chicago, devido a característica urbana do novo Blues que fora instituído. Se antes os artistas se apresentavam quase sempre sozinhos com seus violões, Waters passou a se apresentar como um band leader, de guitarra em punho, acompanhado de Baixo, Gaita (Harmonica), Bateria e posteriormente Piano e eventualmente Metais. Estava estabelecido o que viria a ser no futuro uma banda de RocknRoll!


Rapidamente a banda de Muddy Waters virou referência e era o celeiro dos melhores músicos da época. Entre eles estava o genial baixista e compositor Willie Dixon. São de sua autoria vários dos clássicos gravados por Waters, como Hoochie Coochie Man, I Dont Want Make Love To You, Evil, Back Door Man, You Shook Me e tantos outros, gravados e regravados por dezenas de artistas de Blues e RocknRoll.


Além de outras parcerias, Waters também compôs, com a simplicidade peculiar ao Blues, outras dezenas de clássicos.
Got My Mojo Working, I Cant Be Satisfied, Baby Please Dont Go, Rollin Stone, Mannish Boy, Rollin and Tumblin... Músicas simples, porém de fraseados, andamento e refrões marcantes que se tornariam a base do ritmo que revolucionaria o mundo nas décadas seguintes. Esta efervescência musical não demorou a ultrapassar a barreira dos guetos negros, contagiando toda a juventude da época, que por sua vez mesclaram o lamento e swing do Blues à outras influências culturais, principalmente a Country music e o resto você já sabe bem...


Fato é que Muddy Waters foi um herói dos pioneiros do RocknRoll, foi ele quem deu o empurrão que faltava na carreira de Chuck Berry! Mas sua importância iria muito mais longe. Em 1958, com o Blues em baixa nos EUA, Waters faz sua primeira turnê pela Inglaterra, com os primeiros shows de Blues elétrico por aquelas terras. O resultado veio logo depois com o explosão de novas bandas como Beatles e The Rolling Stones. Enquanto os primeiros começaram tocando Skiffle, uma mistura de Folk music, Jazz e do próprio Blues, os segundos foram crias diretas de Waters. Fãs assumidos do grande bluesman, os Stones começaram exatamente fazendo covers de Blues, tendo gravado posteriormente vários clássicos de Waters. O próprio nome da banda veio da música Mannish Boy, de 1955, onde se ouve a frase Im a Rollin Stone, nome este que também batiza um dos primeiros clássicos de Muddy, de 1948, por sua vez inspirado na tradicional Catfish Blues, de 1941, de autoria de Robert Petway. Tal nome virou uma marca de sucesso no Rock, tendo batizado a clássica revista americana, além de inspirar a sensacional Like a Rolling Stone, de Bob Dylan, entre várias outras.


A partir de então todas as gerações que se seguiram, de Buddy Guy a Jimi Hendrix, de Eric Clapton a Johnny Winter, de Led Zeppelin a AC/DC, de Allman Brothers a Humble Pie, homenagearam o mestre. A importância e influência de Muddy Waters para a música é incomensurável.


Há 25 anos, poucas semanas após completar 70 anos o genial Mckinley Morganfield partiu dormindo... Seu legado ficou para a eternidade. Muddy Waters é nome de estrada, de rua, de parque nos EUA... Para todo o mundo é nome de simplicidade, sentimento, boa música e respeito, muito respeito!


Viva Mckinley Morganfield, eterno Muddy Waters!

 

 


Pedras que rolam não criam limo!!!

www.muddywaters.com

 

Rollin’ Stone

http://www.youtube.com/watch?v=WaIT0mKJ7D0&feature=related

 

 Mannish Boy, ao vivo com os Rolling Stones!

http://www.youtube.com/watch?v=5gWbV6YRF5A

 

Com o albino texano Johnny Winter

http://www.youtube.com/watch?v=TFJuGGS_AWk&feature=related

 

Com Eric Clapton

http://www.youtube.com/watch?v=m-gkIjp9lYc&feature=related

 

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Uma Celebração Rock'n'Roll!!!

29/04/2008 às 22:37:59

Olá amigos!

Como todos sabem neste final de semana rolou a Virada Cultural em São Paulo. Eu queria ter comentado antes, mas a canseira da maratona me deixou de molho nestes dois dias. Afinal cheguei ao Centro às 17h do sábado, sai às 05h30, voltei às 14h e fiquei até o final após às 19h do domingo. Sendo assim, vou fazer um resumão básico, até porque se fosse detalhar iria ficar uma semana escrevendo! ;O)


Começando às 18h, o maravilhoso O Terço nos brindou com seu Rock Progressivo competentíssimo, belas letras em português e harmonias que emocionaram o público. Destaque para a participação de Flávio Venturini, membro da época áurea do grupo e o  vocalista Sérgio Hinds que se apresentou com o braço engessado.

 

Em seguida a grande surpresa, o Terreno Baldio, desconhecida até entre muitos dos mais experientes que estiveram presentes, a banda encantou a todos executando também um Rock Progressivo com maestria, um show fantástico, sendo que não se apresentavam juntos desde os saudosos anos 70.


