Notícias
Quinta-feira, 11 de março de 2010
Pink Floyd vence processo contra gravadora

O Pink Floyd venceu a disputa com a gravadora EMI. A banda não concorda com a venda de suas músicas separadamente, exigindo que os discos sejam vendidos inteiros, como foram produzidos, preservando a integridade artística e o conceito da obra. O advogado do grupo, Robert Howe, alegou que a gravadora é proibida em contrato de ‘desmembrar’ os discos. A EMI se defendia alegando que o contrato só vale para os discos físicos, mas não para a Internet.
Em sua decisão, o juiz Andrew Morritt, da Alta Corte britânica, deu ganho de causa à banda, afirmando que o contrato protege “a integridade artística dos álbuns”. De acordo com o magistrado, a gravadora “não tem o direito de explorar a distribuição das músicas on-line ou por qualquer outro meio que não a comercialização dos álbuns completos sem o consentimento do Pink Floyd”. Ele ordenou a EMI a pagar os custos legais da banda e disse que futuramente irá decidir quanto a empresa terá que pagar por danos morais.
O juiz decidiu ainda sobre a questão dos pagamentos de ‘royalties’ pela venda e utilização das músicas do Pink Floyd pela gravadora. Porém, esta sessão do julgamento foi privativa e os representantes da EMI argumentaram que a informação estaria protegida por confidencialidade comercial. Um porta-voz informou que a gravadora está decidindo se vai recorrer da decisão. Já os representantes da banda não quiseram comentar o assunto.
O Pink Floyd foi um dos grupos pioneiros a liberar suas músicas para venda na Internet. Os representantes dos Beatles até hoje não decidiram sobre a questão, sendo que o AC/DC decidiu não colocar suas músicas à disposição no site I-Tunes, alegando que não tem interesse em vender suas músicas separadamente.
Saiba mais:
Exposição nos EUA exibirá quadros de Ron Wood
Rage Against the Machine pela 1ª vez no Brasil
SWU premiará quem descobrir atração principal
Cápsulas do tempo guardarão material de Lennon
Morre Ben Keith parceiro de Neil Young