A coisa começou a pesar com a entrada em cena do Casa das Máquinas, de volta após 30 anos, trazendo como novos membros figuras de destaque no cenário Rock/Heavy, o guitarrista Faíska e Andria Busic (Dr.Sin), no baixo/vocal. Mais um show de extrema competência técnica e musical.


Seguindo a tendência de peso, subiu ao palco o Harppia e sua nova formação. Para alegria dos fãs antigos a banda apresentou uma retrospectiva de suas formações, voltando até o lendário time que fez história nos anos 80. Foi emocionante ver Hélcio Aguirra e Jack Santiago novamente executando seus clássicos. Uma pena a guitarra ter falhado justo na apoteótica Salém.


A esta altura do evento, por volta da 01h, a multidão se aglomerava para ver Paul Dianno (o ex-Iron Maiden), que foi ovacionado pela platéia, mesmo não estando em sua melhor forma físico/musical. Acompanhado de músicos brasileiros, Di’anno executou seus antigos sucessos.

 

Neste momento o empurra-empurra no local me fez optar por passar ao palco Canja Rock-Blues para tentar conferir um pouco do sempre bem vindo Rockabilly que rolava por lá.


Já às 03h da manhã me dirigi ao palco da São João a fim de ver o histórico show dos Mutantes. A quantidade de pessoas ali era impressionante, muita dificuldade para conseguir ver alguma coisa, ainda assim um show inesquecível recheado dos maiores clássicos da banda mais importante da história do Rock brasileiro.


Decidi então que era a hora de recarregar as baterias em casa. Voltei por volta das 14h a tempo de ver o genial Arnaldo Antunes, o sempre irreverente Lobão, que além de seus grandes sucessos arrebatou o público ao tocar Raul, e Ultraje a Rigor, que fechou a festa com um show de hits do início ao fim da apresentação, incluindo aí uma bem sacada cover dos Ramones!


Nos intervalos passei outras vezes pelo palco onde rolavam as jam-sessions, tendo visto entra outras, Andreas Kisser ao lado do monstruoso Paulo Zinner e sua bateria clássica.


Enfim, só faltou tempo para ver tantas outras atrações interessantes em ambos os palcos. Mas não gostei mesmo foi de perder O Som Nosso de Cada Dia, outra espetacular banda clássica do nosso Rock nos anos 70, pois estes tocaram no mesmo horário dos Mutantes e precisei optar. Até porque este show ocorreu no Teatro Municipal e só entrou quem pegou ingresso antecipado.


A reclamar de verdade apenas a falta de banheiros, pois a quantidade disponibilizada estava muito aquém do suficiente, transformando os locais em verdadeiras piscinas fétidas! A organização precisa repensar estes números, afinal em um evento onde eram esperadas 3 milhões de pessoas e compareceram 4 milhões, 350 cabines de banheiro é uma piada! Ainda que muitos dos locais tivessem banheiros fixos... A coisa fica ainda pior próximo ao palco Rock, onde a cerveja é consumida mais do que água, hehehe...

Ah, além disto faltaram lixeiras também!

 

De resto, foi um evento memorável, ainda mais para quem curte um bom RocknRoll como nós!!!

 

 

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VIRADA SENSACIONAL!!!

24/04/2008 às 21:59:13

Amigos, tá chegando, é neste final de semana e é grátis!

A Virada Cultural este ano será generosa com o RocknRoll! Teremos atrações em três dos principais palcos no Centro de São Paulo. O primeiro é o exclusivo Palco Rock, na Praça da República, onde teremos 24 horas do melhor Rock nacional de todos os tempos, sem exagero nenhum, e até uma atração internacional!

Veja no link a programação completa;
http://viradacultural.org/programacao/palco/rock-republica

Entre as principais atrações eu destaco os clássicos dos anos 70.

A noite começa com O Terço, banda que surgiu ainda no final dos anos 60 e obteve grande repercussão na década seguinte, com sucessos em todo o país e exterior. O Terço arrastava multidões por onde passava, executando um Rock Progressivo de primeira linha. A banda capitaneada por Sergio Hinds tocou em festivais internacionais, sendo reconhecida como uma das grandes bandas do estilo em todo mundo. No Brasil o Terço foi a maior banda dos anos 70, ao lado dos Mutantes. Sucessos como Hey Amigo, 1974 e Criaturas da Noite são verdadeiros clássicos do Rock Nacional. Saiba mais sobre a fascinante história de O Terço, que se manteve na ativa, lançando discos até hoje.

http://www.oterco.com.br/

A próxima atração é uma lenda do Progressivo Nacional, que igualmente fez sucesso nos anos 70. Diferente de O Terço, o Terreno Baldio lançou dois cultuados álbuns em 75 e 76, com poucas cópias produzidas, e virou um grupo cult tendo encerrado sua carreira precocemente em 78. Na época um dos grandes destaques da banda era o guitarrista Mozart de Mello, frequentemente citado como um dos melhores do Brasil em todos os tempos. Voltaram a ativa em 93 com o relançamento do primeiro álbum.

Na sequência teremos mais um lendário grupo que flertou com o Progressivo, Hard Rock e RocknRoll. O Casa Das Máquinas surgiu na primeira metade da década de 70 formado por ex-membros de grupos de Rock Clássico, como Os Incríveis e The Clevers. Lançaram apenas três aclamados álbuns, sendo que o último, de 76, trazia a faixa-título que se tornou um dos maiores hinos do Rock brazuca, Casa de Rock. Quase trinta anos após o fim, em 78, o Casa das Máquinas voltou no ano passado e trabalha material novo.

Ainda teremos uma lenda do Heavy Metal nacional. Sim, cantado em português, isto existe!!! O Harppia surgiu em 82 e fez história no underground nacional, tendo alcançado o sucesso em 85 com o lançamento do histórico EP A Ferro e Fogo, cuja a mítica Salém (A Cidade das Bruxas) tocou bastante nas rádios e festas país afora. Destaque para o timbre pesado das guitarras de Hélcio Aguirra, que formaria logo depois o Golpe de Estado, outra importante banda do nosso verdadeiro Rock. Em 2002 o Harppia voltou a ativa com dois membros da formação original, o vocalista Jack Santiago e o baixista Ricardo Ravache (ex-Centúrias).

Seguindo nesta pegada sobe ao palco o vocalista original do Iron Maiden, Paul Dianno, com a proposta de executar na íntegra o clássico álbum Killers, segundo trabalho da Donzela de Ferro, de 1981, numa apresentação que promete ser histórica.

A programação avança madrugada adentro com bandas históricas do nosso Metal, membros do Sepultura, Overdose, o mítico Vulcano (meus conterrâneos de Santos, pioneiros no som pesado no Brasil), Vodu e Korzus, já de manhã. Seguindo no domingo teremos mais RocknRoll, terminado com o Pop/Rock dos anos 80, com o sempre cáustico e polêmico Lobão, o poeta Arnaldo Antunes e Ultraje a Rigor, executando o impagável álbum Nós Vamos Invadir sua Praia, de 81.

Como se isto fosse pouco... Teremos ainda o palco Canja Rock-Blues, na rua Barão de Itapetininga, em frente à República, onde se apresentarão dezenas de músicos em jam-sessions de Fusion, Groove, Blues, Rockabilly, Rock Clássico, Punk-Hardcore. Músicos que são destaque nos diversos estilos, como o grande guitarrista bluseiro André Cristovam, Celso Pixinga, Toni Campello, pioneiro do nosso RocknRoll nos anos 60, Alex Valenzi, Vasco Faé, Paulo Meyer, Johnny Boy, Edgar Scandurra, Clemente (Inocentes), Wander Wildner (Replicantes), Redson (Olho Seco), Andreas Kisser (Sepultura), Franklin Paolillo (Made in Brazil, Tutti Frutti, Camisa de Vênus), Oswaldo Vecchionne (Made in Brazil), Percy Weiss (Made in Brazil, Patrulha do Espaço, Harppia) e muitos outros. Uma verdadeira celebração histórica!!!

Confira a programação completa:
http://viradacultural.org/programacao/palco/canja-rock-blues

Enfim, ainda teremos Os Mutantes no palco da avenida São João, às 03:00h, apresentando sua nova formação e músicas inéditas. Os Mutantes dispensam maiores apresentações, a banda mais importante do nosso Rock, que nos brindou com genialidades, pérolas que fundiam Pop/Rock/Progressivo/Psicodelismo, e lançou Rita Lee ao mundo. No ano passado o guitarrista e vocalista Sérgio Dias se apresentou no palco Anhangabaú, da Virada, emocionando o público com os clássicos da banda. Este ano certamente a emoção será maior.
Saiba mais sobre esta espetacular banda, reconhecida mundialmente como uma das mais importantes dos anos 60/70:
http://www.osmutantes.com

Resumindo, difícil vai ser escolher ao que assistir! Mas é melhor sobrar do que faltar, não é? Parabéns ao pessoal da Secretaria de Cultura de São Paulo pelo bom gosto na seleção de tantos artistas importantes do nosso RocknRoll!

Vale lembrar que os transportes públicos, ônibus e metrô, estarão funcionando durante toda a madrugada e haverá policiamento intenso nos locais das apresentações. No ano passado andei por todo o Centro histórico sem ter visto uma única ocorrência policial, ainda que tenha ocorrido o lamentável quebra-quebra na Praça da Sé. No palco Rock não houveram tumultos durante toda noite e madrugada, apesar do público de milhares de pessoas. Além dos shows em si, foi um prazer poder caminhar tranqüilamente pelo charmoso Centro de SP em plena madrugada, uma atração à parte.

Nos vemos por lá!

Abraços!

 

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